quinta-feira, 31 de julho de 2008

Ao tentar engravidar, é preciso saber a hora de parar, dizem médicos

Nem sempre os tratamentos conseguem solucionar o problema de infertilidade.
Chega um momento em que é preciso desistir, e a internet pode ajudar nisso.

Quando Pamela Mahoney e Alex Tsigdinos se casaram, nunca pensaram que teriam dificuldades para ter um bebê. Mas, depois de 11 anos e muitos tratamentos de fertilização, eles ainda são apenas uma família de duas pessoas. Frustrados e exaustos com os procedimentos caros que nunca funcionaram, o casal finalmente desistiu. Agora o desafio é aprender a aceitar uma vida sem filhos.

Dez por cento de todos os casais têm problemas para engravidar, às vezes devido a um problema físico e às vezes por razões inexplicáveis. Mas, à medida que as tecnologias de reprodução aumentam, aumenta também a esperança de muitos casais.

Para os Tsigdinos, que moram em Los Gatos, Califórnia, os médicos foram otimistas em cada passo. Aos 29 anos, depois de dois anos tentando engravidar, Pamela Tsigdinos soube que tinha pequenas lesões no útero – um sinal precoce de endometriose, uma condição marcada pelo crescimento descontrolado do tecido uterino. As lesões foram removidas com cirurgia e os médicos mandaram-na para casa com todas as expectativas de que ela não teria mais problemas para engravidar.

O tempo passou e nada de bebê. Alex Tsigdinos foi examinado e o casal descobriu que ele sofria de varicocele, um bloqueio no fluxo sangüíneo ao pênis que diminuía sua quantidade de espermatozóides. Uma cirurgia corrigiu o problema. No entanto, mais dois anos se passaram, e nada. Durante os vários anos seguintes, o casal tentou dois ciclos de fertilização in vitro e duas sessões de inseminação artificial, isso sem mencionar abordagens não-tradicionais, incluindo acupuntura, suplementos fitoterápicos e tratamento quiroprático.



O tempo é o vilão
O tempo se tornava um vilão: para uma mulher abaixo dos 35 anos, o percentual de gravidez após uma fertilização in vitro é de 43%, mas cai para 4% em mulheres após os 42 anos. Anos de consultas médicas, contas a pagar e sonhos não-realizados também cobravam seu preço, abalando as economias do casal, sua paciência e seu casamento. Finalmente, eles deram um basta. “Eu fiz 39 anos, me olhei no espelho e disse ‘até quando podemos continuar com isso?’’, conta Pamela.

Há dois anos, Alex e Pamela Tsigdinos tomaram a difícil decisão de dar fim à situação: parar com os procedimentos invasivos, parar de medir diariamente a temperatura corporal basal para saber se ela perto de ovular, parar de procurar novos tratamentos – e parar de sonhar em ter filhos.

Pamela Tsigdinos sabe bem o que você está pensando: e por que não adotar? Mas ao mesmo tempo em que consideram a possibilidade, o casal acha que não é para eles.

“Não é como cara ou coroa – ou você tem um filho ou adota. Não é tão simples assim”, ela disse, lembrando os esforços de amigos que buscaram a adoção.

Não está claro quantas mulheres não têm filhos, contrariando sua vontade. O estigma ligado à infertilidade e à vida sem filhos obriga muitas mulheres a silenciarem sobre seus conflitos, disse Pamela, completando que isso “não é algo que a gente quer conversar em uma festa, tomando um drinque”.

Quase dois anos depois, Pamela Tsigdinos, 45 anos, ainda cai em lágrimas quando fala sobre isso. “Não é um processo linear”, disse. “Você aceita que vai fazer o melhor para seguir em frente, mas há dias em que tudo se torna simplesmente sufocante.”



O processo de aceitação
Especialistas recomendam que mulheres que lutam contra a decisão de interromper tratamentos de fertilização encarem sua perda como fariam com qualquer outra.

“A pessoa deve atravessar um processo de luto pelo que isso representa e aceitar quem elas são nessa vida”, disse Dr. Mardy S. Ireland, psicanalista de Berkeley, Califórnia, especialista em casais sem filhos.

Tratamentos contra infertilidade podem ser tão desgastantes que muitas mulheres continuam tentando, mesmo depois de as chances serem proibitivas. Aquelas que conseguem aceitar a possibilidade de que nenhum tratamento no mundo as permitirá engravidar podem encarar melhor a possibilidade de aprender a aceitar uma vida sem filhos.

“As mulheres que terão mais dificuldade em lidar com a realidade são aquelas que não tomam uma decisão”, disse Ireland. As que não tomam a decisão, acrescentou, vão acordar um dia e sentir que a escolha foi tirada das mãos delas.

Ainda assim, mulheres como Pamela Tsigdinos freqüentemente caem em lágrimas ao ver uma mãe empurrando um carrinho de bebê, lutam contra a raiva que sentem de amigos que inocentemente as convidam para chás de bebê e brigam com seus próprios pais, que não aceitam o fato de que nunca serão avós.

Susan B. Slotnick, membro da Resolve, uma associação sem fins lucrativos de fertilidade, entende essa dor. Há 11 anos, ela também tomou a decisão de parar os tratamentos de fertilidade e aceitar uma vida sem filhos. “A dor nunca vai embora, na verdade”, disse. “Mas é como uma dor de coluna crônica, você aprende a lidar com ela.”

Internet ajuda
Essa dor une mulheres de todos os níveis sociais que compartilham do desejo de ter filhos, e uma comunidade online em crescimento as ajuda a lidar com as muitas facetas da infertilidade. Pamela Tsigdinos, profissional de marketing de uma empresa de capital de risco, criou seu próprio blog sobre o outro lado do tratamento, o www.coming2terms.com, para ajudá-la a superar a decisão de interromper os tratamentos de infertilidade.

Após anos se concentrando em ficar grávida, a paixão de Pamela agora é se conectar com outras mulheres na mesma situação. Ela escreve sobre coisas diárias que a fazem lembrar-se da sua vida sem filhos, mas também sobre as coisas com as quais teve que lidar no caminho: como saber quando interromper o tratamento, como lidar com amigos e parentes intrometidos, como aceitar a vida sem a expectativa de ler livros infantis, ir a recitais e a festas de formatura. As mulheres e os poucos homens que comentam no blog de Pamela nem sempre concordam com suas escolhas, mas todos têm compaixão e a ajudam a se sentir melhor.

A infertilidade pode ser o tema principal na vida de Pamela Tsigdinos. Mas ela afirma que isso não a impede de aproveitar o que tem de bom na vida.

“Tenho que admitir que sou uma das mulheres mais sortudas porque tenho o marido mais paciente do mundo”, ela disse. “Pelo fato de sermos somente nós dois, o tempo todo queremos assegurar que o outro esteja feliz.”

Endometriose: mal dos tempos modernos

Endometriose: mal dos tempos modernos Por Adriana Bifulco São Paulo, 19 (AE) - Cólicas menstruais cada vez mais intensas, dores abdominais fora do ciclo menstrual e durante as relações sexuais, além de infertilidade. Estes são os sintomas típicos da endometriose, doença caracterizada pela presença de endométrio (tecido que descama durante a menstruação) fora da cavidade uterina em órgãos como trompas, ovários, intestino, aparelho urinário e em casos mais raros, até no pulmão.

"A doença acomete mulheres em fase reprodutiva. É o estrogênio que provoca o aumento dos focos", explica Silvana Chedid, especialista em reprodução humana, diretora da Clínica de Medicina Reprodutiva Chedid Grieco, na capital paulista, e diretora do setor de reprodução humana do Hospital Beneficência Portuguesa, também em São Paulo.

"Quando a paciente apresenta os sintomas característicos, o médico pode fazer o diagnóstico não apenas durante o exame clínico quando, em alguns casos, pode visualizar os focos, como também através de ultra-som, ressonância magnética, exame de sangue (CA 125) e histerosalpingografia (exame radiológico que mostra a cavidade uterina e as trompas)", afirma Silvana.

Já Marcos Eiji Shiroma, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz Anália Franco, avisa que, em alguns casos, só com a realização de uma cirurgia e biópsia é possível identificar a endometriose. "Mas nem toda paciente precisa ser operada", enfatiza.

Para tratar esse mal, os especialistas lançam mão de vários recursos. E para as pacientes que não têm problemas de infertilidade pode ser recomendada uma gravidez. "Durante a gestação e amamentação os focos regridem. Acaba sendo um tratamento natural", alerta Shiroma. Já nos casos de infertilidade, é aconselhada a reprodução assistida.

Mas se um bebê não faz parte dos planos da paciente, também há a possibilidade da realização de uma cirurgia, através de laparoscopia, durante a qual se faz a cauterização dos focos de endometriose. O uso contínuo de pílulas anticoncepcionais e o tratamento com análogo GNRH (substância hormonal que bloqueia a menstruação) também são usados. "No entanto, esse medicamento não pode ser administrado durante muito tempo, pois a paciente pode começar a ter sintomas típicos da menopausa, como calores e vagina muito seca", diz Silvana. "Ele só é recomendado por um período após a cirurgia", complementa Shiroma.

Causas - Ainda não foi descoberto o que provoca a endometriose. "Sabemos que é um mal da vida moderna. Hoje as mulheres demoram mais para ter filhos e, quando os têm, são em número menor. Assim, é maior o número de ciclos menstruais e alterações hormonais que elas enfrentam", diz Shiroma.

De acordo com o ginecologista e obstetra, existem várias teorias para justiçar o aparecimento da endometriose. "Uma delas é um refluxo do sangue menstrual para a cavidade uterina", declara Shiroma. "Outras teorias sugerem que alterações imunológicas favoreçam o surgimento desse problema, assim como a inalação da dioxina, substância resultante da combustão da borracha, provoque esse mal", afirma Silvana.

Independente de qualquer estudo ou pesquisa que esteja em andamento, o ideal é ir ao médico tão logo comecem os sintomas. "As pacientes demoram para procurar atendimento. Assim, a chance de obter sucesso no tratamento acaba sendo limitada", alerta Shiroma.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Dicas fáceis para aumentar a fertilidade

Tome o seu tempo para se sincronizar. Há uma maior chance de engravidar pouco antes ou depois da etapa da ovulação do ciclo menstrual. Se quer determinar esses dias, pode fazer um simples cálculo.
Se o seu ciclo durar 28 dias - a média feminina - e o seu primeiro dia de menstruação foi no dia 28 de dezembro de 2004, a provável data de ovulação é a 11 de janeiro de 2005.
Se o seu ciclo menstrual é de mais de 35 dias, menos de 21 dias ou irregular, você deve consultar o seu médico.
Coma melhor para poder engravidar. Cerca de 12% dos casos de infertilidade são resultado de mulheres que pesam muito ou pouco.
Coma mais frutas frescas e hortaliças, que lhe darão, com menos calorias, os nutrientes que o seu corpo necessita para engravidar.
 
Elimine o álcool, que pode ter efeitos nocivos à concepção e ao feto.
Os transtornos da alimentação, como anorexia, bulimia ou ingestão compulsiva podem prejudicar as probabilidades. As dietas muito rígidas ou excessivamente restritivas podem ser nocivas à fertilidade.


Inspire fundo e relaxa. O relaxamento é importante para a sua saúde e poderia ajudá-la a conceber.
Algumas mulheres afirmam que só ficaram grávidas quando aprenderam a relaxar. Embora não haja evidências sólidas de que o relaxamento leve à gravidez, aprender a relaxar servirá para diminuir o stress e a ansiedade.
 
Para começar, pode praticar actividades que ajudam a relaxar como: ioga, o tai chi ou meditação. Tente fazer um relaxamento muscular progressivo: contraia progressivamente um músculo e depois relaxe, começando pelos dedos dos pés e subindo, ou pela cabeça e descendo. Além disso, há técnicas específicas de relaxamento, como exercícios respiratórios.
Melhore a sua aptidão física. Há indícios de que o exercício moderado pode ajudar a engravidar, já que ajuda a reduzir a gordura corporal, que mantém uma clara conexão com as hormonas e a fertilidade. Cerca de 30% do estrogénio vem das células adiposas; logo, se há pouca gordura ou em excesso, pode-se alterar o equilíbrio hormonal, diminuindo as probabilidades de concepção. O exercício moderado e regular pode queimar o excesso de gordura, reforçando sua fertilidade, a sua saúde cardíaca e os seus níveis de energia.

Se não faz exercício regularmente, comece gradualmente para tentar fazer com que a actividade física se torne parte de sua rotina diária.
Depois, poderá adoptar uma rotina de exercício regular.
 
Trinta minutos ao dia, 4 ou 5 dias por semana, pode fazer uma diferença nos seus níveis de gordura.

Cuidado com os excessos, o exercício excessivamente vigoroso também pode afectar a sua fertilidade. Os exercícios de baixo impacto são ideais, como caminhada.
As melhores posições sexuais. Para ficar grávida, os espermatozóides devem ser depositados o mais próximo possível do colo uterino da mulher. Há certas posições sexuais que podem ajudar. Os especialistas recomendam evitar sexo em posições contrárias à gravidade, já que diminui a probabilidade de os espermatozóides chegarem ao colo do útero.

Evite fazer sexo sentada, de pé ou por cima do homem. Uma posição ideal é a do homem por cima da mulher, porque ela permite que a penetração seja mais profunda. Outro modo de aumentar a exposição do colo aos espermatozóides, é manter relações deitados, um ao lado do outro.
 
Há estudos que sugerem que o orgasmo feminino é importante, porque as contracções que o acompanham podem ajudar a levar os espermatozóides para mais perto do colo


FONTE: Agência EFE

Dispositivo ameniza sintomas da endometriose

Um método contraceptivo revelou-se eficaz no combate à endometriose – doença que atinge mais de 10% das mulheres em idade fértil.
Trata-se de um dispositivo intra-uterino (DIU), que libera gradualmente um hormôna similar à progesterona e atenua as dores das pacientes, sem provocar os efeitos colaterais das injecções hormonais usadas convencionalmente no tratamento do problema. Estes benefícios foram constatados em 82 voluntárias de 18 a 40 anos, durante pesquisa realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade de São Paulo (USP), que comparou os dois tratamentos.
 
Todas as participantes sofriam de endometriose, ou seja, sentiam fortes dores pélvicas por causa da invasão de células que revestem o interior do útero (endométrio) em outros órgãos da cavidade abdominal, como bexiga, ovários e intestino. As pacientes foram divididas em grupos de acordo com o tipo de tratamento a que se submeteram.
Em 39 delas, foi colocado um DIU que libera baixas doses de uma hormôna sintética chamada levonorgestrel. As outras 43 foram tratadas com injecções de hormônas análogas aos liberadores de gonadotrofina (chamados GnRH).
 
As pacientes foram monitoradas antes, durante e depois do tratamento, que durou, em média, seis meses. Ao longo deste tempo, verificou-se, nos dois grupos, que a dor foi significativamente reduzida. No entanto, nas mulheres que tomaram as injecções, os pesquisadores observaram efeitos como calores no corpo, insónia, alterações no humor e ressecamento vaginal, sintomas bastante característicos da menopausa. “Isto acontece porque as injecções provocam uma espécie de menopausa química”, diz o ginecologista e coordenador do estudo Carlos Alberto Petta, do Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher, da Unicamp.
Petta explica a diferença da actuação entre as duas terapias: “Os análogos de GnRH bloqueiam a produção da progesterona (hormôna responsável pelo crescimento do endométrio) na glândulas da hipófise, que passam a secretar menos substâncias naturalmente só a partir da maturidade.
 
Já o levonorgestrel lançado pelo DIU – ou endoceptivo, como também é chamado – impede apenas a ação da progesterona na região do útero.”
Além disso, o pesquisador lembra que a injecção hormonal deve ser usada durante três ou quatro meses, porque, se prolongado o prazo, corre-se o risco de desenvolver osteoporose. Em contrapartida, o endoceptivo pode ficar alojado no corpo feminino por até cinco anos sem interrupção, durante os quais são liberadas doses controladas de 20 microgramas de levonorgestrel por dia. Isto ainda reflecte uma relativa vantagem económica do dispositivo, já que ele tem o mesmo custo de uma ampola do hormôna injetável, que precisa ser reaplicado mensalmente.
 
Infertilidade ainda é problema

Os métodos anticoncepcionais vêm sendo usados há muitos anos para tratar a endometriose. Além de injecções hormonais, é comum o uso de pílulas, anéis vaginais ou adesivos. À medida que inibem a ovulação, reduzem o fluxo menstrual e contêm o crescimento do endométrio. “A quantidade de sangramento também está directamente relacionada à liberação de prostaglandina, substância que provoca contracções uterinas e, consequentemente, dores pélvicas”, esclarece Petta.
Na pesquisa , a maioria das voluntárias, tanto as que tomaram injecções quanto as que usaram DIU, tiveram a menstruação interrompida.
O endoceptivo, que começou a ser comercializado em 2000, tinha eficácia comprovada apenas para a contracepção. “Os resultados satisfatórios em relação à ausência de efeitos adversos lançam-no, portanto, como nova alternativa no combate à endometriose”, comenta o ginecologista.
 
Estudos anteriores mostram que cerca de 40% das mulheres que têm dificuldade em engravidar sofrem de endometriose. Assim, todos os tratamentos existentes actualmente para conter a doença não são satisfatórios para aquelas que querem ter filhos.

Nestes casos, Petta recomenda remover as lesões cirurgicamente – método mais invasivo – e recorrer posteriormente a técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro ou inseminação artificial.
Embora um passo importante tenha sido dado em direcção ao combate da endometriose, ainda não se pode falar em cura, até porque as suas origens são desconhecidas. “O que fazemos é tratar a dor provocada pelo problema, porque por mais que as lesões regridam, elas podem voltar ocasionalmente”, alerta o pesquisador, lembrando que qualquer que seja o método escolhido, o cuidado deve ser contínuo.
Segundo Petta, além de tomar os medicamentos adequados com regularidade, é fundamental adquirir hábitos saudáveis, como uma dieta balanceada e uma rotina de exercícios físicos. “A combinação destes factores contribuiu para o bem-estar geral das pacientes”, conclui.


FONTE: Ciência Hoje

Programação da gravidez após aborto

Pode ser prudente para uma mulher que passa pelo evento de um natimorto ou aborto tardio, esperar um ano antes de engravidar novamente, de acordo com um estudo publicado no British Medical Journal. Hughes e cols verificaram que um período de 1 ano permite que as mulheres se recuperem emocionalmente da perda, tornando menor a probabilidade de experimentar ansiedade e depressão em uma gravidez subsequente.
Os investigadores inscreveram 60 mulheres grávidas, cuja gravidez anterior terminara em natimorto depois de 18 semanas de gestação e 60 mulheres correspondentes primigestas. Eles conduziram entrevistas durante o terceiro trimestre e no período pós-natal com 6 semanas, 6 meses e 12 meses. Os investigadores utilizaram a Edinburgh Postnatal Depression Scale, Beck Depression Inventory e Spielberger State-Trait Inventory para investigar níveis de depressão e ansiedade nos indivíduos. O estudo verificou que as mulheres que engravidaram dentro de um ano após perder uma criança sofriam mais sintomas de ansiedade e depressão durante o terceiro trimestre da segunda gravidez que aquelas que esperaram 12 meses ou mais. Com 6 e 26 semanas após o parto, os scores das mulheres eram mais próximos daquelas das participantes do grupo controle, mas ainda tinham mais tendência para a depressão 1 ano depois do segundo parto. Mulheres que esperaram 12 meses ou mais para engravidar uma segunda vez ficaram mais próximas do grupo controle em todas as escalas e não tiveram mais probabilidade de experimentar depressão ou ansiedade que as mulheres no grupo controle.

Ao analisar os resultados, os investigadores especularam que as mulheres possam precisar de pelo menos um ano para experimentar o processo de luto e recuperar-se dele. Também sugeriram que a gravidez possa interferir com o pesar e, consequentemente, pode prolongar a depressão e ansiedade num momento quando as mulheres precisam estar emocional e fisicamente saudáveis.
De acordo com as participantes do estudo, a programação de uma gravidez após um natimorto ou um aborto baseou-se em vários factores, incluindo idade materna, factores sociais, desejo de substituir o filho perdido e aconselhamento de outros. Os investigadores reconhecem que, à luz de tais factores, os benefícios da gravidez logo depois de uma perda podem ultrapassar o risco de possíveis sintomas psicológicos. Além disso, eles afirmam que a maioria das mulheres de facto recuperam-se da depressão e da ansiedade, que acompanham o nascimento de um segundo filho concebido menos de um ano depois de um natimorto. Desta forma, sugerem que as mulheres se conscientizem do potencial para problemas emocionais, mas que cada caso deve ser avaliado individualmente.

Endometriose

 
Introdução
Actualmente a ENDOMETRIOSE é uma das doenças benignas mais comuns na mulher. As estimativas variam muito. Nos Estados Unidos acredita-se que aproximadamente 5 milhões de mulheres americanas em idade fértil sejam afectadas por essa doença. No passado, havia mais questionamentos do que respostas sobre a ENDOMETRIOSE. Mais recentemente, os esforços para entender essa doença levaram a importantes avanços médicos. Apesar de não se ter chegado a uma cura definitiva para a ENDOMETRIOSE, alternativas novas e mais eficazes para diagnóstico e tratamento tornaram-se disponíveis. Com a crescente tomada de consciência dos efeitos físicos e emocionais dessa doença, conceitos erróneos estão sendo gradualmente ultrapassados. O apanhado geral sobre a ENDOMETRIOSE proporcionado pôr este artigo reflecte o pensamento sobre a doença e os estudos mais recentes disponíveis para ajudar a tratá-la. A intenção é de que ele sirva como guia para que você possa entender o que é ENDOMETRIOSE.
 
A doença
A ENDOMETRIOSE é uma doença na qual pedaços de endométrio (o tecido que reveste internamente o útero e que é eliminado durante a menstruação) crescem fora do útero. O tecido endometrial normal muda a cada mês em preparação para uma possível gravidez. Durante o ciclo, esse tecido se torna mais espesso à medida que o suprimento de sangue aumenta em resposta aos hormónios sexuais femininos (estrógeno e progesterona). Então, se a gravidez não acontecer, o revestimento endometrial mais espesso rompe-se, sendo expelido do corpo sob a forma de sangramento menstrual. Na ENDOMETRIOSE, o endométrio cresce fora de seu lugar. Esse tecido é encontrado geralmente em pequenos pedaços - conhecidos como implantes ou lesões. Os implantes podem ser encontrados nos ovários, nas trompas de Falópio (que conectam os ovários e o útero), nos intestinos, na bexiga ou em outras partes do abdómen. Em raras ocasiões, os implantes podem aparecer fora do abdómen (nos pulmões, por exemplo). Alguns implantes são tão pequenos como uma cabeça de alfinete, enquanto outros são tão grandes como uma laranja. é raro que um implante endometriótico se torne maligno ou canceroso. Como o endométrio, os implantes endometrióticos localizados fora do útero também se tornam mais espessos a cada mês em resposta aos hormónios femininos do ciclo menstrual. Só que, diferentemente do endométrio, esses implantes não são expelidos do corpo. Sofrem as mesmas modificações que o endométrio em virtude da acção hormonal. Estas modificações levam a sangramentos, que criam um processo inflamatório no tecido circundante originando irritação e cicatrizes. À medida que esse tecido cicatricial cresce ele pode formar aderências - assim chamadas porque o tecido pode agir como uma teia de aranha para ligar as superfícies dos órgãos internos. Os implantes e as aderências podem causar dor, menstruações anormais, relação sexual dolorosa e eventualmente infertilidade.
 
Sintomas
A dor da ENDOMETRIOSE tem sido descrita com frequência como "uma pressão" ou "um aperto". Ela pode resultar do inchaço do implante, da irritação do tecido normal perto do implante e das aderências. As cólicas menstruais podem aumentar nas mulheres com ENDOMETRIOSE. O grau da dor não é necessariamente proporcional à extensão da doença. Algumas mulheres podem ter vários implantes grandes que não sejam muito doloridos, enquanto que outras podem apresentar implantes menores, em pequena quantidade, mas que causam muita dor. Suspeita-se que a ENDOMETRIOSE possa causar infertilidade. A ENDOMETRIOSE é encontrada em aproximadamente metade das mulheres que sofrem cirurgia para diagnóstico ou tratamento de infertilidade. A doença também parece aumentar o risco de gravidez tubárea e de abortamento em mulheres que não conseguem engravidar.
 
Causas
Como o tecido endometriótico se desenvolve em lugares aos quais não pertence? Os médicos não sabem com certeza, mas a teoria mais aceita é que durante a menstruação porções do endométrio deslocam-se na direcção da cavidade abdominal pôr meio das trompas de Falópio. Alguns pesquisadores acham que esse processo, chamado de menstruação retrógrada, acontece com quase todas as mulheres, mas que na maioria delas o sistema imunológico evita que a ENDOMETRIOSE se desenvolva. Novos estudos da ENDOMETRIOSE estão explorando sua relação com o sistema imunológico e também com a hereditariedade.
 
Diagnóstico
Se o seu médico suspeita de ENDOMETRIOSE baseado em seus sintomas e no exame ginecológico, pode fazer uma Videolaparoscopia a fim de conseguir o diagnóstico definitivo. A Videolaparoscopia é um procedimento cirúrgico feito sob anestesia geral. Um pequeno telescópio é inserido através de um pequeno corte feito perto do umbigo. Esse instrumento, permite que o médico procure por implantes dentro da cavidade pélvica, e as remova. Também torna possível ver os órgãos pélvicos - inclusive útero, ovários e as trompas de Falópio - e remover amostras de tecido para análise em laboratório. O laparoscopista pode expressar o seu diagnóstico de acordo com um sistema de classificação de quatro estágios, desenvolvido pela American Fertility Society (AFS). O Estágio I representa a forma mais branda da doença e o Estágio IV a mais grave. A Videolaparoscopia tem uma importância muito grande na ENDOMETRIOSE, porque ela faz o diagnóstico, avalia a extensão da doença e remove tecidos para exame microscópico e tratamento.
 
Tratamento
METAS: AS PRINCIPAIS METAS DO TRATAMENTO SÃO:
* Aliviar ou reduzir a dor
* Diminuir o tamanho dos implantes
* Reverter a progressão da doença
* Preservar ou restaurar a capacidade de conceber
* Evitar ou postergar a recorrência da doença
Ao decidirem por um plano de tratamento, você e seu médico deverão considerar diversos fatores tais como: sua idade, seu desejo de ter filhos, a natureza e a extensão de sua doença e a sua história familiar. Quando o seu médico lhe apresentar as opções para tratamento, certifique-se de esclarecer as dúvidas que você possa ter.
 
Cirurgia
A Videolaparoscopia, além de permitir o diagnóstico da ENDOMETRIOSE (veja Diagnóstico), é usada para eliminar ou destruir os implantes endometrióticos. Durante a Videolaparoscopia, o cirurgião cauteriza, extirpa ou vaporiza por meio de "laser" os implantes. Esta cirurgia não requer internação hospitalar. Freqüentemente, os tratamentos hormonais são prescritos após a cirurgia. Se usados antes da cirurgia, podem atrofiar os implantes e assim tornar sua remoção mais fácil. Depois dela são uma opção contra os implantes que o médico não conseguiu ver e, portanto, não removeu durante a intervenção. Esses tratamentos podem ainda ajudar a postergar a recorrência da doença.
 
O Próximo passo
Mesmo que ainda incompleto, nosso conhecimento sobre a ENDOMETRIOSE evoluiu consideravelmente nos últimos dez anos.
Mulheres com essa doença têm se beneficiado da disponibilidade da Videolaparoscopia e do desenvolvimento de novos tratamentos com menos efeitos colaterais do que aqueles utilizados anteriormente. Se você acredita que tem ENDOMETRIOSE, é importante que seja examinada por um médico a fim de fazer um diagnóstico definitivo. Se a ENDOMETRIOSE já foi diagnosticada, solicite ao seu médico que discuta com você em maiores detalhes os pontos levantados neste informe.

Fonte: www.aborto.com.br
Nos dias que correm, engravidar pode não ser, afinal, tão fácil quanto parece e são diversos os factores que podem conduzir à tão temida “infertilidade”.
Na realidade, a infertilidade total, propriamente dita, é uma situação bastante rara e o que existe na realidade são problemas de fertilidade.
Para a OMS – Organização Mundial de Saúde – um casal tem problemas de fertilidade, quando após 2 anos de actividade sexual sem utilização de métodos contraceptivos, não ocorre uma gravidez.
Os tratamentos convencionais disponíveis passam pela medicação, a cirurgia, ou ainda por técnicas laboratoriais, como sejam a fertilização in vitro ou a inseminação intra-uterina, entre outras. As taxas de sucesso para estes tratamentos variam, por exemplo, consoante a técnica utilizada e a duração da infertilidade anterior ao início do tratamento.
Existem, no entanto, alternativas naturais a este tipo de tratamentos, que podem, inclusive, ser feitas em paralelo, e a Homeopatia é uma delas.
O ser humano nunca adoece exclusivamente numa parte isolada do seu corpo, e qualquer doença, quer se trate de infertilidade ou qualquer outra, é sempre reflexo de um desequilíbrio geral de todo o organismo.
E é sob esta visão holística que a Homeopatia procura equilibrar cada indivíduo, tornando-o mais saudável, física e psicologicamente, tratando não só a infertilidade mas também os sintomas físicos e emocionais que dela decorrem, possibilitando inclusive reacções mais positivas aos tratamentos convencionais não homeopáticos.
 
De grande eficácia nos casos de infertilidade funcional, a Homeopatia permite:
- regularizar os ciclos menstruais (após ter deixado de tomar a pílula anticoncepcional, por exemplo)
- melhorar o equilíbrio hormonal, nomeadamente quando não ocorre ovulação
- melhorar a qualidade do muco cervical, facilitando assim o acesso dos espermatozóides ao útero
- melhorar a qualidade da mucosa uterina, favorecendo a nidação do ovo ou zigoto
- preparar o útero para o implante do ovo ou zigoto, no caso de fertilização in vitro
- suportar mais facilmente o stress dos “ensaios” e da PMA
 
A título de exemplo, aqui deixo ficar a indicação de alguns remédios que podem ajudar na infertilidade feminina:
- Aurum – quando a depressão está na origem da infertilidade.
- Follicolinum – para favorecer a fecundação.
- Ignatia – para lutar contra o stress e a ansiedade emocional.
- Lachaesis – para estimular os ovários e as suasfunções.
- Lycopodium – para melhorar a qualidade do muco cervical.
- Ovarinum – para regular a ovulação e os ciclos menstruais.
- Progesteronum – para regular ciclos mesntruais demasiado longos.
- Sabina – recomendado em casos de abortos repetidos.
- Sépia – ajuda em casos de ovulação irregular ou inexistente.
 
Também na infertilidade masculina:
- Agnus castus – em casos de oligospermia e azoospermia.
- Medorrhinum – pode ajudar em certos casos de impotência.
- Tribulus terrestris – para aumentar a quantidade de espermatozóides e a taxa de progesterona.
 
A duração do tratamento varia entre três e seis meses consoante os casos, com tomas diárias de grânulos homeopáticos.
Claro está que um tratamento desta natureza requer o conselho de um profissional já que, para além de existirem diversas diluições, existem também diversas fórmulas e combinações homeopáticas que podem ser prescritas no sentido de obter melhores resultados.
Por outro lado, um tratamento de fundo é sempre recomendado em função da personalidade e do estado de saúde geral de cada um.
Aqui fica no entanto a ideia de que a Homeopatia pode efectivamente dar uma ajuda aos casais que sofrem de problemas de fertilidade.

Estou quase de partida para ...


Estamos a uma semanas de ir de férias. Primeiro o destino será o Algarve, onde ficaremos duas semanas na casa do meu pai, pois a minha ainda não está pronta. Depois venho a Lisboa deixar os meus gatinhos, e depois iremos para o terrinha do marido. Nesse sábado dia 23 de Agosto terei um casamento civil duma prima do meu marido.
Nessa semana estará o amigo do meu marido, que vive em França, e traz toda a familia, ele e a namorada e as quatro filhas.

Bem nestes dias tenho andado a recuperar o tempo que "perdi" nestes 15 dias após cirurgia. Já consigo fazer os meus exercicos de ginástica, ando a ler muito. Já acabei o livro que estava a ler sobre a Kabballah, do autor José Cunha Rodrigues. Agora estou a ler o livro do Dan Brown - "A Conspiração". E já tenho na calha outro também deste mesmo autor - que é a "Fortaleza Digital". Talvez este fique para os dias de férias, vamos ver!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Infertilidade – Já é hora de falar de Prevenção…

Daniela Sobral Médica Ginecologista/Obstectra A Infertilidade é um problema complexo, que implica uma série de aspectos médicos, legais, éticos, morais e económicos muito graves não só para o casal, em particular, como para a sociedade, em geral. Felizmente médicos, políticos, doentes e população em geral estão cada vez mais alertados para este problema. Está na hora de falarmos de prevenção. Não se podem prevenir todos os tipos de Infertilidade, mas nalguns casos, há factores que podem ser alterados e é importante que a prevenção comece desde muito cedo. 1 - Alimentação: uma alimentação cuidada vai contribuir para uma pessoa mais saudável. Ter ... [ + ]


Daniela Sobral
Médica Ginecologista/Obstectra

A Infertilidade é um problema complexo, que implica uma série de aspectos médicos, legais, éticos, morais e económicos muito graves não só para o casal, em particular, como para a sociedade, em geral. Felizmente médicos, políticos, doentes e população em geral estão cada vez mais alertados para este problema.

Está na hora de falarmos de prevenção.

Não se podem prevenir todos os tipos de Infertilidade, mas nalguns casos, há factores que podem ser alterados e é importante que a prevenção comece desde muito cedo.

1 - Alimentação: uma alimentação cuidada vai contribuir para uma pessoa mais saudável. Ter um peso adequado aumenta a fertilidade (na mulher, peso em excesso ou diminuído pode afectar a ovulação, no homem, peso excessivo pode alterar a qualidade do esperma). Algumas vitaminas e sais minerais parecem ter um efeito benéfico.

2 - Factores Ambientais: o tabaco tem sido associado a alterações ao nível do esperma, a um envelhecimento ovocitário e a um aumento da taxa de abortos; o álcool em excesso altera a fertilidade tanto no homem como na mulher; a cafeína quando em grande quantidade também pode ser prejudicial para ambos; as drogas (como marijuana e cocaína) provocam infertilidade tanto no homem como na mulher; os tóxicos ambientais (como pesticidas, metais, chumbo, mercúrio, químicos tóxicos, radiação ionizante) podem afectar sobretudo os homens uma vez que a formação dos espermatozóides é um processo dinâmico. A exposição dos genitais masculinos a elevadas temperaturas como sauna, banhos quentes, roupa interior muito apertada, febre, contacto directo com computador portátil, muitas horas ao volante, etc. pode alterar os parâmetros do esperma.

3 - Exercício: praticar exercício físico com moderação é benéfico mas quando em demasia pode provocar alterações nos ciclos menstruais na mulher e afectar a produção de esperma no homem.

4 - Idade: nunca é demais lembrar que a fertilidade da mulher vai diminuindo à medida que a idade aumenta e que essa diminuição começa por volta dos 25 anos sendo mais marcada a meio dos 30 e vertiginosa a partir dos 40 anos. No homem esta diminuição é muito subtil podendo mesmo ser insignificante.

5 - Contracepção: é muitíssimo importante evitar as gravidezes não desejadas que podem levar a interrupções de gravidez, e eventualmente, a um maior risco posterior de gravidez ectópica e infertilidade. É também muito importante evitar as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), que muitas vezes não causam qualquer sintoma mas que podem provocar uma doença inflamatória pélvica que, se não for tratada, pode levar a alterações a nível das trompas que comprometem a fertilidade. Podem levar, também, a gravidez ectópica e infertilidade. No homem, as IST podem causar infecções genitais com posteriores alterações a nível do espermograma. É importante que estas infecções sejam tratadas precocemente e que ambos os parceiros façam o tratamento. A utilização do preservativo (sempre) é fundamental na prevenção deste tipo de infecções.

Os contraceptivos hormonais podem diminuir as dores menstruais que por vezes são o primeiro sintoma de Endometriose (muitas vezes não diagnosticada). Nalguns casos (infelizmente, não em todos) este tratamento pára ou atrasa a progressão da doença.

Há que ter cuidado com os métodos de contracepção irreversíveis – vasectomia no homem e laqueação de trompas na mulher. São cada vez em maior número os casos de pedido de reversão do processo, o que não é possível numa percentagem grande destas situações.

6 - Preservação da fertilidade na doença oncológica: no homem é relativamente simples devendo fazer uma colheita de esperma antes de ser submetido aos tratamentos que eventualmente possam lesar a fertilidade. Na mulher é um processo mais complexo, algumas opções ainda estão em investigação enquanto outras já são utilizadas na prática clínica (congelamento do tecido ovário, de ovócitos ou de embriões; utilização de alguns medicamentos como os análogos da GnRH).

7 - Stress: O papel do stress na Infertilidade tem sido muito debatido mas ainda não está bem definido. No entanto todas as armas que ajudam a combater o stress e a fazer-nos sentir felizes e relaxados só podem ser benéficas.

8 - Sexo: O impacto da Infertilidade na vida sexual do casal pode ser enorme, o “sexo com hora certa” pode arruinar toda a magia. As disfunções sexuais podem agravar ou mesmo provocar alguns casos de infertilidade. É importante investir na vida sexual, dá trabalho mas vale a pena. Esquecer o sexo programado, tentar esquecer (por momentos) a vontade de engravidar e pensar em sexo só porque dá prazer, é divertido, aproxima o casal, diminui o stress, faz com que o casal se sinta mais feliz.

É fundamental uma consulta pré-concepcional onde podem ser prevenidas ou detectadas precocemente algumas causas de Infertilidade. Por exemplo, certas doenças crónicas como diabetes, lúpus e problemas da tiróide podem interferir com a função ovárica normal, o seu controle adequado aumenta a fertilidade. Alguns medicamentos podem também interferir com a fertilidade tanto do homem (ex: medicamentos anti-hipertensivos como os bloqueadores dos canais de cálcio) como da mulher.

Fonte:Associação Portuguesa de (in)Fertilidade

Nestes dias...


Tenho aproveitado para descansar. Pois como não convém ainda fazer qualquer tipo de esforço, não comecei a fazer a minha ginástica. Talvez aguardarei mais uma semanita, pois já estou quase em "forma". Não esforço de mais para fazer qualquer coisa, a lida doméstica tem ficado um pouco para trás. Tenho andado a fazer o "curativo" com Betadine como me recomendaram.

Mudando de assunto falta pouco para ir de férias para o Algarve. Estou a precisar de sair desta cidade, espairecer. Está quase...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Madonna

Durante estes dias encontrei um site onde tem imensa coisas sobre a Madonna, e está sempre actualizado! É a página dum fanclube do Brasil, achei muito fixe.



Madrinha da esperança

Dália Madruga aceitou o convite lançado pela Associação Artémis e é, a partir de hoje, a Madrinha deste projecto. A repórter/apresentadora do Programa “Só Visto” da RTP conheceu a Artémis no evento “Barrigas de Amor”, emitido pela estação pública no passado dia 6 de Julho, e desde esse momento escolheu não mais ficar indiferente a esta causa, associando a sua imagem à mensagem de esperança proferida pela Artémis. Para Dália Madruga, o convite feito «é acima de tudo uma honra», mostrando-se sensibilizada com a perda gestacional e tudo o que ela implica na vida da Mulher e seus familiares.
Como Madrinha da Associação, Dália Madruga “emprestará” o seu nome e imagem aos mais diversos eventos em que a Associação marcará presença, usando o seu estatuto de figura pública, para ajudar a passar a mensagem de esperança a um número cada vez mais amplo de pessoas que desconhecem esta realidade. O “sim” de Dália Madruga simboliza, acima de tudo, um gesto de profundo envolvimento com o trabalho que tem vindo a ser realizado pela Artémis, no sentido de divulgar e informar a sociedade civil acerca do drama da perda gestacional, e uma mais-valia para a Associação que certamente ganhará mais força e visibilidade junto de todos.
Dália Madruga foi mãe pela primeira vez há cerca de um ano, é um valor em ascensão no panorama comunicacional português, irmã da conhecida actriz Dália Madruga e detentora de uma simplicidade e solidariedade que muito pesaram, sem dúvida, para que aceitasse desempenhar este “cargo”. Enquanto Associação Sem Fins Lucrativos, logo profundamente dependente dos fundos monetários que escasseiam, a Artémis está consciente de que o mediatismo e exposição pública da apresentadora levará a um maior empenho em prol desta causa, ajudando a vencer a batalha da banalização e do desconhecimento, ultrapassando as barreiras que travam o voluntariado e vencendo o preconceito. Dália Madruga será certamente um exemplo para muitas Mulheres que procuram nesta Associação uma “ajuda” envolta em esperança e é um motivo de honra para a Artémis poder contar com uma Madrinha decidida a “dar colo” a este projecto.

Joana Garcia da Cruz
Departamento de Comunicação da Artémis

Um Bem haja
Projecto Artémis

Hoje é o dia...

Hoje fui ao Santa Maria retirar os pontos e o penso!
Custou-me um pouco, especialmente os pontos que tinha no umbigo! Esses sim deram-me que fazer! Pois estavam com um pouco de sangue seco e aí é que foi! Os outros apenas senti como se fosse uma picadinha! Esta já está! Agora tenho que deixaram cair as crostazinhas e depois passar com betadine!
Talvez daqui a uma ou duas semanas estarei em forma!

Durante estes dias aconteceram muita coisa! E especialmente no dia que fui operada, estiveram cá os Duran Duran, o meu grupo preferido de adolescente! Tive imensa pena!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

É preciso descanso...


Andei "afastada" daqui por alguns dias, pois tenho que descansar. Como tenho alguns pontos na zona do umbigo, isso implica que eu tenho que fazer o minimo de esforço, para qualquer coisa. Isso implica que tenha que ficar deitada o mais possivel. è que tenho feito, pois quero recuperar o mais depressa possível. Mas tenho que ter paciência pois isto do corpo humano leva o seu tempo. Hoje já me sinto melhor, pois noto que já posso esat um pouco mais em pé!

Amanhã vou ao Santa Maria mudar o penso. A ver o que me irão dizer!

O tempo está de praia, mas isso fica para mais tarde!

Outra coisa também tenho recebido imensas chamadas telefónicas de amigas minhas e meus familiares, incluindo o meu pai, sabendo como estou.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

De regresso a casa...



Estou de volta após a cirurgia marcada no dia 10 de Julho!
Como é hábito nestas situações entra-se de véspera para preparar o organismo e fazer a respectiva "limpeza intestinal"

Como estava combinada fui para o Hospital às 10.30. Tive uma consulta com uma médica para fazer o histórico clínico. Entretanto lá estava a outra rapariga que também ia ser operada. Houve dúvidas em retirar ou não sangue, na eventualidade de ser necessário durante a cirurgia. Bem, aguardamos, aguardamos e por fim lá nos dizem que é preciso retirar sangue. foi o que fizemos, dirigimos ao respectivo local, e mais um tempo de espera, como não estava a contar em demorar tanto tempo, já estava quase verde de tanta fome. Pedi ao meu marido, enquanto esperava pela vez, para ir comprar qualquer coisa para comer. Chamarm pelo meu número e o "itinerário" seguinte era inscrever na seccão "Internamentos". E por fim lá fomos ao piso 3. Quando lá chegamos o funcionário da secretaria não estava. Bem e agora?Passou uma enfermeira que nos disse que o fulano foi almoçar. Foi o que também fizemos. Isto já eram 14.30.
Bem finalmente regressados do almoço, lá se deu o internamento. Encaminharam-nos para o respectivo quarto, eu fiquei com essa moça que também ia ser internada. Bem já era alguém "conhecido".

A primeira coisa que elas fizeram mal chegamos ao quarto foi dar-nos um laxante, uma coisa super doce.
Fizeram tipo visita guiada ao departamento, mostrando-nos onde eram os outros quartos, enfermaria, wc e sala de jantar

Chamaram-nos para ir tomar um lanchinho(um cháe um pacotinho de bolachas) e deu para conhecer todas as senhoras que estavam internadas no mesmo serviço, cada uma a contar as suas e dar um pouco de conversa para nos ambientarmos. Qual foi a minha surpresa quando vejo a minha ginecologista, ficou surpresa em encontrar-me, mas deu para trocar ums palavritas.
Chega então a hora de o meu marido ter que ir embora, e fiquei com a tal moça que entretanto ainda estava com o respectivo marido.


Conversa puxa conversa ia passando o tempo. Tinhamos que ir tomar banho com m produto especifico deles.

Como estava "sozinha" fui eu a primeira a ir tomar banho. Fiquei logo despachada.

Chegou então a hora do jantar, apenas uma canjinha e uma maçã cozida. Torci o nariz à maçã! Mas tive que a comer pois não havia mais nada.

Nessa sala havia televisão, fiquei com as outras senhoras, e coversamos até à hora dum cházinho e mais outro pacotnho de bolachas, Mas desta vez acompanhado de uns comprimidos para dormir e calmante. Foi tamanha a dose que passados uns minutos já estava quase abananada e fui deitar-me, não fosse o caso de um cair ou começar a dormir lá nessa sala. Bem deitei-me não não consegui logo dormir. Ainda demorou um pouco, e muito tempo depois ainda ouvia vozes no corredor a telvisão e o bate bate de portas. Só devo ter dormido um pouco antes de nos acordarem por volta das 7 da manhã para nos prepararmos para a cirurgia. Novamente o banhinho com o tal produto deles e a vestimenta foi uma bata azul escura, só, e um genero de touca para apanhar o cabelo.

Confesso que estava um pouco nervosa, mas passou-se tudo tão naturalmente que nem tive tempo para pensar em nervosismo.
Depois do banho tomado e com a vestimenta era aguardar que nos fossem buscar na maca. A outra rapariga foi a primeira, e depois lá foi a minha vez de ir para o bloco.
Enquanto esperava vi a minha médica, não deu muitas palavras, mas deu para notar que seria ela a operar.

Chegada a hora h, entrei na maca, entretanto espetaram-me uma agulha na mão para o soro, que doeu imenso.

Entrei na sala, deu para ver os ecras, e mais nada. Depois deram-me a respirar uma máscara, tipo "enche o peito de ar e respire" fiz isto duas vezes, foi tiro e queda.

Só acordei já na sala de recobro com a enfermeira a charmar por mim a dizer que eu tinha visitas. Era o maridinho, o meu pai e a Teresa. Um de cada vez, confesso que fiquei cansada pois estava esforçar-me, mas como eles não podiam estar lá muito tempo
Um pouco mais tarde a pareceu a minha prima filipa e a minha médica a Dra Luísa Gama.

Fiquei nessa sala de recobro um dia inteiro, deitada. Quase de 10 em 10 minutos mediam a tensão e a temperatura. Nessa sala estava sempre uma enfermeira. Era muito simpática. Já a do turno da noite era diferente, um pouco cara de poucos amigos. Bem iam passando as horas e eu quase sem dormir, pois estavam as outras a ressonar, a claridade, afectava-me um pouco. Eu estava na sala com mais três senhoras.

Mais horas e menos horas, chegou as 6 da manha altura de definitivamente era para acordar. Deram-nos um chá com bolachas. Trocaram os pensos e depois tiraram-nos o soro.

Agora era tomar banho e ir para o quarto, no banho tive de ter ajuda pois não consigo agaichar-me. Vesti-me e definitivamente fui para o quarto. Lá estava à minha espera a Drª Ana Paula. Explicou-me o que fizeram. Então em relação aos miomas não tiraram pois alguns podiam, e devido à sua localização, prejudicar a parede uterina. Só me trataram da endometriose do ovário esquerdo.
Conclusão fiquei com 4 pequenas cicatrizes, que elas chamaram de furinhos na região da barriga.

Depois a médica deu-me a alta, coisa que já estava à espera.

Pedi, para telefonar ao meu marido, para me vir buscar. Despedi-me das enfermeiras e da rapariga do meu quarto.

Conclusão disto tudo, fui muito bem tratada no Hospital de Santa Maria.

Agora tenho que lá volta para me mudarem o penso.


Enfim estou em casa, Lar doce Lar.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ando um pouco atarefada...


Nestes dias em véspera de cirurgia ando a preparar as minhas coisinhas para levar ao hospital. Estou também mais calma, faço exercico fisico para distrair a minha mente.

Tenho recebido ultimamente mensagens de amigas minhas, apoiando-me.

Mas confesso que me assusta a ideia da anestesia geral, mas como vou "dormir", passo à frente esse aspecto.

Voltarei depois a contar como foi!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Hoje a minha grande Amiga faz anos!

Parabéns Amiga, hoje é dia do teu aniversário. Que contes muitos e que sejamos amigas por muitos e muitos anos!

Recados



Bem, hoje lá fui ao Santa Maria para a consulta de anestesia.Estava imensa gente, pensava que lá ia ficar à espera que me chamassem horas, mas não aconteceu, fiquei mais ou menos 10 minutos à espera. A médica explicou-me as coisas que vão acontecer. Foi bastante simpática, não estava à espera, pois geralmente os médicos do estado são sempre a despachar ou não explicam nada. Depois de estar despachada desta fui levar o processo e tive que tirar sangue. Aqui outra vez tive que ficar à espera, desta vez foi mais tempo talvez entre 30 a 45 minutos. Depois disto fiquei despachada deste processo, agora é só esperar dia 9. Só quero que esses dias passem depressa e chegar dia 11. Pois irei para casa!

Agora só peço que tudo me corra bem!