quinta-feira, 21 de maio de 2009

A minha barriga de 9 mesitos!


Esta é a minha última foto actualizada de 9 meses (40 semanas).

Amanhã terei nova consulta no HSM. Vamos ter que tomar decisões. Ou seja aguardar ou induzir o parto!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Indução do parto

Quais as probabilidades de ter que induzir o parto e o que deve esperar deste procedimento.

O que significa induzir o parto?

Se, juntamente com o seu médico, tiver decidido que não é boa ideia esperar mais tempo para que o trabalho de parto se inicie por si só, o médico pode usar algumas técnicas para induzir o parto, incluindo a administração de uma substância chamada oxitocina (ou pitocina). A oxitocina, administrada por via intravenosa, provoca as contracções que dilatam atempadamente o colo do útero e ajudam o bebé a descer. Outra técnica para provocar o parto é a ruptura das membranas, ou seja, separar manualmente o saco amniótico da parte inferior do útero, libertando assim as hormonas prostaglandinas que ajudam a acelerar as contracções.

Dado que, a partir de cerca das 42 semanas, a placenta já não é tão eficaz no fornecimento de nutrientes, e que aumenta também a probabilidade de outras complicações quando passa a data de termo, se o parto não começar por si só, a maioria dos médicos efectua a indução duas semanas após o termo.

Quais os riscos associados à indução do parto?

A oxitocina – a substância mais utilizada para estimular as contracções — acarreta algum risco de hiper-estimulação do útero se a dose for demasiado elevada. No entanto, o principal risco é que a indução não funcione e que venha a necessitar de uma cesariana. O processo de amadurecimento do colo do útero e, em seguida, de indução do parto pode demorar bastante tempo. Se, passadas 24 a 48 horas, ainda não tiver entrado em trabalho de parto, o médico poderá considerar a possibilidade de ter sido uma tentativa falhada e opta por um parto por cesariana. Este processo pode ser psicologicamente penoso para si e para o seu companheiro. Uma cesariana após uma indução falhada tem sido igualmente associada a taxas mais elevadas de complicações, em especial de infecção e internamentos hospitalares mais prolongados.

Devido a estes riscos, terá de estar sujeita a uma monitorização electrónica permanente durante o parto induzido, de modo a poder avaliar a frequência e a duração das contracções, bem como o batimento cardíaco do bebé. Na maioria dos casos, terá de permanecer deitada de lado ou sentada durante a monitorização, mas alguns hospitais oferecem a possibilidade de telemetria, que lhe permite caminhar durante o processo.

Existem formas naturais de provocar o parto?

Se passar a data de termo e quiser tentar provocar o parto sem oxitocina, existem métodos naturais, com diversas taxas de sucesso. A estimulação dos mamilos é um dos indutores naturais de parto mais comprovados, mas não o tente sem a aprovação do médico, dado que pode despoletar contracções muito fortes que provocam stress no bebé. Outros métodos naturais de acelerar as contracções são menos fiáveis, mas não custa tentar (naturalmente, é sempre melhor falar primeiro com o médico). Comer alimentos condimentados ou ananás, ter relações sexuais, caminhar muito, acupunctura e aromaterapia – todos são conhecidos indutores do parto...

Hoje é a 40ª semana

Hoje fomos à consulta no HSM de manhã. Tudo bem, fizeram-me uma CTG e verificaram que estava tudo normal. Conheci o médico que poderá me fazer o parto. Já o tinha visto na Maternus. Pareceu-me ser bastante claro e preciso. A Ana Luísa não dá sinais de querer sair do seu T0. Esse médico, só para ter a certeza, fez-me o toque. Coisa horrível e um pouco desconfortável. Avisou-me que poderia ter perdas sanguineas ligeiras, mas se fossem grandes e de sangue vivo era para ir às urgências. Logo de seguida verifiquei que tinha um pouco de sangue, mas até esta data desapareceu. O que significa nada de grande preocupação. Este doutor também avisou-me que vou a caminha das 41ª semanas, se até sexta-feira nada ocorrer, ou seja se a Ana Luísa não "quiser" sair, vai ter que haver indução. Agora é aguardar pacientemente como sempre fiz até agora!

Na 40ª semana:


O bebé tem o crânio ajustável: uma vez que as fontanelas da cabeça não estão fechadas, elas podem ajustar-se durante o parto. Assim o perímetro da cabeça diminui e a criança consegue passar melhor pelo canal do parto. Geralmente nesta altura, o bebé já está de cabeça para baixo, sendo comum ter o queixo apoiado no peito. Ele encontra-se na chamada apresentação cefálica, que é a mais fácil para o parto. Mais rara é a apresentação frontal e a apresentação facial (em que a testa e o queixo, respectivamente, passam a ser o ponto-guia).

Connosco: A ansiosa espera pelo bebé: mesmo que mal possa esperar pela data do nascimento, não se deve ficar impaciente. Pode ser que o bebé ainda precise de mais um tempinho. Uma gravidez de até mais 14 dias após a data prevista para o parto não é problema nenhum. Todavia, não se espera um parto normal espontâneo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Já tenho 9 meses

Ontem foi conseguida mais uma semana.Cheguei aos 9 meses. Aqui a menina está a gostar de aqui estar. Tenho lido outros blogs de grávidas e achei engraçada a expressão de T0. Sim elá está confortávelmente no seu T0. Estou com muita vontade de a conhecer e dizer bem-vinda a este mundo, mas também estou a gostar de estar grávida e senti-la na minha barriga. Aliás nesta recta final posso dizer que adorei e continuo a adorar estar grávida. É como estar noutra dimensão onde vamos dar vida a outra vida, acho lindo. Desejei estar neste estado durante muito tempo. Adorei tirar fotografias à minha barriga e notar com o passar do tempo, ela a crescer.
Muitas mulheres ficam receosas do corpo depois de uma gravidez, eu não estou muito preocupada, pois sei que é normal o corpo "ressentir" do estado, mas com o tempo e exercicio fisico vamos lá chegar. Aliás eu antes de estar grávida, era uma "militante" do exercício físico, tive que abrandar o ritmo. O que é necessário é deixar correr o tempo, esperar calmamente o momento e ser muito paciente. Todas estar qualidades me estão inerentes, pois por natureza considero-me uma pesssoa extremanente paciente e calma. Como diz o Pedro Abrunhosa na canção "é preciso ter calma".

terça-feira, 12 de maio de 2009

39ª semana


O bebé
As hormonas ajudam. O bebé continua a preparar-se para fazer a sua entrada no mundo. O seu sistema endócrino multiplica a produção de hormonas tendo em vista o nascimento. O bebé segregará mais hormonas contra a tensão durante o parto do que em qualquer outro momento da sua vida. Uma vez fora do útero, estas hormonas ajudá-lo-ão a manter os sistemas corporais sem a ajuda da placenta. Estas mudanças tão radicais exigem grande quantidade de energia e esforço, mas o bebé estará preparado.

Apanhar ar. Os pulmões do bebé prosseguem o seu desenvolvimento até ao dia do seu nascimento. Por agora, os seus pulmões continuam a trabalhar no fabrico do agente tensioactivo que evitará que os numerosos alvéolos se adiram entre si quando respirar ar pela primeira vez.

Chorar como um bebé. 'Vou gritar pela primeira vez!' Logo que toma a sua primeira quantidade de ar, o bebé chora com uma potência digna de uma diva da ópera. Este som é uma experiência agridoce, pois se ninguém gosta de ouvir um bebé a gritar de medo ou dor, este potente choro significa que respira bem. Não espere ver já lágrimas: os seus sacos lacrimais não as produzirão até dentro de umas semanas. E se o bebé não emite este barulho tão distinto, não fique nervosa: alguns bebés não choram ao nascer. O importante é que comece a respirar.

A gravidez
Verdadeiro ou falso? Talvez já tenha experimentado as contracções de Braxton-Hicks, que são os exercícios que o seu corpo realiza ao preparar-se para o parto. Agora que já se considera que a gestação terminou, pode ser difícil distinguir estas contracções das autênticas. Se as contracções são irregulares e desaparecem ao mudar de posição ou ao passear-se pela casa, é provável que se trate de um falso alarme. No entanto, não se fie, porque pode passar do falso alarme ao parto real numa questão de minutos. Cronometre bem as suas contracções: se se apresentarem em intervalos regulares e a cada cinco minutos durante pelo menos uma hora, telefone ao seu médico ou parteira. Se as águas rebentarem (se sair um fiozinho ou grande fluxo de líquido da vagina), telefone imediatamente.

A dor. Existem muitas possibilidades quanto à medicação para as dores do parto. Alguns fármacos só aliviam as dores de parto, enquanto outros tentam pará-las por completo. Deve conhecer estas alternativas de que dispõe e falar delas com o seu médico antes do grande dia.

A voz dos especialistas. Fundamentalmente são dois os sinais que lhe indicam que o parto está próximo. Uma é a ruptura do saco amniótico (rebentar das águas). Outra é um fluxo mucoso sanguinolento, que não é senão o rolhão que esteve a obstruir o colo do útero.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A consulta no HSM


A consulta foi marcada para logo cedo, 8h30 da manha! Tive que esperar quase 1h 30 para ser atendida. Pois marcam para a mesma hora ums quantas grávidas, e depois quem chega primeiro é logo atendida. Foi "recebida" primeiro por uma enfermeira bastante afável e simpatica que nos foi explicando algumas coisas, procedimentos internos inerentes ao parto, sinais de alarme, quan do era necessário dirigir às urgências. Foi sempre muito simpatica ao responder às nossas questões. Mediu-me a tensão, pesaram-me e fiozeram-me algumas perguntas pessoais, como antecedente familiares, etc. O que era mesmo importante era saber quando era preciso ir para o Hospital, o que levar para mim e para o bebé. Também pedimos que nos fosse facultado uma visita ao piso e às instalações onde irei ficar. Isso é possivel, ficou marcada para esta quinta-feira às 14h no mesmo local das consultas. Ela também nos deu um folheto informativo com algumas coisas importantes. Soube também que não era preciso levar no dia do internamento os sacos, o meu marido levá-los-à no dia seguinte, pois pode haver confusão com os sacos e eles perderem o rumo.

Nesse folheto consta o seguinte:

Deve dirigir-se às urgências obstétricas quando:

- começar com perdas vaginais de sangue vivo;
- começar a perder liquido amniótico;
- sentir contracções uterinas, ou seja, sentir dores menstruais, dores no fundo da barriga ou dores no fundo das costas, intermitentemente:
- a menos de 36 semanas de gravidez se as dores forem de 15 em 15 minutos durante uma hora:
- a mais de 36 semanas de gravidez se as dores forem de 5 em 5 minutos durante uma hora;
- Sentir que os m ovimentos fetais diminuiram durante 12 horas, contar se há mais de 10 movimentos fetais durante 12 horas.

Pode levar para o Serviço de Internamento:

- Mãe:

3 camisas de dormir;
2 soutiens de amamentação;
1 robe;
6 cuecas de algodão ou descartáveis;
1 par de chinelos de quarto;
1 par de chinelos para o duche;
2 toalhas;
1 saco para a roupa suja;
Produtos de hiegiene pessoal.

- Bebé:

4 fatos (babygrows, vestidos...)
4 camisas e calças interiores de algodão ou 4 fatos interiores (bodies)
2 pares de meias;
12-18 fraldas;
1 xaile ou manta de algodão;
2 gorros;
Muda-fraldas.






Depois fomos encaminhados para outra sala onde iriamos ser atendidos pelo médico, aqui foi mais de meia hora.

Aqui foi-me feito um "questionario" pessoal, quando foi a primeira vez disto e mais daquilo, imensa conversa. Mediram a barriga, "auscultaram-me" a barriga, o chamado "foco", tudo procedimentos habituais que a minha médica fazia anteriormente. A dada altura foi-me marcada outra consulta desta vez com 39 semanas. E nesse dia eles disseram-me (pois foram dois médicos que me atenderam)eu tinha 37 semans e dois dias, fiquei confusa!37 de certeza, perguntei eu, que estranho eu que sigo atenciosamente a minha gravidez semana a semana achei isso muito estarnhao. Pensei se calhar eu é que estou enganada. Perguntei-lher por diversas vezes de estavam com a certeza e eles que sim absoluta.No final da cunsulta um dos médicos pergunta-me, então quais são os factores essencias para se dirigir às urgências, para eu saber de cor quais, e aí respondi-lhes a certadamente. Fiquei com a pulguinha atrás da orelha com aquilo!Acabada a consulta ainda tinha aquela a matutar-me na cabeça. Pensei, quando chegar a casa irei ver se tenho ou não razão. Assim que cheguei, foi verificar tal coisa e não era que tinha razão, claro pensei eu, eu que todas as semanas registo os factos semanais da gravidez. Telefonei para o serviço para falar com uma enfermeira e ela disse-me com eu tinha consulta marcada, que nesse dia "acertaria" com o médico. Ou seja a consulta vai calhar quando eu terei 40 semanas.Vamos a ver.

Assim sendo tenho esta quinta-feira uma visita ao bloco, e depois na semana seguinte a consulta para dia 19 às 8h30.

terça-feira, 5 de maio de 2009

As 40 dúvidas mais frequentes sobre o parto

O parto é um dos momentos mais esperados, mas também o que mais dúvidas desperta ao longo de toda a gravidez. Por isso, para chegarem a ele tranquilas, nada melhor do que o conhecerem até ao último detalhe.

A que se chama trabalho de parto
O trabalho de parto consiste numa série de contracções uterinas regulares e progressivas que vão dilatando o colo do útero para permitir o nascimento do bebé.

O que é o rolhão mucoso?

Chama-se rolhão mucoso a um concentrado de secreções que se localiza na zona média do colo do útero, cuja função é proteger as membranas ovulares. Até ao final da gestação, quando o colo se abranda e se encurta, e antes do início do trabalho de parto ou durante o pré-parto, este tampão solta-se das paredes do colo do útero e cai. Muitas vezes, ao ver esta substância viscosa, às vezes misturada com sangue, a mamã pode preocupar-se acreditando erradamente que se trata do começo do trabalho de parto. No entanto, salvo que se acompanhe de contracções regulares e progressivas, a expulsão do rolhão mucoso não requer uma consulta urgente, dado que o parto pode demorar ainda vários dias ou talvez semanas.

O que significa a ruptura da bolsa?

Denomina-se ruptura de membranas à ruptura da bolsa das águas na qual se encontra o feto, imerso no líquido amniótico. Esta ruptura pode produzir-se de forma espontânea, ou artificialmente, quando a bolsa se rompe durante o trabalho de parto.

Como me apercebo de que rompi a bolsa?

Quando se produz a ruptura da bolsa, um líquido quente começa a fluir bruscamente entre as pernas e diferentemente da urina nenhum esforço será útil para retê-lo. O odor deste líquido é muito característico, segundo referem algumas mamãs parecido ao do sémen ou ao da lavandina. E a coloração é habitualmente clara. A quantidade pode ser variável, e depende do tamanho e da localização da ruptura: quando é alta, a perda geralmente é escassa; em troca, se a ruptura é baixa, o fluído pode ser mais abundante.

Se a bolsa se rompe, tenho de ir a correr para a maternidade?

Sim, mas sem urgência. Se a ruptura das membranas se produz no término da gravidez (entre as semanas 37 e 41), na maioria dos casos pode esperar o início espontâneo do trabalho de parto durante as primeiras 24 horas, o que implica que de forma ordenada se pode ir planificando o internamento na maternidade.

Mas atenção:

Se o líquido tem uma cor esverdeada, acastanhada ou ensanguentada, ou odor desagradável, deverá deslocar-se para a maternidade com maior urgência, perante a possibilidade de que exista uma infecção das membranas, sangramento intra-uterino, ou mecónio fetal.

Como são as contracções de parto?

As contracções estão presentes durante toda a gravidez e podem ser indolores (segundo o que contam as mamãs, a sensação é de que a barriga fica dura). Mas as que correspondem ao parto propriamente dito caracterizam-se porque vão aumentando de frequência (são cada vez mais seguidas), e em intensidade, tornando-se mais fortes e dolorosas. O repouso é o primeiro inibidor das contracções uterinas que não correspondem ao trabalho de parto. Por isso, quando aparecem, é bom fazer um breve descanso para ver se cedem.
Se fazem parte do trabalho de parto, as contracções persistirão apesar do repouso. Classicamente, o período de dilatação divide-se em duas etapas. A primeira, denominada fase latente, começa com contracções irregulares e finaliza quando se consegue uma dilatação de dois ou três centímetros. Na segunda etapa, ou fase activa, as contracções vão aumentando a sua frequência, duração e intensidade, e também aumenta a dilatação, até chegar aos dez centímetros, no momento do parto.

As contracções doem sempre?

Como sabemos, a tolerância à dor é diferente de indivíduo para indivíduo. Assim, uma dor que se torna insuportável para uma pessoa, para outra pode significar apenas uma moinha. E com as contracções passa-se o mesmo: há mulheres que se contorcem com dores, enquanto que outras nem se apercebem de que estão em pleno trabalho de parto. O que realmente devemos saber é que não têm de ser necessariamente dolorosas para ser efectivas. Por isso, mais importante do que a dor, é considerar a frequência: contracções seguidas durante duas horas doam ou não, são um sintoma de que chegou a hora de partir rumo à maternidade.

Como é a equipa que estará comigo no momento do internamento?

Durante a etapa da dilatação, uma equipa de saúde composta por uma enfermeira, a enfermeira-parteira e o médico obstetra acompanham a grávida, e são os responsáveis por vigiar a saúde da mamã e do bebé, e as necessidades próprias do trabalho de parto.

Poderá o meu marido acompanhar-me? E se for cesariana?

Sabe-se , com uma boa evidência científica , que se as mulheres se sentem acompanhadas, o trabalho de parto evolui melhor, e inclusive necessitam de uma menor quantidade de analgesia ou anestesia. No caso das cesarianas, dado que se trata de uma intervenção cirúrgica, a presença de pessoas estranhas à sala de operações encontra-se restringida. Por este motivo, o papá poderá estar presente , se o médico o permite no primeiro momento: quando se administra a anestesia e até ao começo da cirurgia. Depois, deverá retirar-se e permanecer na sala de espera perto da sala de operações. Quando o bebé está a nascer já pode voltar a entrar e participar no nascimento junto com a mamã.

O meu marido não quer estar no parto. Pode acompanhar-me outra pessoa?

Os benefícios de se sentir acompanhada durante o trabalho de parto não se limitam à presença do papá. Por isso, se ele não deseja estar, a mamã poderá escolher outra pessoa. A presença dos filhos, embora seja discutida, também pode contemplar-se. No entanto, recomenda-se consultar o obstetra para ver qual a modalidade utilizada pela instituição.

Permite-se mais de um acompanhante?

Isso dependerá mais da modalidade de cada instituição que do obstetra.

Utiliza-se sempre a monitorização fetal durante o parto?

A monitorização electrónica torna-se útil para controlar a vitalidade fetal nas últimas semanas da gravidez, ou ainda durante o trabalho de parto, já que permite efectuar um seguimento da frequência cardíaca do bebé. Através dos movimentos fetais e do comportamento das batidas cardíacas é possível estabelecer o grau de oxigenação entre a mãe e o bebé. No entanto , salvo se trate de partos induzidos, gravidezes de risco, ou perante a suspeita do líquido amniótico conter mecónio , quando o parto é normal, a monitorização fetal não constitui uma prática de rotina. Neste caso, as batidas cardíacas são controladas mediante uma "corneta" de madeira ou plástico chamada estetoscópio de Pinard.

Quanto dura o trabalho de parto?

A duração do trabalho de parto depende de cada mulher. Além disso, não é a mesma coisa quando se trata do primeiro parto, do segundo ou do terceiro. Habitualmente, na primeira gravidez, pode prolongar-se umas 12 a 14 horas como máximo; contrariamente, para os partos seguintes, a duração oscila entre as 6 e as 8 horas. Estes tempos dependem também da conduta conservadora ou activa que requer o trabalho de parto, e da equipa obstétrica que o assiste; ou seja, se o parto se deixa evoluir de modo expontâneo ou se se decide induzi-lo.

Quando me vão internar?

Uma vez que se tenha determinado que a mamã se encontra na fase activa do parto, ou seja, que já tem uma dilatação adequada, procede-se ao internamento.

O que me farão quando me internarem?

No momento do internamento efectua-se um controlo da tensão arterial, da temperatura e do pulso. Também se realiza uma palpação do abdómen para determinar em que posição se encontra o bebé e estimar o seu tamanho e controlam-se as suas batidas cardíacas. Por último, faz-se um exame vaginal para estabelecer o grau de desaparecimento (perda de espessura) do colo do útero, e observar se o bebé se encontra encaixado no canal pélvico. Além disso, avalia-se o tamanho da pélvis em relação ao tamanho do bebé, para determinar se o parto poderá ser feito por via vaginal. Todos estes controlos realizam-se, geralmente, por conta da instituição.

Quando chegar à maternidade, irei directamente para a sala de partos?

Ao chegar à maternidade, e após efectuar os controlos mencionados, poderá ir para um quarto, para a sala de partos, ou para uma sala de dilatação (a maioria das maternidades têm-na). Durante o trabalho de parto, a mamã permanece na sala de dilatação, acompanhada por uma equipa de saúde e algum familiar (geralmente o marido). Se a maternidade não conta com uma sala de dilatação, quando a grávida se encontra na fase final do trabalho de parto, é transportada directamente para a sala de partos.

Vão dar-me um clister?

Esporadicamente, a mamã pode ter uma deposição de matéria fecal no momento da expulsão do feto. Trata-se de uma situação normal que não tem porque se envergonhar, e deve-se ao facto da passagem do bebé através do canal de parto provocar uma distensão do esfíncter (o recto). Há uns anos, para evitar a contaminação da sala de partos, aplicava-se um clister no momento do internamento. E todavia, ainda hoje alguns médicos e instituições continuam com esta prática. Sem dúvida, em muitos lugares este hábito foi abolido devido a que o clister provoca cólicas, e é possível que a mamã não consiga distingui-las das contracções. Além disso, a prevenção das infecções através desse método tornou-se totalmente ineficaz.

É verdade que se faz uma depilação?

Se antes se considerava mais higiénico, hoje em dia, quando o parto é vaginal, geralmente não se faz a depilação ou só se depila a zona abaixo da pélvis, na zona onde se realizará a episiotomia. De acordo com a opinião dos médicos, os poros abertos podem sangrar e converter-se numa via de acesso aos germes, pelo que desaconselham, em absoluto, esta prática. No entanto, a decisão final será sempre tomada pelo obstetra.

Durante o trabalho de parto, tenho de estar deitada?

Se não há contra-indicações, durante o trabalho de parto a mamã pode deambular tranquila. Apesar de algumas investigações recentes sugerirem que salvo um maior bem-estar para a parturiente não existem grandes diferenças. Durante muito tempo manteve-se que andar ajudava à evolução do parto. Com efeito, é possível que se a mulher se encontra de pé, as contracções se tornem mais efectivas e menos dolorosas, acrescentando a isto que a força da gravidade e os movimentos da pélvis materna favoreceriam a descida e a apresentação do bebé. Além disso, andar permite à mamã mudar de ambiente e estar mais próxima dos seus familiares, o que torna mais suave o trabalho de parto. No entanto, se o deseja, pode permanecer sentada ou deitada; neste último caso, sugere-se recostar-se preferencialmente para o lado esquerdo para favorecer a circulação útero-placentária e melhorar a oxigenação fetal.

O que se faz na sala de dilatação?

Na sala de dilatação, o médico ou a enfermeira-parteira anotam a evolução do trabalho de parto numa tabela especialmente desenhada (partograma), observando múltiplos factores como a frequência, intensidade e duração das contracções, a frequência cardíaca fetal, o estado da bolsa (se se encontra integra ou rota), as características do líquido amniótico, a evolução da dilatação e a dissipação do colo do utero, a posição do bebé e o grau de encaixe dentro da pélvis. O controlo pode realizar-se mediante o método clínico, quer dizer, palpando as contracções uterinas manualmente e comparando-as com a frequência cardíaca do bebé, quer seja através de ultra-sons ou do estetoscópio de Pinard, ou também por meio de um monitor fetal.

Como se vai dilatando o colo do útero?

A velocidade de dilatação do colo uterino é de aproximadamente um centímetro por hora. Se a dilatação é inadequada ou não avança (paragem da dilatação), será necessário conduzir o trabalho de parto. Para estimular a contractilidade uterina pode romper-se as membranas ovulares ou a bolsa de águas, e administra-se oxitocina uma hormona sintética similar à produzida pela hipófise materna, que estimula as contracções uterinas por via endovenosa.

Tenho medo que termine numa cesariana!

Geralmente, a ideia da cesariana não costuma passar pela cabeça da futura mamã. Aliás, para algumas, só a sua menção, representa uma grande angústia. No entanto, durante o parto podem surgir situações imprevisíveis, que não há forma de detectar antecipadamente, pelo que a cesariana deve incluir-se dentro do menu de possibilidades de qualquer gravidez. Algumas mamãs crêem que se o bebé nasce por cesariana serão menos mães, porque não poderão sentir como saiu, e muitas podem sentir-se culpadas por ter feito algo mal.
Mas se tomamos consciência do que o mais importante é o bebé e não por donde sai, poderemos evitar os sentimentos de frustração quando o parto não pode ser feito como o havíamos imaginado. Também é certo que algumas mamãs optam por uma cesariana, porque não desejam ter um parto vaginal. Uma vez analisados os riscos de ambas as situações, a mulher encontrar-se-á em condições de escolher e a sua decisão deve ser respeitada. A forma como termina o parto deveria acordar-se através de um consentimento informado, onde o obstetra explique as vantagens e desvantagens de cada uma, e a mulher pode dar a sua opinião a esse respeito. Os termos natural e artificial podem ser confusos, pelo que conviria evitá-los.

Quando me levarão para a sala de partos?

Quando a dilatação alcança os cinco ou seis centímetros, ou então quando se completou (mais de dez centímetros), a mamã é transferida da sala de dilatação para a sala de partos, onde terá lugar o período expulsivo, ou seja, o nascimento do bebé.

O que acontecerá quando entrar na sala de partos?

Além da mulher e o marido, na sala de partos pode estar muita gente: o obstetra, a parteira, às vezes segundo o lugar – algum médico que assiste o obstetra, uma enfermeira, o neonatologista e, às vezes, uma enfermeira pediátrica. Quando ingressa na sala de partos, a mamã é colocada numa maca reclinável. Em seguida, após uns poucos puxões, nascerá o bebé. Mas, se apesar dos puxões a cabecinha do bebé não aparece, durante as contracções pode ajudar-se com a manobra de Kristeller, exercendo uma suave pressão sobre a parte superior do abdómen (o fundo do útero) para que o puxão seja mais efectivo.

Este procedimento torna-se extremamente útil e diminui notavelmente a necessidade de utilização dos fórceps ou ventosas. Para que a cabeça do bebé possa sair de forma adequada, é necessário distender a zona períneal, que se encontra entre a vulva e o ânus. O profissional que assiste ao parto irá definir a necessidade de proceder a uma episiotomia.

Atar-me-ão as pernas?

As pernas não se atam, mas tenta-se dar-lhes um ponto de fixação de forma a que o puxão seja mais eficaz. Algumas cadeiras ou macas dispõem de perneiras para apoiá-las com maior comodidade.

Para que serve a episiotomia?

A episiotomia, cujo objectivo é evitar o rasgar dos tecidos, realiza-se com uma tesoura pouco antes da saída da cabeça do bebé, e consiste num corte no sector que se encontra entre a vulva e o ânus, na zona denominada períneo. O obstetra é quem determina quando é necessário realizá-la, de acordo com a distensão do períneo durante a última fase do parto. Se bem que alguns médicos a realizem rotineiramente em todos os partos, outros podem avaliar o tamanho da cabecinha do bebé e a elasticidade da musculatura da mãe, antes de tomar a decisão. É importante que a mulher saiba que reparar um rasgão resulta mais complicado do que realizar uma episiotomia, pelo que deve estar tranquila e confiar na decisão do seu obstetra. No entanto, a opinião da mamã tem sempre valor.

E se não sei puxar?

Um dos motivos de maior preocupação para a maioria das grávidas é se serão capazes de efectuar os puxões com a devida eficácia, ou se poderão concentrar-se adequadamente durante as temidas contracções. A verdade é que provavelmente não consigam fazê-lo da mesma maneira que praticaram durante o curso de psico-profilaxia, mas isto não a deve preocupar: o bebé nascerá igualmente. O puxão não é algo inventado pelos génios da psico-profilaxia, mas apenas um simples reflexo que surge, de maneira espontânea, cada vez que a cabeça do bebé se apoia sobre o recto.

Em cada puxão, os músculos abdominais e o diafragma põem-se em tensão, e esta pressão abdominal ajuda à descida do bebé. Em raras ocasiões, a anestesia peridural pode diminuir a tal ponto a percepção das contracções ou a sensação de puxão que a sua realização se torna um tanto difícil. No entanto, não há porque assustar-se: com a ajuda e os conselhos da parteira se suprirá essa falta de sensação, e poder-se-á puxar da mesma forma e com menos dores.

Posso puxar quando eu quero?

Os puxões realizam-se durante as contracções. No entanto, o ideal é seguir as indicações da parteira ou do obstetra, quem através do tacto vaginal pode perceber a eficácia do puxão e ajudar a conseguir a sua máxima efectividade.

Quando se utiliza os fórceps?

Os fórceps são outro dos grandes fantasmas para muitas mamãs, e algumas pensam que já não se utilizam mais. No entanto, ainda se continuam a utilizar quando é necessário, embora as suas indicações tenham mudado. Se durante o parto se produz alguma complicação e a cabeça do bebé ainda não atravessou a primeira parte do canal de parto, é possível realizar uma cesariana. Pelo contrário, se a cabecinha já atravessou metade do canal, não é possível que volte para trás. Como tal, será necessário utilizar os fórceps para ajudar o bebé a sair. Para combater o medo, convém confiar na decisão do obstetra e ter em consideração que um parto prolongado pode tornar-se mais prejudicial do que a utilização dos fórceps dado que pode provocar alterações na saúde do bebé.

Como se aplica a anestesia peridural?

A anestesia peridural aplica-se na sala de dilatação, ou na sala de partos, e começa a produzir efeito aproximadamente aos cinco ou dez minutos da sua administração. A posição da mãe deve ser sentada ou recostada de lado na maca, com as costas curvas para que se distingam bem as vértebras. Depois de limpar a zona com um anti-séptico, efectua-se a punção. A agulha permite colocar um catéter (tubo plástico) para injectar as drogas analgésicas através do mesmo, ou novas doses se for necessário. A peridural pode administrar-se em qualquer momento do trabalho de parto. No entanto, o ideal é efectuá-la uma vez que o colo do útero se tenha aberto e a dilatação alcança pelo menos três ou quatro centímetros.

Como é o momento do nascimento do bebé?

A cena cinematográfica onde se observa uma mulher que inspira profundamente, guarda o ar nos pulmões, e logo puxa com cara vermelha pelo esforço e as veias do pescoço bem marcadas, apertando com força a mão do seu esposo no meio de um coro que a alenta com um "vamos, continua, mais, continua, mais", é bastante próxima da realidade. Posteriormente – se puxou bem a mamã receberá os aplausos da plateia, festejando a sua boa performance por ter facilitado o período expulsivo. De contrário, se o puxão não foi muito bom, a plateia também pode expressá-lo, ao mesmo tempo que renova os seus desejos para que o próximo seja mais eficaz.

Após os puxões, se está em posição cefálica, o bebé assomará a cabecinha. O obstetra tomá-la-á entre as mãos e puxá-la-á suavemente para libertar os ombros e o resto do corpo, com um movimento de sobe e desce. Esta manobra geralmente demora poucos segundos. Durante a gravidez a maioria das mulheres pode imaginar que neste momento gritará, chorará, estará eufórica ou exultante. No entanto, por norma, tanto a mamã como o papá podem sentir-se serenos e tranquilos, embora sempre alerta.

Todos os bebés nascem a chorar?

Se bem que a maioria dos bebés nasça a chorar, alguns são muito vigorosos, mas também muito tranquilos e não choram. Por não chorar ao nascer não quer dizer que seja um bebé deprimido. Pode estar muito saudável embora não chore.

Poderei tê-lo em cima, mal nasça?

Uma vez que o bebé tenha nascido e ainda unido ao cordão umbilical é entregue à mamã, ou então ao neonatologista. Entre os 10 e os 30 segundos posteriores procede-se ao corte do cordão (recordemos que o corte deveria realizar-se mais tarde, para permitir uma adequada passagem ao bebé do sangue que se encontra no cordão), e muitos papás querem ser eles mesmos a cortá-lo, como expressão simbólica da sua participação no parto. Posteriormente e se o estado clínico o permite , o bebé poderá permanecer uns momentos sobre o peito da sua mamã e junto do papá, até que o neonatologista acredite ser prudente transferir o bebé e o papá até à sala de recepção de recém-nascidos.

O que me fazem, enquanto observam o bebé?

Enquanto o neonatologista observa o bebé, o profissional que assiste ao parto espera a expressão (expulsão da placenta). No caso de se ter efectuado uma episiotomia, ou se se constata a presença de um rasgão, procede-se a suturar a ferida.

Uma amiga contou-me que após o parto, começou a tremer como uma folha...

É possível que depois do parto a mamã sinta muito frio e comece a tremer. Isto deve-se a que a anestesia peridural afecta a regulação da temperatura corporal, e a mulher perde calor. Estes tremores também podem aparecer pelo mesmo motivo, uns 10 ou 15 minutos depois de lhe ter sido administrada a anestesia. Recorde que estes sintomas são completamente normais, e não há motivo para se assustar.

Como posso controlar a dor?

É importante ter em consideração que o sofrimento não nos faz mais mães, e que para aliviá-lo é possível recorrer à anestesia peridural. O objectivo da anestesia é diminuir a dor durante o trabalho de parto e o parto, e não se torna nociva nem para a mamã, nem para o bebé, pelo que deve ser considerada uma verdadeira aliada, dado que praticamente não causa dor e melhora significativamente a tolerância às contracções. As drogas utilizadas são analgésicos locais que em doses baixas bloqueiam a dor desde a região umbilical até às pernas, mas sem interferir no mecanismo do trabalho de parto.

Para onde levam o bebé depois de nascer?

Depois de cortar o cordão, o bebé é transferido para a sala de recepção localizada, geralmente, ao lado da sala de partos , onde encontraremos:

- Uma balança para o pesar.
- Uma lâmpada, que para além de iluminar, dá calor.
- Uma coluna para realizar procedimentos de aspiração e administração de oxigénio.
- Frascos com desinfectantes.
- Uma banheira para realizar o primeiro banho do bebé.

Como é uma sala de partos?

A sala de partos é um quarto pequeno ou médio, revestido de azulejos, e provida de:

Uma cadeira de parto (na realidade trata-se de uma espécie de maca reclinável) onde a mamã vai dar à luz.
Uma mesa, onde se colocam os elementos necessários para a assistência ao parto.
Uma mesa na qual se coloca a roupinha para vestir o recém-nascido.
Em alguns casos, podemos também encontrar uma coluna pela qual se administra oxigénio, e uma bomba de aspiração, que podem tornar-se úteis em caso de realizar uma analgesia ou uma anestesia.
Dado que se trata de uma zona cirúrgica, quer dizer de um ambiente completamente estéril, para entrar na sala de partos necessita-se de uma vestimenta especial: gorro, botas, e às vezes máscara, tanto para o papá, como para o obstetra, a parteira, e todas as pessoas ali presentes.

Fonte: "Mãe Ideal"

O trabalho de parto. Chegou o momento

Uma dúvida muito frequente das grávidas que vão dar à luz pela primeira vez é se o trabalho de parto já começou

A gravidez está a chegar ao fim.

Todos os dias, o telefone toca uma infinidade de vezes: todos querem saber se "já há novidades".
A verdade é que o trabalho de parto começará em qualquer momento.
Conhecer os sintomas típicos e saber o que sucederá desde o início permitir-lhe-á vivê-lo de uma maneira muito mais tranquila e relaxada.

Chegou o dia

Uma dúvida muito frequente das grávidas que vão dar à luz pela primeira vez é se o trabalho de parto já começou.
Um dos sintomas de que a gestação está a chegar ao fim é o aparecimento das clássicas contracções.
Neste sentido, é importante saber que embora as contracções se encontrem presentes durante toda a gravidez, elas são mais esporádicas e sentem-se como uma sensação de "barriga dura".
As contracções de trabalho de parto, pelo contrário, são mais frequentes, rítmicas e incomodativas, e em alguns casos mesmo dolorosas.
Quando as contracções se produzem de forma contínua, cada 5 minutos durante pelo menos uma hora, é quase certo que o trabalho de parto já começou.
No entanto, apesar de constituírem um indício importante não são um indicador absoluto, já que em determinadas ocasiões podem aparecer embora o trabalho de parto ainda não tenha começado.
Por outro lado, quando se acompanham de perdas da mucosa sanguínea (muco misturado com sangue) é porque o colo do útero se está a dilatar, e este sim poderia ser um sinal do início de trabalho de parto.

A perda do rolhão mucoso

Em algumas mulheres (não todas) outro dos sintomas característicos do início de trabalho de parto é a perda do rolhão mucoso.
Como o seu nome indica, trata-se de um rolhão fabricado pelas células endocervicais com o objectivo de evitar a entrada de germens desde a vagina até ao interior do útero.
Quando o parto se aproxima e o colo do útero começa a dilatar-se, o rolhão mucoso começa a soltar-se juntamente com um pouquinho de sangue.
Não obstante, em determinadas ocasiões este facto pode passar despercebido dado que o rolhão se vai eliminando paulatinamente ao longo das últimas semanas de gestação.

E se se rompe a bolsa de águas?

Se a mulher se encontra próxima da data de parto e de repente sente que se rompe a bolsa, o mais indicado é dirigir-se à maternidade.
Quando, apesar da ruptura das membranas o trabalho de parto ainda não começou, a mamã deverá permanecer internada para observar a sua evolução.
Nesse caso, administram-se-lhe antibióticos (para o caso de através da bolsa de águas ter entrado algum gérmen) e se no espaço de 24 horas não se desencadeia o trabalho de parto, é possível que seja necessário recorrer à indução.

"Falso alarme"

Especialmente se se tratar de uma mamã que vai ter o seu primeiro filho, não é raro que se produza um "falso alarme", ou seja, que a mulher acredite erradamente que o trabalho de parto começou.
Resultado: regressar a casa com a bagagem à espera de que chegue o momento.
Geralmente, isto pode acontecer quando as contracções se tornam evidentes mas são ainda irregulares, e a dor ou os incómodos acalmam-se mudando de posição ou mediante o descanso e um analgésico, coisa que não sucede com as contracções de parto.

As contracções

As contracções do útero servem para "empurrar" o bebé até ao colo; desta maneira, a dilatação produz-se devido à pressão que exerce a cabecinha.
Para distinguir se se trata de contracções de parto, é necessário ter em atenção a sua frequência (quanto tempo demoram a dar-se) e intensidade (a força com que o útero se contrai).
Ao princípio são suaves e ritmadas, mas à medida que passam as horas vão-se tornando cada vez mais frequentes, e também mais dolorosas.
Com respeito à dor, a intensidade depende de cada mulher.
Assim, enquanto para algumas são apenas perceptíveis, para outras podem chegar a ser muito dolorosas.
No momento da contracção, o útero contrai-se e interrompe-se o fluxo de sangue entre a mamã e o bebé, de maneira que o feto sofre uma breve situação de stress.
Por isso, durante a trabalho de parto é importante verificar que depois de cada contracção o útero se relaxe, para que o bebé continue a receber oxigénio.
Em muitas maternidades recorre-se à monitorização para avaliar a intensidade das contracções e os batimentos cardíacos e movimentos fetais.

A chegada à maternidade

O ideal é que a mulher se dirija à maternidade acompanhada pelo seu marido ou por algum familiar.
No momento da chegada é necessário realizar os trâmites administrativos que requer o internamento e se a mamã já se encontra em trabalho de parto, não estará em condições de fazê-los.

Onde me levarão?

Quando a mulher chega à maternidade com uma dilatação entre 3 e 5 cm, transfere-se para a sala de pré-parto também chamada de dilatação ou para um quarto, segundo a modalidade de cada instituição.
A sala de dilatação está equipada com tudo o necessário para efectuar um correcto acompanhamento do trabalho de parto e satisfazer qualquer eventualidade: problemas nos batimentos, contracções muito seguidas, dor, etc.
Há mulheres que no momento do internamento têm uma dilatação de 7 ou 8 centímetros; nesse caso levam-se directamente para a sala de partos.

Em boa companhia

A mulher pode permanecer na sala de dilatação acompanhada pelo seu marido ou por algum familiar.
Uma vez ali, a equipa de saúde é composta pelo obstetra ou a enfermeira-parteira encarregada de a receber, e as enfermeiras, responsáveis pela manipulação da paciente.
No momento do internamento, geralmente o obstetra ainda não costuma estar presente, e de facto também não é necessário: a dilatação é um processo que se completa por si próprio e é uma enfermeira-parteira quem efectua o acompanhamento.
De todas as maneiras, quando uma mulher é internada a enfermeira-parteira comunica com o médico e informa-o do estado da paciente.
Igualmente, na maioria das maternidades costuma haver um obstetra de serviço para atender qualquer urgência.

O período de dilatação

O período de dilatação inicia-se com as primeiras contracções de trabalho de parto e culmina quando a mulher atinge a dilatação completa.
Trata-se de uma etapa muito variável, cuja evolução depende das características do útero, da maneira como vai descendo a cabecinha do bebé, e também de se a mãe já teve algum filho ou não.
Com efeito, para as mulheres que vão dar à luz o seu primeiro filho costuma ser mais prolongado (cerca de 7 horas) do que para as que já tiveram filhos (4 horas aproximadamente).
Quando se iniciam as contracções do trabalho de parto, o colo do útero começa a modificar-se.
Nas mulheres primíparas, primeiro vai desaparecendo (encurtando-se) e depois começa a dilatar-se.
Nas mulheres que já tenham tido filhos, o colo primeiro dilata-se e rapidamente diminui.

Os procedimentos

Quando a mulher chega à sala de dilatação, coloca-se-lhe um soro (solução fisiológica) com a finalidade de contar com uma via sanguínea através da qual poderão administrar-se os medicamentos necessários face a uma eventual complicação.
Se o trabalho de parto se desenrola normalmente, não são necessários medicamentos, mas se as contracções não são eficazes às vezes é preciso colocar um pouco de oxitocina no soro para encurtar o tempo.
Contrariamente ao que muitas mulheres pensam, a oxitocina não dilata o útero mas provoca contracções em todo o músculo uterino que empurram o bebé para o colo; desta maneira, o colo dilata-se devido à pressão que exerce a cabecinha.
Se o colo não se dilata o suficiente, pode administrar-se um anti-espasmódico através da veia para conseguir que o cérvix se relaxe e consiga dilatar-se.
No entanto, é preciso ter em atenção que o parto é um processo natural.
Quanto menos participação se tiver, melhor.

A epidural

Quando a dilatação alcança os 5 a 7 cm, as contracções podem tornar-se consideravelmente incómodas.
Nesse momento, se a paciente o deseja ou se o médico o achar conveniente, aplica-se a anestesia eperidural.
Geralmente efectua-se na sala de partos, embora que em algumas instituições se realize na sala de dilatação.
Além de atenuar a dor, a anestesia eperidural serve para relaxar as fibras do colo do útero facilitando a dilatação.

Para a sala de partos

Quando a dilatação é de aproximadamente 5 cm, a mulher é transferida para a sala de partos propriamente dita, onde se produzirá o nascimento do bebé.
Trata-se de uma espécie de sala de operações que conta com uma mesa, um sistema para administrar oxigénio, um aparelho de monitorização fetal e um sistema de monitorização cardiológico para a mamã.
Ao lado da sala de partos, fica a sala de recepção do recém-nascido, onde o neonatologista efectua a primeira revisão ao bebé.

A episiotomia

Quando a dilatação está completa e a cabeça do bebé começa a descer e a rodar, realiza-se a episiotomia, que consiste num corte nas zonas macias com o objectivo de dilatar e encurtar o canal de parto.
Desta maneira facilita-se a saída do bebé e evitam-se rasgões.

Fonte:"Mama, papá e eu"

ABC do Parto - O parto é, para muitas grávidas, um mundo desconhecido


Dilatação? Contracções? Cesariana? Dor?... Às dúvidas soma-se, muitas vezes, o medo. A melhor estratégia para enfrentar o incógnito é descobrir-lhe os segredos.

AMNIOTOMIA
Nome que se dá à ruptura artificial das membranas. É um dos métodos mais comuns de indução do parto, utilizado também quando se pretende acelerar o nascimento. Geralmente, a amniotomia é efectuada no decurso de um exame vaginal e não é suposto que doa.

BEBÉS GRANDES
Há algumas doenças que podem contribuir para o aumento do peso do bebé (dez por cento dos bebés com idade gestacional de termo têm mais de quatro quilos). A mais comum é a diabetes. Mas muitos bebés com dimensões maiores do que as normais não têm qualquer problema, nem são filhos de mães diabéticas. Muitas mulheres preocupam-se com a possibilidade de não conseguirem dar à luz um bebé grande. Isso poderá ser verdade em alguns casos, mas não o é, seguramente, em todos.

CESARIANA
Quando, por algum motivo, o bebé não consegue ou não deve nascer por via vaginal, a opção recai sobre o nascimento cirúrgico, a cesariana. A operação pode ser realizada com anestesia geral ou epidural, sendo que esta última reúne cada vez mais as preferências de médicos e grávidas. Os riscos associados a esta forma de nascer são substancialmente mais preocupantes do que os riscos do parto normal.

CONTRACÇÕES
As contracções são o «motor» do parto, a força que empurra o feto para o exterior. São, por isso, aliadas essenciais no momento de fazer nascer o bebé. Não ter medo delas é fundamental.

DILATAÇÃO
Durante o trabalho de parto, o colo do útero vai dilatando, abrindo espaço à passagem do bebé. Essa abertura é expressa em centímetros e avaliada através de um toque vaginal feito pelo médico ou pela parteira. Diz-se que a dilatação está completa quando atinge os 10 centímetros. Normalmente, pouco tempo depois o bebé nasce.
EPISIOTOMIA
Incisão no períneo (área muscular compreendida entre a vagina e o ânus) e na parede vaginal, que tem por objectivo abreviar o parto. Em Portugal, são poucas as grávidas que escapam a esta experiência, mas o tema é controverso.

EPIDURAL
Técnica anestésica que elimina as dores do parto sem afectar a mobilidade da grávida. O segredo reside em aplicar uma substância anestésica onde ela é realmente necessária: nas raízes nervosas a nível da coluna, responsáveis pela sensibilidade no abdómen.

FÓRCEPS
O fórceps é constituído por duas hastes articuladas que terminam em forma de colher. É um instrumento que serve para segurar a cabeça do feto e guiá-la na bacia, puxando-a. Ajuda, em seguida, a libertar a cabeça do bebé, trazendo-o para o exterior. O fórceps pode deixar algumas marcas nas têmporas, na face ou no crânio do bebé.

GRITAR AJUDA
É isso mesmo. Gritar ajuda a expulsar o bebé. É difícil fazer força sem emitir sons, por isso, se sentir necessidade de gritar durante o parto, não pense que estará a descontrolar-se ou a incomodar quem quer que seja. Deixe que a sua força interior a guie e não se preocupe com o que se passa à sua volta.

HEMORRAGIA PÓS-PARTO
É normal haver alguma hemorragia vaginal após o nascimento do bebé. Isto acontece tanto nas situações de parto vaginal, como nas cesarianas. A perda de sangue, que se deve ao sangramento excessivo que ocorre depois da expulsão do feto, pode durar várias semanas.

LÍQUIDO AMNIÓTICO (PERDA DE)
A «bolsa de águas» pode romper antes, no início, durante ou só no final do trabalho de parto. É importante ter noção de quando se começa a perder líquido (sobretudo se foi antes do início das contracções regulares) para poder informar o médico.

OCITOCINA
A ocitocina é uma hormona segregada pelo hipotálamo que intervém tanto no desencadear do nascimento, como durante o trabalho de parto. Os seus mecanismos não são ainda inteiramente conhecidos. Desempenha também um importante papel na amamentação, sendo a sua segregação o factor-chave do sucesso do aleitamento materno.

PLACENTA (SAÍDA DA)
Terceiro estádio do trabalho de parto. Em linguagem técnica, intitula-se dequitadura. Decorre desde a saída do feto até à expulsão da placenta e das membranas fetais e dura cerca de 30 minutos.

ROLHÃO MUCOSO
A perda do rolhão mucoso não é um sinal de trabalho de parto activo, mas pode significar a proximidade do nascimento. Habitualmente, acontece vários dias antes do trabalho de parto espontâneo.

SOFRIMENTO FETAL
O sofrimento fetal pode ser definido como um conjunto de sinais durante a gravidez, antes ou durante o parto que indicam que o feto não está bem, geralmente devido ao decréscimo de fornecimento de oxigénio.

TOQUE VAGINAL
Exame feito no decorrer do trabalho de parto que tem por objectivo avaliar a progressão do nascimento, a dilatação do colo do útero e a descida do bebé pelo canal de parto. Pode ser efectuado pela parteira ou pelo médico obstetra.

Texto de Maria João Amorim

Revista Pais & filhos

A 38ª semana

Pois é, estamos na derradeira fase. Tenho tudo pronto, malas, quer minha quer da Ana Luísa, a roupinha está toda lavada, passada a ferro,já comprei os apetrechos que acho necessário ,o muda fraldas com banheira, a cadeirinha relax, e já tinha comprado há um certo tempo o carinho com o respectivo ovo. Agora é só esperar. Já para não dizer o enxoval, que anteriormente escrevi como essencial, no ínicio. Ela tem andado muito "activa", especialmente à noite. Dá com cada "pontapé", por vezes os seus movimentos até me fazem parar, pois parece que está próxima da bexiga isso faz-me muita impressão! Também noto que tenho ido cada vez mais vezes à casa de banho!


Como agora decidi não trabalhar por um tempo, últimamente acontece tenho acordado cedíssimo (exemplo 6 horas ou 7 da manhã ou às vezes mais cedo ainda)não consigo ficar mais tempo deitada, pois o tamanho da barriga faz com que esteja mais confortável levantada, deitada é muito díficil encontrar uma posição, só de lado Isto também é recomendável pois é perigoso deitamos de barriga para cima, pode prejudicar o bebé. Ora isto faz com que durma durante o dia, fazendo sestas depois do almoço!

Amanhã é dia de consulta no H.S.M., logo de manhãzinha. Depois irei "postar" o que aconteceu e o que achei!Até lá!

A ver de seguida o que esta semana diz:
O bebé está a partir de agora, pronto para nascer. Mas ´so ela decide qual o momento exacto. Os orgãos estão "a postos" e podem assumir todas as suas funções se o nascimento acontecer nesta altura.
O bebé engordou imenso. Pesa agora provavelmente entre 2,7 e 3,4 kg e mede entre 48 e 51 centímetros. Já agarra firmemente, sensação que a mãe não tardará a sentir quando a mãozinha se agarrar finalmente ao seu dedo mindinho! Os órgãos estão totalmente desenvolvidos e nas respectivas posições, mas os pulmões e o cérebro – embora suficientemente desenvolvidos para funcionarem correctamente – continuarão a amadurecer, e continuarão durante a infância.

Tenta imaginar a cor dos olhos do bebé? É possível que não consiga distinguir logo. Se nascer com olhos castanhos, o mais provável é que assim se mantenham. Se à nascença os olhos forem cinzentos ou azuis escuros, poderão manter-se cinzentos ou azuis ou então passar a verdes, castanhos claros ou castanhos escuros quando tiver cerca de 9 meses de idade. Isto acontece porque a íris da criança (a parte colorida do olho) pode adquirir mais pigmento nos meses após o nascimento, mas não fica mais clara nem mais azul. (Os olhos verdes, castanhos claros e castanhos escuros possuem mais pigmento do que os olhos cinzentos ou azuis.)

Comigo: está bastante cansada porque mal consegue dormir( já frisei isto mesmo anteriormente). Por isso é aconselhável descansar o mais possível durante o dia, de modo a acumular forças para o parto.


É mesmo verdade:

Para quem dá à luz pela primeira vez, o trabalho de parto e a expulsão pode demorar cerca de 15 horas, embora varie muito de mulher para mulher.