terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Brincar ajuda a raciocinar

Os jogos e os brinquedos são fundamentais para a promoção do desenvolvimento infantil, em particular, do estímulo do cérebro.
Cores, formatos e sons diferentes! Assim começa esta longa incursão pelo universo dos brinquedos, onde as imagens, os encaixes, os puzzles e os quebra-cabeças, entre muitos outros jogos, tornam-se um verdadeiro desafio à medida que as crianças vão crescendo.
Antes de mais, importa dar a conhecer que “a motricidade, a percepção, a memória, a criatividade, o raciocínio e o vocabulário, as noções espacio-temporais e a socialização, entre outros”, são trabalhadas quando as crianças estão a brincar, segundo palavras de Ana Serra Fernandes, psicóloga do desenvolvimento e da educação da criança, pois tudo “depende da especificidade do jogo e do brinquedo”. Por essa razão, “devem ser versáteis e facilmente modificáveis e devem privilegiar-se os brinquedos que têm mais funções e que não são de ‘uso imediato ou pré-definido’”, sublinha Mónica Pinto, pediatra do desenvolvimento.
Há, porém, outros aspectos essenciais a ter em conta: a disponibilidade dos pais para brincar com os filhos, bem como a importância de fomentar a partilha, uma vantagem que pode encontrar em muitos jogos e brinquedos. Tudo porque, quando os jogos de consola entram na vida dos pequenos, a socialização fica esquecida…

Partilhe as brincadeiras

Apesar das luzes, cores e sons conquistarem o bebé ou o jogo de encaixes e os puzzles serem vistos como um enorme desafio para os mais pequenos, é indispensável que os pais queiram participar nas brincadeiras dos filhos. Além de incentivá-los a conhecer melhor e descobrir mais potencialidades do objecto que têm na mão, este acto abre caminho para a partilha, independentemente da idade dos pequenos. Por vezes, nem é preciso recorrer a um brinquedo… Mónica Pinto declara: “Devem brincar com eles, ensinando-os como uma caixa velha, um papel e um lápis ou uma manta, ou uma cadeira, se podem transformar numa aventura, num castelo ou num navio pirata.” Até porque, “é importante que se promova a imaginação e criatividade e que se partilhe, dando o exemplo”, justifica a pediatra do desenvolvimento.
Ana Serra Fernandes salienta a motivação e a felicidade manifestada pelos mais novos como os principais ingredientes na partilha das brincadeiras com os pais. Por isso, os adultos “devem também escolher e promover jogos sociais e que desenvolvam o raciocínio, dentro da própria família ou com os amigos dos filhos, isto é, dedicar alguns momentos – ao fim da tarde ou ao fim-de-semana – para o efeito, convidando-os para sua casa!”, continua a psicóloga do desenvolvimento.

Quando pára a socialização

De consolas portáteis nas mãos e com os dedos a movimentarem-se de forma veloz, parece que o valor da socialização e da partilha ficaram para trás, sobretudo quando se tornam viciantes. Como se não bastasse, é patente “o gasto de demasiado tempo nestes jogos em detrimento das actividades importantes do dia a dia, como o estudo”, sublinha Ana Serra Fernandes. Por outro lado, esta atitude incita o sedentarismo, “o que não favorece o bem-estar físico”, frisa a psicóloga do desenvolvimento. Mónica Pinto fala ainda da agressividade destes jogos, tendendo, assim, “a aumentar o limiar de excitação da criança, o que faz com que se torne mais difícil manter a atenção num estímulo menos apelativo”, esclarece a pediatra do desenvolvimento.
Quando não são, contudo, utilizados de forma excessiva, há que salientar os aspectos positivos dos jogos de consola, “como o desenvolvimento do tempo de reacção, da atenção, da coordenação óculo-manual e da destreza mental”, informa Ana Serra Fernandes. Até porque “há jogos didácticos muito úteis”, acrescenta Mónica Pinto, que chama, uma vez mais, a atenção para “evitar muito o uso de jogos violentos, repetitivos e ‘vazios’ do ponto de vista da criatividade, bem como o tempo que as crianças passam com as consolas”.

Jogos e brinquedos por idades

Antes de adquiri-los para o seu filho ou para oferecer ao seu neto, sobrinho ou filho de um amigo, tenha sempre em atenção se tem a marcação CE, que garante a segurança do brinquedo, assim como a idade para a qual é recomendado. Deste modo, já sabe quais são os que estimulam o raciocínio do pequeno e quais os recomendados, com a ajuda da pediatra de desenvolvimento Mónica Pinto.
0-12 meses
Jogos com cores, texturas e sons variados, que se possam levar à boca e activar facilmente.
12-18 meses
Encaixes, livros simples, jogos de construção, panelas e tachos, e tudo o que é “de casa”, cubos de madeira, canetas e papel.
18-36 meses
Jogos e encaixes mais elaborados, com algum uso funcional e simbólico, puzzels, jogos de construção com peças duplas, papel e caneta, plasticizas…
3-5 anos
Livros com imagens e palavras simples, alguns DVDs mais curtos, papel e caneta, jogos de construção, puzzles, carrinhos e bonecos.
5-8 anos
Jogos de construção e puzzles mais elaborados, jogos de mesa, jogos que apelem à criatividade e não “prontos a consumir”
Depois dos 8 anos
“Depende já muito dos gostos da criança, mas os jogos que sejam estimulantes em termos de criatividade e muitos livros” são os conselhos da especialista.

Com a colaboração de Mónica Pinto
pediatra do desenvolvimento
e Ana Serra Fernandes
psicóloga do desenvolvimento e da educação da criança

Fonte:Fábrica de bébes

As temíveis cólicas

O bebé chora sem parar, mexe as pernas com violência, está ruborizado e a barriga dura… Tudo indica que está com dores intestinais comuns nos primeiros três meses de vida. Saiba o que fazer.
Muito comuns nos primeiros meses, este distúrbio é causado pela pressão de gases exercida na parede do intestino e intensifica-se pela quantidade de ar engolido pelo lactente, devido ao facto de não parar de chorar.
Apesar de serem momentos vividos de muita tensão causada pelo sofrimento do seu filho, o ideal é manter a calma, a fim de aliviar o pequeno deste terrível incómodo. Até porque as cólicas não interferem com o desenvolvimento saudável do bebé, pois se continua a comer bem e a aumentar de peso, significa que está bem de saúde. No entanto, proceda da seguinte maneira:
– Massaje-lhe a zona do abdómen no sentido dos ponteiros do relógio;
– Deite-o de barriga para baixo nos seus joelhos e faça movimentos suaves com as mãos nas costas do bebé;
– Flicta calmamente as pernas do seu filho até encostar os joelhos à barriga;
– Introduz a cânula de um microclister – previamente cortada e sem o produto – no ânus do pequeno, para ajudá-lo a libertar os gases.
Enquanto coloca em prática estas medidas, cante e fale com serenidade ao seu bebé, de modo a transmitir-lhe tranquilidade.

Durante e após as refeições

Uma vez que uma das causas das cólicas está associada à entrada de ar no estômago do lactente durante a refeição, quer enquanto mama quer quando é alimentado por meio de biberão, é importante tomar algumas precauções.
Antes de mais, sente-se numa posição confortável para dar de mamar ao seu filho e introduza um pouco da aréola na boca do bebé – e não apenas o mamilo; e certifique-se que o pequeno mantém os lábios para fora e o queixo junto à mama.
Por outro lado, se está a dar-lhe biberão, antes de mais, tenha em conta que o tamanho e o buraco da tetania são os indicados para a idade do sei filho; e dê-lhe o leite com o biberão inclinado, ou seja, na posição vertical, ao mesmo tempo, que se certifica que o alimento sai lentamente.
No fim de cada refeição, coloque o bebé na posição vertical, de forma a que o queixo do seu filho esteja apoiado no seu ombro, onde convém ter uma fralda, não vá o pequeno bolsar… Depois, é só dar-lhe palmadinhas suaves nas costas do até o menino arrotar. Com o intuito de evitar outro episódio de cólicas, não o deite logo na caminha, optando por colocá-lo no marsúpio ou na cadeira de baloiço, onde vai acabar por adormecer tranquilo.

Causas associadas

A verdade é que existem várias teorias em relação à origem das cólicas, as quais estão associadas a factores que desencadeiam este distúrbio intestinal. Aqueles, por sua vez, podem ocorrer de forma associada. A saber:
– Imaturidade do sistema digestivo do bebé, o que faz acelerar o funcionamento do mesmo e, como consequência, causa as cólicas;
– Adaptação algo morosa ao mundo exterior;
– Quantidade de ar que entra no estômago, o qual pode não ser expelido totalmente após a mama ou o biberão, o que dá origem aos gazes, que aumentam, por sua vez, devido ao choro compulsivo por causa das dores;
– Intolerância às proteínas do leite de vaca e seus derivados que fazem parte da composição do leite de substituição.
Além disso, a recém-mamã deve também ter cuidado com a dieta, no sentido de evitar o aparecimento de cólicas no bebé ou, pelo menos, atenuar a dor originada por este distúrbio. Para o efeito, o melhor é retirar da ementa diária alguns alimentos, dos quais destacamos: o chocolate, os citrinos, as couves, as leguminosas, os pimentos e as bebidas gaseificadas.

Fonte:Fábrica de bébes

Conjuntivite: Como tratar?

O seu filho apresenta secreções amarelo-esverdeadas no cantos dos olhos? O mais provável é estar com uma infecção ocular, pelo que o melhor é consultar o pediatra.

Muito comum no primeiro ano, a conjuntivite pode ser definida como “uma simples inflamação da conjuntiva ocular, tal como nos indica o próprio nome”, declara a pediatra Maria João Rodrigo.
Os agentes responsáveis pelo aparecimento deste problema são: vírus, bactéria e parasitas. No entanto, pode também ser de causa “traumática, alérgica ou, por exemplo, por apenas má drenagem das lágrimas – obstrução do canal lacrimal –, que é habitual nos bebés” explica a especialista. Como consequência, surge a “vermelhidão (eritema) da conjuntiva, um pequeno edema e produção de secreções amarelo-esverdeadas”, continua. Além disso, é natural que o seu filho sinta prurido, razão pela qual a tenda a esfregar os olhos.

Proceder de imediato
Perante este quadro, é fundamental que inicie “a limpeza periódica (de três a quatro horas)”, aconselha Maria João Rodrigo, a qual deve ser feita com soro fisiológico ou o desinfectante ocular recomendado pelo pediatra do seu filho, motivo pelo qual tem de consultar o especialista. Um colírico ou pomada com AB fazem parte da prescrição médica, mas apenas “se houver razões para suspeitar de doença infecciosa bacteriana”, informa a nossa entrevistada. O tratamento deve, por sua vez, ser efectuado de acordo com a indicação médica, sem que seja suspenso por perceber que o seu filho está melhor.
Enquanto aguarda pela consulta, faça a limpeza ocular com soro fisiológico. Para o efeito, use uma compressa esterilizada para cada olho e nunca a mesma para ambos, caso contrário o problema acentua-se.
Importa ainda salientar que, sendo uma doença contagiosa, é indispensável que afaste o bebé dos outros meninos, sobretudo se houver casos de conjuntivite na mesma sala da creche frequentada pelo pequeno.
Maria João Rodrigo sublinha ainda: “É sempre de evitar as medicações excessivas e sobretudo os AB sem razão.” Porque se, no recém-nascido, “a causa for a obstrução do canal lacrimal, não há razão para a prescrição dos AB”, elucida, pois os agentes responsáveis da doença, “nos primeiros meses de vida, são específicos e podem não ser os mesmos das crianças mais velhos, daí a importância do conselho do pediatra, mais desperto para essas pequenas diferenças”, frisa.

Distinguir a causa é difícil
As diferenças entre a conjuntivite viral e a bacteriana não são visíveis, uma vez que “os sintomas podem ser semelhantes”, afirma Maria João Rodrigo. No entanto, quando “uma criança surge com ramelas amarelas espessas, as quais reaparecem ao longo do dia no contexto de constipação e de doença do infantário, pode ser bacteriana”, esclarece. Por outro lado, se o eritema agrava de forma progressiva, “sem melhoria com a medicação tópica e passa para toda a família, é a favor de ser um vírus (adenovírus, por exemplo)”, ao que “a existência de varicela também pode ser causa de conjuntivite viral”, explana a pediatra. Em caso de dúvida “deve ser feita colheita das secreções e análise bacteriológica”, diz a nossa entrevistada.
Quanto ao tratamento, este é superior à duração de uma conjuntivite – dois, três dias –, pois “depende do agente causal e do ‘cumprimento’ terapêutico”, declara. Contudo, quando se trata de “uma conjuntivite demorada”, Maria João Rodrigo recomenda que o seu filho seja observado pelo oftalmologista, para que seja feito “o diagnóstico de outras causas e eventuais complicações da infecção”.

Com a colaboração de Maria João Rodrigo,
pediatra

Fonte: Fábrica de bébes

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O CUIDADO COM A PELE AINDA É IMPORTANTE

Apesar do bebé começar a usar fraldas apenas para as sestas, para as viagens e para a noite, a maneira como cuida da pele dele quando lhe põe a fralda não deverá mudar. Por alguma razão em especial, a pele dos bebés torna-se ainda mais sensível depois de estar parcialmente seca e limpa. No que diz respeito à área da fralda, pele saudável é sinónimo de pele seca. A pele húmida na área da fralda torna-se frágil e vulnerável a irritações rapidamente. Para minimizar ao máximo a humidade produzida pelas fraldas, mude-as frequentemente e use fraldas super-absorventes, especialmente à noite. Se usar fraldas de pano, é sensato ter um pouco mais de cuidado a verificá-las e a mudá-las. Lembre-se que as alterações na alimentação, as doenças e os antibióticos podem levar a alterações nas características das fezes do seu filho que podem irritar as sua nádegas. Trate destas irritações imediata e eficazmente, desta forma o seu filho não considerará a ida à casa de banho em termos negativos.

Sugestão Rápida: É mais difícil para as crianças controlarem a bexiga durante a noite. Se evitar o consumo de líquidos depois das 6 da tarde e o ajudar a urinar antes de ir para a cama ajudará a diminuir a possibilidade de ficar com a cama molhada. Com o tempo, o seu filho aprenderá a acordar à noite quando tiver de ir à casa de banho. Até lá, mantenha o colchão coberto com um plástico grosso e não com sacos da lavandaria.

Irritação ou erupção na área da fralda: uma incómodo desagradável

Os bebés que usam fraldas (e que bebé não usa?), pode ter erupções ou irritações na área da fralda. Se bem que não sejam preocupantes, podem causar bastante incómodo ao bebé. Portanto, são muito importantes os esforços, a prevenção e o tratamento eficaz.


Sinais reveladores

Pode reconhecer facilmente esta afecção comum, pois o rabinho do bebé está vermelho e inflamado, com protuberâncias e inchaço à volta da área da fralda. Se a erupção ou a irritação também apresentarem protuberâncias rosadas à volta da parte de uma mancha vermelha na área da fralda ou à volta da boca do bebé, é possível que se tenha convertido numa infecção causada por fungos ou leveduras (cândida), que deverá tratar-se com medicamentos antimicóticos de uso tópico.
Como o bebé não fala, não pode dizer o que se passa exactamente, mas expressa o mal-estar através do choro e de momentos de irritação, principalmente na hora de mudar a fralda e, possivelmente, através da falta de apetite.

Quando não se trata de erupções ou de irritações na área da fralda
Aquilo que pensa que é erupção ou irritação na área da fralda também pode ser outra doença ligeira da pele que se verifica nas crianças. Por este motivo, é importante que reconheça a diferença entre a erupção na área da fralda e outras afecções comuns, para que assim as possa tratar de forma eficaz. As doenças que normalmente se confundem são as seguintes: impetigo, dermatite seborreica e irritação causada pelo calor.

Impetigo
O impetigo é uma infecção da pele que é contagiosa de produzida por bactérias, que aparece na área da fralda, na cara e nas mãos sob a forma de pequenas borbulhas e chagas de cor mel que picam e empolam. Devido ao facto de esta doença ser contagiosa, todos os membros da família devem lavar com frequência as mãos com sabonete antibacteriano para evitar que se propague. Se observar este tipo de irritação, contacte o pediatra que, provavelmente, receitará a antibiótico de uso oral ou em creme.

Dermatite seborreica A dermatite seborreica é uma doença comum da pele que afecta os bebés durante o primeiro ano de vida. Encontrará manchas vermelhas ásperas e avultadas, cobertas de escamas grossas de cor branca ou amarela nos genitais, nas virilhas e no baixo ventre do bebé. Quando aparecem manchas semelhantes no couro cabeludo, denomina-se crosta láctea. Pode experimentar aplicar uma pomada anti-seborreica nas áreas afectadas e mantenha o bebé sempre limpo e seco.

Erupção ou irritação devido ao calor
O calor e a humidade podem provocar uma erupção ou irritação deste tipo quando a transpiração se acumula na pele e não se consegue evaporar. Se bem que seja menos comum a partir dos três meses de idade, esta afecção é semelhante ao aparecimento de acne com protuberâncias rosadas muito pequenas. Podem surgir nas pregas da pele na área da fralda, em especial, nas áreas onde a cobertura da fralda está em contacto com a pele. A humidade na pele e a humidade ambiental são as suas causas principais, para além do calor. Certifique-se de que o seu filho não está demasiado agasalhado e que a pele se mantenha seca. Se piorar, contacte o pediatra.

O que provoca a erupção ou a irritação na área da fralda? Na maioria dos casos, este tipo de lesões é consequência do excesso de humidade na área da fralda que favorece a acção de penetração de agentes irritantes. As principais causas são as alterações do ph da pele. Além disso, quando as fezes e a urina permanecem juntas, eleva-se o ph e activam-se as enzimas (proteínas) presentes nas fezes que aumentam a irritação. Por último, quando a pele está irritada e hidratada demais, é susceptível de padecer de uma infecção secundárias provocada por bactérias ou fungos. Estas são algumas das causas mais comuns:

Não limpar convenientemente a área da fraldaUma vez que a erupção ou a irritação na área da fralda é provocada por alterações do pH da pele que ocorre quando a urina e as fezes se misturam, deverá limpar suavemente e muito bem qualquer sujidade que se encontre na pele delicada do bebé. Tente usar uma toalhita suave para bebés e água quente. Para as peles sensíveis é melhor utilizar apenas água, enquanto que outros rabinhos podem necessitar de um sabonete suave. Evite fraldas duras e esfregar com toalhitas ásperas. Isso só piora a irritação e faz com que o bebé se sinta pior. Evite usar toalhitas para bebés que contenham álcool, uma vez que provocam ardor e mais irritação.

Não mudar as fraldas com frequência suficienteEfectuaram-se estudos que demonstraram que os bebés que são mudadas pelo menos oito vezes ao dia são menos propensos a ter erupção ou irritação na área da fralda. É importante mudar as fraldas com frequência por duas razões: 1) a humidade prolongada torna a pele frágil e mais susceptível a irritações; e 2) quanto mais tempo permanecem juntas a urina e o as fezes, mais tempo as enzimas das fezes têm para danificar a pele do bebé. As fraldas super-absorventes podem ser úteis, pois absorvem a urina, não deixando que fique em contacto com a pele do bebé nem que se misture com as fezes.

Infecções causadas por fungos ou leveduras (cândida)Uma vez que a pele do bebé permaneceu húmida por muito tempo, torna-se propensa à infecção por um certo tipo de fungos (cândida), que constitui o tipo de irritação mais persistente. Um tratamento à base de antibióticos pode causar diarreia, a qual pode desencadear uma infecção deste tipo. Poderá reconhecer este tipo de lesão através das protuberâncias brancas com pus que se encontra à volta de uma mancha vermelha na área fralda. O bebé pode também ter manchas brancas na boca e se estiver a amamentar, os seus seios podem ficar irritados. Se esta afecção persistir, contacte o pediatra o mais rapidamente possível para dar início a um tratamento antimicótico.

Prevenção e tratamento Como evitar o aparecimento da erupção ou da irritação na área da fralda:
Certifique-se de que muda as fraldas ao bebé o mais rapidamente possível logo que fiquem molhadas ou sujas.
Limpe cuidadosamente a zona genital do bebé após cada evacuação e deixe secar a área, tendo o cuidado de não esfregar a pele demasiado ou com muita força.
Aplique uma camada fina de pomada protectora ou de vaselina no rabinho do bebé.
Ao colocar uma nova fralda, não a aperte demasiado, de forma a que possa circular um pouco de ar.
Tente utilizar fraldas super-absorventes ou que contenham petrolato na camada superior que está em contacto com a pele do bebé.
Se o bebé estiver a tomar antibióticos, ou tiver diarreia, tenha especial atenção com a área da fralda e mude-lhe a fralda regularmente.
Areje a pele do bebé, permitindo que passe algum tempo sem fralda todos os dias (no entanto, é melhor ter sempre à mão uma fralda ou um pano em caso de acidente!).
Se a erupção ou a irritação não desaparecerem depois de alguns dias, ou se aparecerem bolhas ou protuberâncias com pus no interior, contacte o pediatra.


* Artigo realizado pelo Dr. Anthony J. Mancini

Fonte:Dodot.com

A habituação à sanita passo a passo

A habituação à sanita é um processo bastante simple composto por várias etapas que o seu filho poderá dominar em poucos dias ou em poucos meses. É provável que se esperar até ele estar pronto para começar, o processo seja muito mais gratificante para ambos. Lembre-se que este é um projecto dele, não seu. Do princípio ao fim, a habituação à sanita inclui: explicar ao seu filho o que espera dele, que o seu filho lhe diga que tem vontade de ir ao quarto de banho, de se despir, de urinar ou de fazer cocó, limpar-se, vestir-se, sair do bacio e lavar as mãos. Cada etapa levará o seu tempo; portanto, lembre-se de elogiar o êxito do seu filho no fim de cada passo. O momento de passar à etapa seguinte dependerá do ritmo e do domínio que o seu filho tiver alcançado na etapa anterior. Se bem que o objectivo a longo prazo seja o importante, os êxitos mais pequenos também o são. Lembre-se que, ao princípio, o êxito assenta no facto de o seu filho compreender a utilização da sanita, não no facto de dominar todo o processo. Para lhe mostrar o que espera dele siga estes passos:

1. Compre um bacioMuitas crianças sentem-se mais seguras num bacio do que numa sanita. Isto deve-se a que quando se sentam no bacio os pés assentam firmemente no chão o que as faz sentirem-se seguras, pois não têm medo de cair nem para fora nem para dentro. Se o seu filho tiver medo do bacio, não o obrigue a utilizá-lo. Desista de o tentar habituar à sanita durante um ou dois meses. Dê-lhe tempo para se acostumar à ideia de usar o bacio e para se sentir à vontade com ele.

2. Permita que o seu filho se familiarize com o pote.
Antes de começar a usar o pote, deixe que o seu filho o observe, lhe toque e se sinta à vontade com ele. Diga-lhe que é o 'seu' bacio.

3. Coloque o bacio num sítio conveniente para o seu filho.
Não é necessário que o bacio esteja apenas na casa-de-banho. Coloque-o no quarto de brincar, perto da cama, no pátio ou onde quer que o seu filho brinque para que possa utilizá-lo quando tiver vontade.

4. Para começar, deixe o seu filho sentar-se no bacio uma vez por dia, totalmente vestido, para que se habitue.
Além disso, deixe-o sair do bacio a qualquer altura e nunca o obrigue a ficar lá sentado durante muito tempo.

5. Depois de o seu filho se sentir à vontade sentado no bacio, vestido, deixe-o sentar-se nele sem roupa.
Esta é a etapa seguinte, a lógica é ajudá-lo-á a habituar-se à ideia de se despir antes de ir à casa-de-banho.

6. Se o seu filho tiver feito cocó na fralda, faça com que ele a veja a deitá-lo para o bacio para que fique a saber para onde é que o cocó deve ir.
Explique ao seu filho que este é o local para a urina e para as fezes; o seu filho deve perceber a importância de colocar cada coisa no seu lugar.

7. Tenha paciência e seja positiva.
Tal como com todas as habilidades recém adquiridas, com o tempo o seu filho dominará a habituação à sanita.

Outras sugestões úteis: Vista ao seu filho calças largas e fáceis de despir. Ensine-o a vestir-se e a despir-se quando tiver que se sentar no bacio. Depois de ele se sentir à vontade sentado no bacio, vestido, tente com ele despido. Encoraje a imitação. Com o seu filho perto de si, sente-se na sanita e faça com que ele se sente também no bacio. Permita que o seu filho urine sentado. Inicialmente, tanto os rapazes como as raparigas devem aprender a utilizar o bacio deste modo. Se os rapazes aprenderem a urinar de pé é provável que depois não queiram sentar-se para fazer cocó. Esteja atenta aos sinais do seu filho. As caretas, os gemidos, as posições ou outros comportamentos não habituais poderão querer dizer que o seu filho precisa de fazer cocó. Quando o vir a fazer isto, pergunte-lhe se tem vontade de fazer. Pergunte-lhe se quer que o ajude a tirar as calças. Lembre-lhe se necessita de ir ao quarto de banho. Não se esqueça de o felicitar quando ele lhe disser que precisa de ir ao bacio, independentemente de ter sido necessário você lembrar-lho ou não. Deixe o seu filho puxar o autoclismo, mas só se ele quiser. Algumas crianças não gostam ou têm medo do som do autoclismo; portanto, certifique-se de que este medo não existe. Além disso, tente tranquilizar o seu filho se ele ficar chateado por ver o cocó desaparecer pela sanita abaixo. Trate da pele do seu filho. Para mantê-lo seco e limpo mude-o regularmente. Não o deixe com a roupa suja como método de habituação à sanita. Quando o seu filho estiver a utilizar com sucesso o bacio várias vezes ao dia, comece a pensar em usar roupa interior. Comece por vestir-lha apenas durante parte do dia. E pelo facto de as fraldas poderem ser muito tranquilizantes, não o obrigue já a passar sem elas. Sintonize-se com as outras pessoas que cuidam do seu filho. Certifique-se de que coordena os seus planos de habituação à sanita com quem fica com o seu filho durante o dia (amas, avós, pessoal do infantário, etc.). É importante que saibam como é que quer que o seu filho seja habituado à sanita para que ele receba a mesma mensagem durante o dia, quando você não está presente, e à noite e aos fins-de-semana, quando você está com ele. Prepare-se para enfrentar alguns 'acidentes'. Durante este processo de aprendizagem, é normal que de vez em quando o seu filho se recuse a urinar ou a fazer cocó. Se o seu filho se recusar continuamente a fazer cocó, é possível que as fezes fiquem duras, o que torna doloroso ir à casa-de-banho. Para manter as fezes moles, pode consultar o pediatra e pedir-lhe que lhe sugira algumas mudanças na dieta (dar-lhe mais água, alimentos ricos em fibras, etc.). Quando as fezes estiverem mais moles, tranquilize o seu filho e diga-lhe que quando quiser fazer cocó não lhe vai doer.



* Artigo realizado pelos Dres.T. Berry Brazelton e Ann C. Stadtler

Fonte:Dodot.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Actividades para o desenvolvimento psicomotor de bebés dos 12 aos 18 meses

É uma etapa na qual a criança tem muito mais autonomia nos seus movimentos, já que foi amadurecendo e consolidando tudo o que aprendeu até então. Por conseguinte, demonstra maior mobilidade e segurança nas suas deslocações.

Se a deixar deitada de costas, já é capaz de se sentar ao virar-se, apoiando-se sobre uma mão, sem precisar de se virar de barriga para baixo como fazia antes.

Já anda sozinha, sem precisar de ajuda. Se cai, consegue levantar-se do chão, também sem ajuda.

Sentada no chão, consegue atirar uma bola, colocar argolas num pau vertical, fazer uma torre de dois cubos e pôr e tirar tampas de caixas. Se lhe dermos uma história, consegue virar as páginas, ainda que de quatro em quatro.

Esta etapa caracteriza-se pelo facto da criança explorar as propriedades reais e as potencialidades dos objectos de forma muito activa e intencional por experiência-erro, fundamentalmente à procura de novas e diversas formas de actuar sobre os mesmos.

A extroversão intelectual atingiu agora a sua plenitude. A criança aproxima-se do mundo que a rodeia de forma experimental. Quando se depara com um objecto/brinquedo novo, tentará pôr a nu as suas propriedades estruturais e funcionais de forma activa, experimentando com ele várias formas de actuar, obtendo novas formas de brincar a partir de outras por ela já conhecidas. É capaz de repetir os jogos que funcionaram melhor de forma intencional e deliberada.

Relativamente à linguagem, a criança já é capaz de entender muitas das palavras que lhe dizemos e obedece a ordens por gestos.

Actividades de estimulação

• A criança diverte-se com os brinquedos que se deslocam (camião, animal, comboio, etc.).
• Brinca com caixas de diferentes tamanhos.
• Brinca com brinquedos que têm mobilidade, quer seja a pilhas ou de corda.
• Entretém-se com carrinhos de bebé, carrinhos de mão ou aros.
• É a fase em que a criança consegue entreter-se a brincar com plasticina.
• A partir de agora, o bebé pode brincar com peças de encaixar e puzzles.
• Incentivem a criança a andar sozinha. Ponham-se à sua frente com os braços esticados, para que se sinta segura, e incentivem-na a ir ao vosso encontro.
• Podem dar a mão à criança, atirar uma bola ou um globo pelo chão e correr atrás deles.
• Empurrem um carrinho, um comboio, etc. pelo chão e incentivem a criança a persegui-lo.
• Podem brincar a segurar num cesto cheio de objectos (brinquedos, bolas, molas da roupa, caixas de plástico, etc.) e estimulá-lo a tirá-los do mesmo e a colocá-los em cima de uma mesa, incentivando o bebé a agachar-se e a levantar-se.
• Incentivem a criança a empurrar um carrinho para apanhar os brinquedos do chão. Deste modo, estimulá-la-ão novamente ao exercício de se agachar e de se levantar.
• Outro jogo divertido pode consistir em amontoar almofadas de diferentes formas e tamanhos e colocá-las no chão sob a forma de degraus, para que a criança possa subir pelas mesmas.
• Ensinem à criança como os diferentes animais (cão, gato, canguru, rã, pássaro, serpente, etc.) caminham e estimulem-na a imitá-los. Ao mesmo tempo, simulem o som do animal que imitarem.
• Coloquem-se de frente para uma escada e dêem a mão ao bebé, enquanto o incentivam a subir, com a vossa ajuda.
• Podem ensiná-lo a chutar uma pequena bola ou um globo, dando-lhe a mão para que não caia.

Fonte:Dodot

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os ciúmes do irmão mais velho

Depois de tanto tempo a desfrutar da atenção de todos, em particular dos pais, o seu filho vai assumir o cargo de primogénito. Um nome pomposo para uma criança, mas que pode trazer alguns amargos de boca…

Quando o irmão mais novo entra em cena, o mais velho tende a manifestar os seus sentimentos de diversas formas, mas tudo depende da faixa etária em que se encontra.
Com o intuito de atenuar os episódios envoltos em ciúme, que vão ser uma constante nos primeiros tempos de vida do novo membro da família, é importante que toda a família continue a acarinhar e mimar o então primogénito, uma mensagem que deve ser tida em conta, em especial, por pai e mãe. A psicóloga Margarida Cordo aconselha: “Devem manter a relação e lidar com o mais velho com imensa afectividade e carinho explicito. Mesmo que não perguntem porquê, devem continuar a dar carinho e a envolvê-lo em actividades conjuntas, as quais o façam sentir-se valorizado e querido tanto como era antes.”
Por outro lado, isto de ser menino ou menina também suscita algumas diferenças no comportamento. “Geralmente, é mais complicada para os meninos entre os três e os cinco anos”, sobretudo se a figura paterna não se mostrar disponível para partilhar jogos e brincadeiras, “valorizando-os e fazendo coisas com eles, especialmente nesta etapa, enquanto o irmão é bebé”, explica a nossa entrevistada. A verdade é que, nesta etapa, “está no tempo em que se sente ‘apaixonado’ pela mãe e passa a ter de a partilhar e de prescindir dela, sentindo-se ‘traído’ ou quase rejeitado”, continua. Perante este cenário, o melhor é mentalizar o seu filho mais velho, a quem teve a sorte de ter um irmão, que “vai ter alguém para brincar e jogar à bola com ele”, relembra. Por sua vez, “a menina é um pouco mais madura, se assim se pode dizer, e pode fazer ‘equipa’ com a mãe a cuidar do bebé”, esclarece Margarida Cordo.

Comportamento por idades

As reacções do irmão mais velho face à chegada do bebé dependem, tal como já foi referido, à faixa etária a que pertencem. Em alguns casos, é natural que as crianças apresentem sinais de regressão, como voltar a usar a chupeta, urinar na cama durante a noite… Ao contrário do que habitualmente se diz aos irmãos mais velhos, deve incentivar o seu filho a crescer sem se mostrar zangado ou desiludido com este retrocesso. “Devem apenas dizer que isso são coisas de bebés e que os mais crescidos já não precisam de as fazer”, aconselha Margarida Cordo.
Vejamos o que acontece consoante a idade da criança…
Até aos 3 anos
Apesar de não haver “reacções padrão”, existe uma grande probabilidade de “ocorrerem comportamentos regressivos, entre os quais se contam a criança
começar a evidenciar perda de competências de autonomia já adquiridas, para
se parecer com o irmão recém-nascido e, com isso, usufruir de mais atenção
dos pais”, afirma a psicóloga, como voltar a usar fralda e/ou a chuchar no dedo, entre outras.
Entre os 3 e os 5 anos
Os comportamentos regressivos podem também ter lugar nesta etapa do desenvolvimento infantil, contudo, é provável que seja confrontada com episódios de rejeição da escola, pois sabem que o bebé fica em casa sendo, deste modo, “alvo de maior atenção da mãe na sua ausência”, podendo manifestar “atitudes que denunciam fobia escolar, mas não são de facto, pois são apenas somatizações que requerem atenção e cuidados”, alerta a especialista. Outras dos sinais de chamada de atenção “são as dores de barriga, a febres, etc., os quais, na prática, farão com que fique em casa”, declara. Porém, se este estratagema “não for ‘eficaz’ do ponto de vista dos objectivos da criança, podem rejeitar os que têm à sua volta, incluindo os mais velhos (pais, tios, avós e o próprio irmão) e, em situações limite podem fazer algumas maldades ao bebé, como beliscar”, conduta a que deve permanecer atenta.
Entre os 5 e os 8 anos
Até aos seis anos, pode haver casos em que o cenário anterior se repete, “mas já não é tão comum”, assegura Margarida Cordo.
Depois dos 8
“Podem tornar-se protectores do bebé e até quererem tomar conta dele, mas isso depende do modo como os pais modificaram a relação com o mais velho quando o bebé nasceu”, sublinha a nossa entrevistada.

Fomente a cooperação em casa

Colaborar nas rotinas do irmão mais novo é uma das “poções mágicas” usadas pelos pais para conseguir conquistar a empatia do primogénito em relação ao benjamim da família. No entanto, esta conduta “depende do desenvolvimento das crianças”, apesar de haver “um aspecto que é sempre importante: as crianças têm de sentir que os pais lhes ofereceram um irmão e não que tiveram mais um filho”, salienta Margarida Cordo.
Por conseguinte, é fundamental que continue a dar atenção ao mais velho, da mesma forma que o fazia antes e tentar compensar com a sua presença e boa disposição enquanto o mano descansa. Para o efeito, é indispensável a colaboração da figura paterna, quer nas lides domésticas quer na rotina do bebé, assim como na educação do primogénito que, “aos três anos já pode ajudar, nem que seja para pegar na fralda nova enquanto a mãe está a mudar o bebé”, exemplifica a psicóloga.
Além disso, quando um passeio ao parque ou uma ida ao cinema com o seu filho mais velho têm de ficar adiados, explique-lhe por que razão têm de ficar em casa, mas sem mentir e, se possível, agendar logo o próximo programa de diversão. “Devem ainda, mesmo que fiquem em casa, e logo que seja possível, fazer qualquer coisa que a criança goste”, recomenda Margarida Cordo.

Com a colaboração de Margarida Cordo,
psicóloga

Fonte: Fábrica de bébes

Disciplina acima de tudo!

Muitas vezes o castigo é visto como a última solução para corrigir a má conduta do seu filho, o que nem sempre corresponde à verdade…
Regras. Regras. E mais regras! São muitas e para cumprir! Só assim é possível estabelecer limites e, deste modo, consciencializar o seu filho a comportar-se, seja em que ocasião for.
Por outras palavras, a regras servem de linha de orientação para a conduta dos mais novos, daí que sejam fundamentais para que o seu filho saiba viver em sociedade. Ao mesmo tempo, fomentam os valores que provêm de gerações passadas, como o respeito, a solidariedade, a partilha, a generosidade…
Em contrapartida, o castigo pode tornar-se excessivo, sobretudo se o bater e o gritar se traduzirem numa rotina. Além disso, quando são muito severos dão origem a problemas com repercussões negativas. No entanto, se optar por deixar o seu filho sozinho sem ninguém nem um brinquedo, no meio da sala, por exemplo, durante os minutos que coincidirem a idade que tem, ou seja, se tiver apenas um ano, está de castigo um minuto.

Sem bater nem gritar

A repreensão é feita de diversas formas, mas há atitudes mais pedagógicas que devem, por isso, ser tidas em consideração, pois não há necessidade de optar pelos gritos e pela violência. Ao invés disso, diga-lhe que se sente triste pelo comportamento que teve, uma atitude que deve ser feita com firmeza, para que o seu filho sinta que a magoou. No entanto, se optar pelo silêncio e franzir o sobrolho saiba que também são boas estratégias a pôr em prática mediante um mau comportamento. Mas há outros:
– Impeça-o de jogar na consola durante um período de tempo que deve ser respeitado;
– Leve-o para o quarto até se acalmar depois de manifestar falta de educação com algum adulto ou amiguo;
– Deixe-o fazer birra sem interceder até terminar a mesma e, depois, chame-o à atenção para as pessoas que estão a olhar para ele.
Estabelecer regras e limites com base na violência está, por conseguinte, fora deste contexto, caso contrário o seu filho passará a comportar-se por medo ou apenas na sua presença, o que não é, de todo, desejável. Por isso, é também importante explicar a razão pela qual o pequeno tem de adoptar um boa conduta e negociar – o que é possível a partir dos quatro, cinco anos – algumas regras, desde que haja bom senso de ambas as partes.

Como agir consoante a idade
Até aos dois anos
O carinho e as mostras de afecto são fundamentais para que o seu bebé cresça num ambiente saudável e seguro, além de que contribuem para fortalecer os laços afectivos. Porém, assim que passar a barreira dos 12 meses é indispensável a implementação firme de regras e limites. Ao mesmo tempo, convém que se muna de uma dose extra de paciência, uma vez que ainda não sabe o que pode e o que não pode fazer, além de que não tem noção de alguns perigos.

Dos dois aos três anos
A rebeldia e a teimosia tornam-no desobediente e, como se não bastasse fica de mau humor quando lhe dizem a palavra “não”, pelo que tenta ultrapassar os limites por si estabelecidos. Perante este cenário, é fundamental que ambos – pai e mãe – sejam coerentes na transmissão de regras, bem como na correcção da conduta do pequeno, de modo a impedir que um mau comportamento se repita vezes sem conta.

Dos quatro aos cinco anos
Na tentativa da permanente descoberta de coisas novas, é natural que o seu filho seja repreendido infinitamente, embora já comece a ter consciência de que tem de se comportar. Posto isto, continue a elogiá-lo e a estimulá-lo para a boa conduta, para que passe a mostrar bom comportamento mais vezes, quer dentro quer fora de casa. Contudo, este acto não a impede de ensiná-lo a assumir as consequências dos erros que comete.

Fonte:Fábrica de bébes

Como estimular a autonomia

Antes de mais, ponha um ponto final à superprotecção. A partir de agora lance desafios ao seu filho e deixe-o conhecer os próprios limites. Só assim é possível que cresça mais independente.

Certo é que não pretende educar um menino mimado. Pois bem, o melhor é deixar-se de exageros e permitir que o seu filho teste algumas experiências, desde que o faça sem passar a barreira dos limites. Caso contrário, a superprotecção vai torná-lo egocêntrico, inseguro e demasiado introvertido; e como não sabe lidar com a frustração, faz birra por tudo e por nada.
Ao invés de proteger demasiado do seu filho, refira dar-lhe abertura para enfrentar os desafios que lhe lança e permita-lhe que conheça os limites, duas boas maneiras do pequeno aprender a viver com a frustração e, ao mesmo tempo, em sociedade. Até porque o Mundo exterior, do qual gostamos proteger os nossos filhos, tem de lhes ser mostrado, para que se habituem a ultrapassar as dificuldades que vão encontrando à medida que crescem.
Em todo o caso, o mimo e a protecção são fundamentais para que o seu filho cresça feliz. Afinal, as mostras de carinho são tão importantes na educação como as chamadas de atenção perante uma má conduta protagonizada pelo pequeno. Ou seja, tudo tem de ser feito com conta, peso e medida.

Transmita segurança e confiança

Quantas vezes não interferiu na brincadeira do seu filho, porque não estava a fazê-lo convenientemente ou, simplesmente, não o deixa brincar sozinho quando está numa festa de aniversário, por exemplo? Em vez de actuar sempre desta forma, deixe-o dar azo à sua imaginação, proporcionando-lhe momentos de aventura, quer na companhia dos amigos quer sozinho. Deste modo, o pequeno está a adquirir conhecimentos e, em simultâneo, a apreender os limites.
Portanto, ponha de parte o controlo excessivo e entre no mundo dos mais pequeninos, permitindo que seja o seu filho a conduzir a brincadeira e tome decisões. Assim, está a não só a estimular as faculdades cognitivas e a promover as capacidades psicomotoras, mas também a abrir-lhe caminho para que aceite as regras que tem de cumprir quando está a brincar ou a jogar. Além disso, está a transmitir-lhe segurança e confiança em si mesmo.
Ao abrir-lhe caminho para a autonomia está, em simultâneo, a dar-lhe a oportunidade para fazer as suas próprias escolhas. É o que acontece quando pretende inscrevê-lo numa actividade extracurricular, onde a opinião do seu filho é indispensável, ou a partir do momento em que demonstra interesse em escolher a própria roupa e o calçado quando vão às compras, por exemplo.
Em suma, todas estas mudanças e estímulos vão fomentar a auto-estima, a determinação, a persistência e, claro está, a autonomia.

Bons exercícios para a autonomia

Todos os dias leva o seu filho de carro para a escola que fica a poucos metros de casa ou atravessa a rua com ele, porque receia que tenha um acidente, ou não lhe incumbe a tarefa de ir comprar pão ao virar a esquina.
Afaste o medo e a insegurança, e jamais lhe mostre um mundo cor-de-rosa. Converse com o pequeno sobre o que se passa fora de portas, mas sem dramatizar. Além disso, delegue algumas tarefas domésticas ao pequeno, de acordo com a faixa etária em que se encontra e, assim que começar a ser oportuno habitue-o a fazer a cama, pôr a mesa, colocar a louça na máquina, arrumar a própria roupa, comprar o pão… Andar de autocarro ou atravessar a estrada sozinho são igualmente bons exercícios para conquistar a autonomia. Ao mesmo tempo, está a fomentar a responsabilidade, outro factor determinante para promover a autonomia na infância, bem como para que os mais novos aprendam, desde cedo, a viver em sociedade.

Fonte:Fábrica de bébes

Quando dividem o quarto…

“Porque o apartamento tem apenas três assoalhadas…” Esta é a justificação para os dois irmãos terem de dormir no mesmo espaço da casa, mesmo quando são “cão e gato”!
Quantas vezes não teve de interferir nas zangas dos seus filhos ou de os separar de um confronto físico? No entanto, ambos têm de partilhar o mesmo quarto, onde as gargalhadas e as lutas de almofadas também se ouvem; ou as queixas, porque o mais novo enfiou-se na cama ou mexeu nos brinquedos do primogénito da casa. E já reparou como ficam sempre tristes quando um deles vai dormir a casa de um amigo ou dos avós?
Apesar da educação ser a mesma, a verdade é que não há irmãos iguais. Basta que um seja perfeccionista e o outro mais distraído. Logo o desentendimento instala-se, sobretudo quando colocamos, no mesmo cenário, um menino e uma menina. Afinal, é preciso respeitar o espaço comum, bem como a privacidade de cada um, o que nem sempre é fácil. Noutros momentos, o entendimento entre os seus filhos é bem visível, o que reforça a cumplicidade ente ambos abrindo, deste modo, a porta para a socialização, o respeito e a partilha.
Se são irmãos do mesmo sexo, obviamente que vestir o pijama no mesmo espaço e em simultâneo não levanta qualquer problema. Este emerge se são menino e menina. Por conseguinte, é importante estabelecer essa privacidade. Perante este caso, por que não fazê-lo na casa de banho e em períodos distintos, por exemplo? Como se não bastasse, convém analisar a questão dos cartazes ou da música que se ouve no quarto, ou dos brinquedos, gostos de divergem com a idade.

Regras para cumprir

Uma vez que as discussões entre os seus filhos são inevitáveis, é indispensável estabelecer regras, as quais podem, porém, ser negociadas entre todos. Comece por indicar a cada um qual parede onde podem colar os cartazes dos seus ídolos ou dividir as portas do roupeiro do quarto para o efeito. Mas há mais medidas para evitar desentendimentos e cada um dos seus filhos saber o que lhes pertence:
– Indique quais as gavetas e as partes do roupeiro para cada um;
– Ofereça caixas com cores diferentes para os brinquedos de cada um;
– Efectue um plano onde estão definidas as tarefas inerentes à arrumação e limpeza do quarto;
– Reforce as normas ditadas em conjunto, pois um só pode mexer o que é do outro com a autorização deste;
– Faça uma escala com eles, onde estejam definidos os dias das visitas dos respectivos amigos e cujas alterações devem ser informadas com antecedência.

A escolha dos elementos decorativos

Por outro lado, é igualmente importante que ambos escolham os elementos decorativos do quarto, cuja divisão deve ser definida em conjunto com os pais. Tome nota das sugestões:
– Deixe-os escolher os edredãos ou colchas das respectivas camas, assim como as caixas onde vão guardar os brinquedos e os acessórios de cada um e a decoração de cada mesa de cabeceira;
– Adquira uma estante alta e estreita caso tenha optado por beliches, a qual pode ficar como mesa de cabeceira, onde podem colocar os seus objectos pessoais, mas previamente dividida;
– Prefira uma mesa grande para estudarem com a devida divisão, onde o material de apoio escolar deve estar sempre arrumado;
– Disponha de duas almofadas grandes ou pufs no quarto onde cada um dos seus filhos possa dedicar-se à leitura.
Quanto à escolha dos cortinados e dos candeeiros de mesa de cabeceira, devem ser seleccionados pelos pais ou em conjunto, para que a decoração faça algum sentido. Além disso, há óptimas soluções com beliches para quartos, em que as estantes e as secretárias estão incorporadas.

Fonte:Fábrica de bébes

Dos 17 aos 18 meses...

Durante este último mês a evolução da Luísa tem sido espantosa. Já completamente nos compreende, ou seja tudo o que lhe dizemos ela já percebe! Cumpre "as ordens" que lhe dizemos, estou mesmo espantada. A nossa pediatra bem nos disse que atá aos 2,3 anos é só evoluções, e bem que não se enganou. Bem dita pediatra. Também estou muito contente por a ter escolhido.

É engraçado pois as coisas que lhe vamos ensinando ela assimila. Por exemplo ensinamos-lhe como faz o comboio, como faz o gato e também como fazem os indios. Cada vez que lhe perguntamos como faz o gato ela faz "auuu".
Está sempre atenta aos que nós fazemos. E agora quando estamos a conversar ela faz, na linguagem dela, como tyambém estivesse a conversar apesar de não percebermos nada do que ela está a dizer. Muito engraçado.

Ontem fomos hoje à consulta dos 18 meses.
Está tudo bem, a Luísa é que "não se comportou lá muito bem", chorou imenso, estava sempre a olhar para a médica "desconfiada", com muito custo foi pesada e medida. Depois disso ficou mais "descansada".
Está com 10,7 kg, mede 77 cm.
Agora a próxima consulta será quando a Luísa completar dois anos.

Também agora aos 18 meses será dada o último reforço da Prevenar, a vacina contra a meningite. Além de outras que estão no plano.

Concluindo, estamos muito contentes por ela. Está uma linda menina que será sempre a minha bébezinha!!!!!
Adoro-te minha filhota linda!!!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

16 meses

Mais um mesito que passa e mais contente estou com a minha bebé! Na passada semana a Luísa andou 3 dias com febre alta e por sorte nossa coincidiu com a consulta com o pediatra a qual era normal ela ter febre pois tens os dentitos a nascerem. E não é tal o meu espanto que descobri que ela tem os 4 pré-molares a nascerem, coitadita agora concluiu-se o estado febril,logo os 4 dentitos a nascerem. Malandros a darem dores de cabeça ao meu bebé! Just kiding...

Também ultimamente para a pôr a dormir já ñ custa tanto, agora demos-lhe um ursinho que toca ao apertar a barriguita, ela agarra-se a ele e já sabe que vai para a cama, bem como a música calma que ponho a tocar até ela adormecer. Está muito mais atenta a tudo. Tudo o que fazemos ela repete. Músicas, sons, caretas tudo ela repete...Está muito engraçada. Em nossa casa temos fotografias dela espalhadas, então não é que ela olha para ela e começa a apontar como se reconhecendo nas fotos.

Em relação às sesta também estabelizou, agora dorme 2 horas(+/-) depois do almoço!

E como disse a pediatra a partir de agora é só evoluções. Bem haja minha rica filhota!!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Novas descobertas sobre o processo de vinculação


Mães gravam uma resposta precoce e duradoura na mente dos filhos

Os laços que unem mães e filhos ao longo de toda a vida podem ter raízes no modo como os cérebros reagem quando vemos a face da nossa progenitora, defendem cientistas canadianos e britânicos.

Os pesquisadores das universidades de Toronto e Winchester realizaram estudos para tentar determinar de que forma acontece o processo de vinculação e através de ressonâncias magnéticas descobriram que ao observar imagens da mãe – misturadas com outras de desconhecidos, celebridades e membros da família próxima – o cérebro «acende» áreas-chave nos domínios do reconhecimento e emoção.
Em contrapartida, a visão da face do pai produz reacções cerebrais fortes na área dos afectos mas está longe de implicar respostas tão fortes como no caso da mãe.

Os resultados sugerem, de acordo com um artigo publicado na revista científica Brain and Cognition, que as mães gravam uma resposta emocional e cognitiva duradoura na mente dos filhos, como resultado das experiências de vinculação ao longo da primeira infância.
Os cientistas acreditam ter avançado no conhecimento do processo de impressão (ou imprinting) nos seres humanos. Este fenómeno é mais conhecidos noutras espécies, como por exemplo os patos, e constitui a criação de laços fortíssimos com a primeira criatura que as crias vêem após o nascimento.

Os bebés humanos não possuem essa capacidade imediata, mas os especialistas canadianos afirmam que a qualidade da ligação precoce estabelecida entre mãe e filho tem implicações cruciais durante toda a infância e também na idade adulta. «A activação cerebral em resposta ao rosto da mãe acontece mesmo entre pessoas que vivem afastadas dela durante largos períodos de tempo, mesmo anos, o que sugere que estamos perante efeitos muitíssimo alargados», afirma Marie Arsalidou.

Fonte:Pais e Filhos

Bebés choram mais se a mãe for ansiosa


A irritabilidade dos bebés pode estar relacionada com a ansiedade das mães. A conclusão é de investigadores espanhóis, que analisaram 317 mães, 20 por cento das quais tinha recebido terapia antes da gravidez e 39 por cento tinha antecedentes familiares de patologia mental.

Outros estudos já tinham demonstrado que o estado emocional da mãe condiciona o comportamento do filho, mas os investigadores descobriram também que os bebés portadores do gene 5-HTTLPR são muito menos irritáveis e choram muito menos, independentemente de a sua mãe ser ou não ansiosa.

«Este trabalho mostra que não importa apenas o estado emocional da mãe, mas também os genes do bebé», afirmou Júlio Sanjuan, do Centro de Investigação Biomédica de Saúde Mental, ao jornal online El Mundo.

O cientista explica aidna que os bebés que nascem com esta variante genética estão protegidos da ansiedade da mãe e têm um temperamento mais calmo.

Fonte:Pais e Filhos

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

De regresso

Bem já faz algum tempo que ñ actualizo o blog. Pois bem relembrando então, fomos de férias para o Algarve e também para estar junto de meu pai. Posso dizer que a Luísa adoro esse tempo. Adorou a praia, a principio estranhou a areia, mas passou logo a estranheza passado 1 ou 2 dias. O mar ela também gostou, e a temperatura da água tambem ajudou pois ñ estava muito fria,aliás esteve sempre um caldo. Lá dentro ela ñ queria sair, sempre agarrada a mim mas sempre a querer estar mais tempo. Parecia quase um peixinho, mexia as perninhas, simplesmente adorou. Iamos sempre à tardinha, mas mesmo assim ainda estava um certo calor, mas suportável.

Bem em termos de desenvolvimento dela posso dizer que fiquei contentissima. Parece que ela extroverteu-se. Já diz perfeitamente "mamã", "papá" é que ainda diz "dada", mas como dá para perceber quando ela olha para o papá! Também quando quer água já aponta para a torneira ou uma garrafa de água que esteja na mesa. Também já bebe o biberão sózinha, bem com o que é para beber água. Começa também a comer sózinha, ponho o pratinho dela á sua frente e ela com as mãozinhas lá vai buscar a comida e leva à boca.
Adorou ver os cães do meu pai, ñ tinha medo nenhum, e até fazia festas neles. Faz a mesma coisa com os nossos gatos. Uma coisa que começou a fazer nestas férias e ñ fazia é levar-nos ao sitio que ela quer que nós vamos, tipo pede a nossa mão e leva para onde ela quer.

Passado uns dias fomos ter com a familia paterna. Também gostou mudou de ares e conviveu com pessoas que vai agora tomando conhecimento. Em ambos os sitios estranhou as pessoas pois ñ são do seu "círculo" habitual de convivio.

Outra coisa que para ela tem um fascinio enorme são agora os teclas, gavetas , portas tudo o que tenha uma luz e lhe desperta a atençaõ!

Já percebe tudo o que dizemos, se vamos sair, onde está o nosso carro, onde estão meninas e bebés, onde estão os gatos, onde vai comer, enfim uma data de coisas.
Estou muito contente om isto tudo.

Entretanto fui com ela às vacinas, coitadinha chorou tanto, levou 2 picas uma em cada braço. A primeira levou mas a segunda levou tempo pois ñ parava de chorar e as enfermeiras demoraram até conseguirem finalmente dar a segunda pica. Até ficou com uma nódoa negra.

Fomos hoje à consulta dos 15 meses ao pediatra, pode-se dizer que a principio chorou bastante pois desconfiou da médica. Mas passou tudo logo que se sentou no carrinho.
Está óptima. Agora com os dentes é que anda com febre acima dos 38, já tomou o ben-u-ron e coincidiu com a consulta pois a médica viu logo se ela tinha otite é que os dentse que lhe estão a nascer são os pré-molares do maxilar superior e causam-lhe muita impressão. Coitadinha. Já está medicada e já sabemos o que fazer. A médica disse-nos que podia durar 1 ou 2 dias. Nada de preocupações.

Peso: 8920 kg
Altura: 77 cm

Foi uma consulta agradável onde tirámos algumas dúvidas.
Agora será a próxima aos 18 meses.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

14 meses

Neste último mês houve muitas novidades!A Lúisa adora fechar e abrir caixas, adora uns cubos que se encaixam uns nos outros, também começa a ter um fascinio por gavetas e portas. O telefone então, mal ouve a palavra faz logo o gesto de como estivesse a falar ao telefone. Já gosta mais do banho, pois este tempo também ajuda a refrescar. Já começa a dizer "ma ma". Em relação à alimentação continua a comer o que nós comemos. Já também começar a querer dizer que quer água, apesar de ñ ainda dizer apenas aponta para o local onde está a garrafa.
Vamos de férias a ver como a Luísa se comporta na praia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mais um mesito e novidades!!!!

Sim de facto há uma grande novidade em relção à Luísa, é que ....tcham tcham ... já anda. Sim foi no paasado dia 30 de Maio que depois de algumas hesitações, lá ganhou confiança e aqui foi ela... Primeiro agarrava-se à coisas para as alcançar de pois com incentivo nosso foi começando a vir ter connosco sózinha e depois pimb, veio sózinha. Foi muito engraçado a vê-la andar parece um pinguinzito a andar, desengonçada vamos lá vai ela. Com alguns tombos mas tudo bem. Cada vez que ela cai ñ faço alarido, tipo entrar em alarme, nada disso simplesmente dizer-lhe que ñ foi nada,para ela ñ se assustar e continuar. Depois desta etapa agora é vê-la a ir a todo o lado. Agora então temos que estar atentos ao que ela faz.

Em relação à comida estamos agora na "rampa" de introdução de novos pratos. Estou a tentar que ela coma o segundo prato,tipo carne separada da sopa! Tem sido um pouco dificil, é que tenho que misturar ou a sopa com a carne ou a fruta, pois senão ñ vai mesmo nada. Então pedacinhos de comida que ela encontra na sopa,tal como a pediatra disse para fazer,vai fora. Só entra novamente na boca dela misturado com,ou fruta ou sumo.

Ñ tem sido nada fácil este periodo, mas com paciência vamos lá!

terça-feira, 25 de maio de 2010

O primeiro aniversário!

Comemorámos em familia e com a minha melhor amiga. Fize,os um jantarzinho caseiro, e comprámos um bolinho de aniversário para a Luísa. Foi muito giro. Recemos algumas prendas mas ela ainda ñ liga muito, talvez para o ano seja diferente.

Anda a fazer um album com fotos dela e ao mostrá-lo deu-me uma nostalgia tão grande de ver a minha bebé desenvolver e ver-se as diferenças de quando ela era pequenina e agora está grande. Até correu uma lágrimazita mas de grande felicidade, pois estou a acompanhá-la em todos os passos do seu desenvolvimento.
Já tem quatro dentinho e um quinto a nascer no maxilar de cima.

Fomos hoje ao pediatra, relatámos o episódio da diarreia que lhe apareceu, e está tudo bem. Por causa disso ela ñ aumentou uito de peso. Agora vai passar a comer de tudo, claro que introduzindo gradualmente, o leite passa a ser como o nosso, mas tem de ser gordo ou leite do dia. A pediatra disse-nos que aquele leite que é anunciado para 1-3 anos é só publicidade e é muito doce aconselhou-nos a dar o leite que bebemos. A fruta é a que for da época, posso dar-lhe esparguete,massa, batatas e carne ou peixe como segundo prato, deixando de estar na sopa. Já se pode pôr um pouquinho de sal na sopa. Os iogurtes podem ser também de sabores. Durante a consulta tive que pôr a Luísa de pé pois já estava a ficar chateada e a médica ficou admirada ao vê-la andando apiada na cadeira. Disse-nos que é só ela ganahr um pouco de confiança e está lá!

Concluindo ela está desenvolvendo-se bem, estamos no caminho certo.

Mudando de assunto hoje ela já começou a querer dar uns passinhos sózinha, mas na maior parte das vezes anda sempre apoiada. É engraçado que ela acha piada e dar esses passinhos sózinha pois risse quando vem a meu encontro, está quase a ganhar confiança para começar, e em relação ao gatinhar isso então já ganhou o hábito e gatinha depressa. Muito engraçado de ver.

Minha linda flor!!!

domingo, 16 de maio de 2010

Alimentar a criança doente

A principal preocupação dos pais de uma criança doente vai para a sua alimentação, porque é nesta altura que ela se recusa a comer, apesar de se encontrar mais fraca.

O importante nesta situação, não é fazer a criança comer mais ou menos, mas dar-lhe os alimentos que realmente a podem ajudar, tendo em conta cada tipo de perturbação física.
Se a criança sofre de obstipação e tem menos de seis meses, a causa pode ser um leite forte, pelo que a quantidade deve ser reduzida e substituída por água, sumo de laranja, com a polpa ou uma pequena colher de mel. Para as crianças mais velhas, o remédio é retirar a banana e a maçã da dieta e dar-lhe apenas laranja e pêra e sopa de legumes onde predomine o feijão verde. O mel também tem funções laxantes.
As cólicas costumam aparecer nos primeiros três meses de vida, e o estado da criança é de permanente intranquilidade e choro. Se a criança está a ser alimentada ao peito, é a própria mãe que deve evitar ingerir alimentos que possam causar flatulência, como as couves, o feijão ou as ervilhas. No caso do bebé ser alimentado a biberão, pode acontecer que seja alérgico ao leite de vaca, que deve ser substituído por leite com proteínas.
Semelhantes às cólicas são as dores de estômago, para as quais se recomenda uma dieta ligeira, de digestão fácil, com frango cozido ou peixe grelhado e batatas cozidas, tudo em forma de puré ou papa. São de evitar os fritos, a fruta crua e restantes legumes.
Quando as queixas são de diarreia e vómitos é preferível que a criança não ingira qualquer alimento durante umas horas, de forma a que o seu aparelho digestivo recupere da alteração, mas dê-lhe líquidos para evitar a desidratação. Os sumos devem ser apenas de maçã, com acção adstringente, ou caldos de carne, água e chá de limão.
Se o bebé tiver menos de cinco meses convém suspender a ingestão de leite e deixa-lo algumas horas a soro de readaptação oral, receitado pelo pediatra. Para crianças com mais de cinco meses recomendam-se as papas de fruta – banana muito madura, maçã e umas gotas de limão, ou uma sopa apenas de batata, frango ou carneiro e cenoura, ou então de arroz e peixe.
Em problemas respiratórios como a otite, bronquite ou gripe, são necessários alimentos de digestão leve e macios, para evitar as dores ao engolir. O frango e a batata cozida e triturada e o iogurte, são os indicados. Deve ainda beber muitos líquidos, água, sumos de frutas, infusões ou caldos de carne sem gordura, mas evite o leite, porque este aumenta a mucosidade.
Os alimentos a consumir devem ser de alto valor nutritivo, como as verduras fervidas em pouca água e durante pouco tempo, para conservar as vitaminas. Não obrigue a criança a comer, mas se passarem mais de oito horas sem ingerir nada, informe o pediatra.

FONTE:ABCDOBEBE

Refeições de peixe para o bebé

Nem sempre a inclusão de peixe na dieta alimentar da criança é bem aceite por esta. O gosto diferente leva a que nem alguns adultos hoje ainda apreciem este alimento.
A partir dos cinco meses o organismo da criança está preparado para assimilar alimentos sólidos e também precisa de mais calorias e nutrientes para se desenvolver. O primeiro sinal de que deve começar a dar algo mais substancial ao seu filho é quando este dá mostras de não ter ficado satisfeito com a mamada e após o aparecimento dos primeiros dentes.
Com um pouco de paciência e alguma habilidade, vai poder incluir o peixe na alimentação do bebé, mas primeiro que tudo é necessário escolher bem o mais conveniente. Deve começar pelo chamado peixe branco como a pescada, linguado e dourada, mais magros e de fácil digestão. O peixe azul, como o carapau ou peixe-espada só deve ser incluído entre os 18 e os 24 meses. A cada novo tipo de peixe que incluir na alimentação, dê sempre um espaço de tempo entre o anterior para verificar alguma reacção alérgica que este possa provocar. O peixe, a par com o ovo e o leite, é um dos alimentos que mais reacções alérgicas provoca.
Essencial para a alimentação humana, é ainda mais necessário quando se trata de uma criança em desenvolvimento e não possui qualquer substituto em termos nutritivos. Com vitaminas A, D e B, rico em fósforo, iodo, potássio e cálcio, algo que a carne não pode oferecer, o peixe é o alimento quase completo por natureza. Além disso é de fácil digestão, porque possui pouca gordura (no caso do branco) e não tem muito tecido conjuntivo.
Em geral a introdução do peixe nos gostos da criança dá-se a partir do sétimo mês, misturado (cerca de 60 gramas) com a habitual sopa de legumes. A partir do oitavo mês e depois do teste de reacção ao ovo, pode preparar-lhe uma nutritiva açorda de peixe com coentros.
Quando a criança já mastigar pode oferecer-lhe peixe desfeito aos bocadinhos que ele pode apanhar com o garfo. A partir dos dois anos o peixe já pode entrar como prato principal na refeição da criança, primeiro cozido e só depois preparado de outras formas, sempre acompanhado de verduras.
E dê o exemplo comendo bastante peixe às suas refeições porque este alimento não é apenas bom para a criança mas também para toda a família.

FONTE:ABCDOBEBE

Refluxo gastro-esofágico nos bebés

Desde sempre os bebés têm vomitado. É algo que todos os pais já tomaram como certo. Mas o que causa esta situação?
Durante os primeiros meses de vida é muito comum que os bebés regurgitem ou mesmo vomitem o que comeram e a causa mais comum destes vómitos é o refluxo gastro-esofágico.
Este problema fica a dever-se ao mau funcionamento de uma válvula que existe na entrada do estômago chamada cárdia. Normalmente esta válvula fecha-se depois da passagem dos alimentos, impedindo o retorno à boca pelo esófago. Acontece que na maioria dos recém-nascidos esta válvula não funciona em condições e permanece aberta, ou abre-se com facilidade, mesmo quando o bebé tem o estômago cheio. Resultado: logo que a criança se deita ou quando a pressão abdominal aumenta, ao tossir, a criança vomita. É o retorno do conteúdo do estômago através do esófago que se designa por refluxo gastro-esofágico.
No entanto, nem todos os vómitos se devem a este problema, uma vez que pode haver apenas regurgitação de uma pequena quantidade do conteúdo gástrico, sem que se dê qualquer esforço.
O vómito de refluxo já tem uma maior quantidade de matéria e é acompanhado de náuseas, dores ou contracção muscular toráxica.
Consoante os casos, o refluxo pode ser dividido em normal ou patológico. O refluxo normal acontece em bebés saudáveis, sem que lhes causem qualquer lesão, após a mamada e a intensidade deste regurgito varia sempre de criança para criança.
O refluxo normal pode ter diversos factores que predispõem ao seu aparecimento sendo o mais normal um excesso de ar deglutido durante a mamada, que ao sair do estômago traz consigo o leite, o que pode ser evitado com uma forma de mamar correcta ou fazendo o bebé arrotar.
A mãe deve certificar-se que o bebé coloque dentro da boca toda a parte escura do seio (a auréola) e não apenas o bico, não deixando assim espaço para a entrada do ar.
Quando usar o biberão, deve colocá-lo bem levantado, (quase em pé) de forma que a região do bico esteja preenchida totalmente com leite e o líquido deve apenas gotejar e não jorrar.
Depois de alimentado, deve fazer o bebé arrotar para retirar o excesso de ar, bastando para tal colocá-lo em pé junto do tórax, com as costas voltadas para a frente, como se ele estivesse a olhar por cima do ombro de quem o carrega. Com uma das mãos dá-se umas pancadinhas leves e repetidas nas costas do bebé, durante alguns minutos para forçar a saída do ar eventualmente engolido. Se ele não arrotar significa que efectuou bem a mamada e não engoliu ar.
Depois da alimentação, a criança deve ser mantida em posição erecta durante cerca de 30 minutos. Evite ainda abanar a criança depois da mamada e pressionar o abdómen quando estiver a trocar as fraldas.
Nas crianças que já fazem uma alimentação variada, é necessário ter em atenção que os alimentos devem ser dados em pequenas doses, várias vezes ao dia. Pode dar-lhe todas as frutas, arroz, esparguete, pão, carne magra e legumes.
A evitar são os citrinos, refrigerantes, chocolate, açúcares concentrados (e rebuçados, doces, etc.), iogurtes, chás e cafés, produtos com tomate, fritos e comidas condimentadas.
Outras causas de vómitos ‘normais’ ou de regurgitação incluem alimentação forçada e choro excessivo da criança. A grande maioria dos casos desaparece espontaneamente nos primeiros meses de vida.
O refluxo patológico é sempre acompanhado de outros sintomas ou sinais, como aumento excessivo de peso, perda de apetite, problemas respiratórios (pneumonias de repetição, pieira no peito, laringites, otites e sinusites) e choro excessivo e injustificado do bebé, entre outros.

Alguns destes sintomas são causados pela esofagite (inflamação do esófago), que se deve ao contacto com conteúdo ácido do estômago, ou pela entrada deste material nas vias respiratórias. Nem sempre o diagnóstico é fácil porque estas perdas de ácido podem ser microscópicas e logo, dificilmente detectadas sem a ajuda de análises e testes especiais.
Há ainda a considerar outros factores causadores do refluxo como as causas infecciosas, metabólicas, malformações ou alergia ao leite de vaca, intolerância a lactose, entre muitas outras.
Além destas causas existe uma outra ainda a ter em conta. Trata-se de um estreitamento que surge na saída do estômago para o intestino numa região chamada piloro. Esta doença é conhecida como estenose hipertrófica do piloro e é hereditária, o que significa que pode haver outros casos na família. A doença ocorre com muito mais frequência em primogénitos e caracteriza-se por vómitos que se iniciam por volta dos 21 dias de vida e que vão piorando gradualmente. Pode levar à desnutrição e à desidratação e o único tratamento passa pela cirurgia.
O tratamento do refluxo patológico depende da sua intensidade e das complicações que acarreta para a criança. Pode incluir medicamentos, alterações na alimentação e na posição para dormir e até cirurgia nos casos mais graves.
De um modo geral, este problema melhora com o passar dos meses e desaparece por volta do primeiro ano de idade.

FONTE:ABCDOBEBE

Cuidar de Vómitos e Gastrenterites nas Crianças

As crianças são muito susceptíveis aos vómitos, enquanto que os bebés têm mais tendência para regurgitarem o leite que consumiram do que propriamente para vomitar. Portanto, convém não confundir estes dois conceitos. Os bebés com menos de seis meses têm por hábito regurgitar leite. Os pais julgam logo que estão a vomitar, mas a verdade é que esta é uma situação perfeitamente normal. Quando falamos em vomitar, estamos a referir-nos a uma criança que expele uma grande parte daquilo que continha no estômago, sendo a porção do conteúdo a expelir muito maior do que no caso de estar somente a regurgitar.
Se constatar que o seu filho está a vomitar bastante, é aconselhável ter atenção a pequenos pormenores que podem indiciar se está perante uma situação rotineira, sem muita importância, ou de algo mais sério. Assim, tenha em atenção se o seu filho vomita alguma substância de aparência amarelo-esverdeada ou se vomita muitas vezes num espaço de seis horas. Repare se ele apresenta algum sinal de desidratação ou se ao vomitar fica muito sonolento, pois se alguma destas situações referidas anteriormente se verificar é indicado chamar um médico para ver o que se passa com ele.
A desidratação pode surgir muitas vezes após a criança ter estado a vomitar, e existem alguns indícios que permitem retirar essa leitura do seu estado: boca e lábios muito secos, urina escura, olhos encovados, estar muito tempo sem urinar, nomeadamente mais de seis horas, ou ser atacádo por uma enorme sonolência não habitual.
A solução para repor as condições normais do organismo é preparar-lhe algo com glicose. Uma bebida é o indicado, na qual vai dissolver três colheres de chá de glicose em pó, mais meia colher de sal, sendo ambas as colheres rasas, em 200 ml de água fervida. Dê-lhe um pouco desta bebida de hora a hora, utilizando o biberão, uma colher de chá ou um conta-gotas. Todavia, existem medicamentos na farmácia já preparados para esta função que são os chamados pós para rehidratação oral.
Quando o seu filho estiver com vontade de vomitar segure-o, e coloque-o debruçado sobre uma bacia. Após o esforço é normal que a criança esteja molhada. Limpe-lhe a cara com cuidado e dê-lhe um pouco de água. Estas podem ser algumas das medidas a tomar, enquanto aguarda a chegada do médico. Porém, em muitos dos casos, as crianças ficam bem somente com estas medidas, mas a presença do médico é sempre importante. Porém, os vómitos podem também estar a ser causados por Gastrenterites, motivadas por um envenenamento alimentar.
A Gastrenterite é uma infecção provocada pela ingestão de comida estragada, e que atinge o estômago e os intestinos. Este problema origina vómitos, náuseas, diarreia, cólicas de estômago, febre e perda de apetite, e costuma ser grave nos bebés pois pode desidratá-los muito rapidamente. Porém, e nos bebés alimentados ao peito, esta situação de Gastrenterite não costuma ocorrer porque apenas são alimentados pelo peito materno. Para controlar a situação deve dar de beber à criança cerca de um litro a litro e meio de água por dia, e administre-lhe a bebida de glicose que atrás referimos para os vómitos.
No período em que o seu filho estiver a vomitar não lhe dê nada para comer. Quando constatar que ele parou de vomitar, dê-lhe alimentos de fácil digestão, moles, e que não sejam pesados para o estômago, tal como maça cozida e previamente triturada. É aconselhável certificar-se também que ele não está com febre, pois caso isso aconteça deve dar-lhe xarope de Paracetamol. Tenha o cuidado de lavar bem as suas mãos e as mãos dele, esterilizando também tudo aquilo que ele utiliza para comer. À partida, esta é uma situação controlável, mas se vir que os vómitos permanecem, assim como a perda de apetite, a diarreia, febre e as cólicas, é fundamental chamar um médico.
Estas são duas situações comuns nas crianças e nos bebés. Embora necessitem de cuidados particulares, isso não significa que as mesmas possam ser malignas. No entanto, todo o cuidado é pouco para o bem do seu filho!

FONTE:ABCDOBEBE

Como fazer o seu bebé largar a chupeta

De que forma podem afectar as chupetas?
Causando problemas na arcada dentária e no desenvolvimento da fala.
O hábito das chupetas ou dedos pode determinar uma alteração da posição dos dentes e no formato das arcadas dentárias, de diversos tipos e intensidade, o que depende do hábito, do período de tempo, da força que a criança aplica e, da resistência dos alvéolos (o alvéolo é a parte do osso mandibular ou maxilar onde o dente se aloja), e do padrão dos dentes bem como da face da criança.

A maior parte das alterações causadas pelas chupetas são corrigidas espontaneamente desde que o hábito seja interrompido até os quatro anos de idade.

O ideal é que a criança largue sozinha a chupeta, e os pais devem explicar o motivo e a importância da interrupção do hábito. Se estiver a pensar em retirar a chupeta não o deve fazer de forma abrupta, para que a criança não troque a chupeta pelo dedo.

Os pais devem de algum forma negociar com a criança o tempo de uso e a aua frequência. O processo muitas vezes não é fácil, principalmente nos primeiros dias. Quando a criança sentir necessidade da chupeta, os pais devem, se possível, ter algo para substituir a mesma.

Pode ser um livro para a criança se entreter, um passeio no parque, uma actividade que a criança goste. Tenha paciência e encoraje a criança quando ela conseguir ficar sem a chupeta.

Algumas ideias:
- Combinar o seu uso quando a criança dormir.
- Usar um calendário colorido para anotar os dias em que a criança conseguiu ficar sem a chupeta. Cada dia vale uma estrelinha, que deverá ser colocada pelos pais no calendário. Quando a criança completar uma semana sem a chupeta, ofereça algo que ela adore, ide ao restaurante, um passeio, um brinquedo..

FONTE:ABCDOBEBE

Ar livre

O seu bebé precisa de ar livre, oxigénio e luz natural desde os primerios dias. Dê pequenos passeios diários e veja como ele(a) de diverte com os cheiros, as cores e os sons.

FONTE:ABCDOBEBE

O Olhar do seu Filho

O olhar de uma criança é talvez uma das coisas mais belas. Entendê-lo, compreendê-lo, nem sempre é fácil. Basta olhá-lo com carinho, e conseguirá descobrir toda a doçura que emana dos seus pequenos olhinhos. Apaixone-se e cubra-o de carinhos e beijinhos.
Uma criança, ainda bebé, não é capaz de exprimir verbalmente a sua alegria e felicidade. Pode parecer que está triste, e estar apenas cansado, e também pode parecer que está incrivelmente feliz, só porque está com o seu ursinho predilecto. Estas são apenas aparências, pois ele não lhe consegue dizer nada através da sua boquinha.
De facto, muitas das vezes, as mães têm uma opinião diferente quanto ao verdadeiro estado psicológico do seu filho. A solução não é certamente falar com ele, pois isso seria de momento impossivel, mas sim tentar perceber pelo olhar como ele se está a sentir naquele preciso momento. Para isso, mergulhe no seu olhar e tente descobrir o sentimento dominante no seu interior.
Nestas alturas, e quando ele ainda não aprendeu a linguagem que permite a comunicação entre os seres humanos, o que resta é o olhar. Aprender a decifrá-lo requer muita atenção: há olhares que ferem, outros que angustiam e outros ainda, que são o expoente máximo da alegria e da felicidade. Olhos nos olhos, você e o seu filho, podem produzir a transmissão e troca de sentimentos e, de estados de espíritos, que você nunca imaginou serem possiveis de realizar com uma criança tão pequenina.
O olhar revela as suas necessidades, os seus desejos e as suas tristezas. Fruto de um ambiente onde reina a harmonia, ou de um meio onde a confusão se instala a cada momento, o bebé sente todas essas coisas ainda que as não consiga transmitir aos adultos. O seu olhar é a sua única forma de expressão, a sua arma de comunicação mais preciosa. Aliás, a sua visão antes dos três meses já permite reconhecer a mãe, o que implica uma grande cumplicidade entre ele e a pessoa que lhe deu a vida. Por isso, é normal que seja à mãe que tenta transmitir o seu íntimo.
Apaixone-se pelo olhar do seu filho e embale-se nos seus sentimentos. Descobrirá coisas importantes para o compreender a cada instante e, de certeza, que será um prazer para si estar simplesmete a olhá-lo. Demorada e intensamente, só você e ele!

Água engarrafada ou fervida

Até aos 12 meses de idade e devido à flora intestinal muito delicada dos bebés, é necessário que a água consumida seja fervida antecipadamente ou engarrafada opcionalmente.

FONTE : ABCDOBEBE

Os primeiros dentes do seu bebé

O ideal é os dentes começarem a nascer dos 3 aos 12 meses.
Os primeiros dentes do seu filho devem começar a nascer, ao fim do primeiro ano. Se isso não acontecer, consulte o seu médico, pois alguma coisa de errado se deve estar a passar. Se por outro lado, tudo está a correr bem, então tenha bem presente que a conservação dos dentes de leite, é proporcionada pela higiene e saúde oral da sua criança.

Aqui, ficam algumas dúvidas que se levantam nesta altura, relacionadas com o nascimento dos dentes do seu filho.
O ideal é os dentes começarem a nascer dos 3 aos 12 meses. Se nascem depois ou se o bebé já vem com algum à nascença, pode não ser muito positivo. De início, as crianças começam a babar-se com muita intensidade, ficam nervosas, choram com muita frequência, têm as gengivas inchadas e enrijecidas. Pode igualmente, surgir diarreia, alterações gastrointestinais, gases, irritação no rabinho e, mais raramente, um pouco de febre. Estes indícios são sinónimo de que, os dentes estão para vir. A produção de saliva, mais do que o habitual, tem a ver com as transformações nas gengivas, provocada pelo rompimento dos dentes. A criança sofre um pouco com o nascer dos dentes. É uma sensação, como quando o adulto está a passar pela fase de rompimento do dente do siso. A dor varia de criança para criança, não sendo igual para todas.
Os mordedores são uma boa forma de consolo. Ao menos a criança, morde um objecto que é seguro. Os bebés necessitam de morder, pois é uma das formas de exploração dos objectos, e ajuda-os a acalmar a dor e a fazer com que o dente, perfure melhor a mucosa.
O paracetamol poderá aliviá-los, ou alguma pomada, sem açúcar, desde que a mesma seja indicada pelo médico.
A presença de um odontopediatra é muito útil, porque é a pessoa indicada para este tipo de processo. Analisa a erupção do dente, a oclusão, a relação entre as gengivas e os alvéolos. Ainda que os dentes de leite, caiam mais tarde, são eles que marcam o lugar decisivo para os restantes que nascerão a seu tempo.
Nesta idade detecta-se toda a produção e realização correcta, desta zona. Pode verificar-se facilmente se a criança, tem ou não algum problema: se mastiga bem, se faz a deglutição de forma correcta, se os alvéolos estão coordenados, etc.
A cárie é um dos problemas que perturba os mais velhos e os mais novos. Mas, se as mesmas surgem logo nos dentes de leite, verifica-se o início da dor e da infecção. Claro, que isto influenciará os dentes definitivos. As cáries nos bebés podem surgir porque, o bebé ficou a dormir com o biberão na boca, ou então porque se molhou a chupeta em mel ou em açúcar. O contacto dos dentes com o leite, por um período longo de tempo não é o mais satisfatório, nem com coisas doces, como o mel e o açúcar. Mas, atenção que a chupeta no seu estado puro, ou seja, sem qualquer outra substância, não é nada de prejudicial.
Algumas crianças, negam-se a mastigar. Isto acontece porque, lhe é causada dor pelas cáries ou malformações no esmalte. O que acontece é que a língua, é colocada no meio dos dentes para que os alimentos, não vão mais além. Preferem por isso os líquidos, do que os alimentos sólidos.
As gengivas devem ser começadas logo a limpar, com um bocadinho de gaze molhada em água, que servirá também para quando nascer o primeiro dente. Devem ser também limpas, as gengivas, quando se acaba de dar o biberão à criança. A escova podem ser começada a usar, a partir dos nove meses. Os especialistas devem prescrever a dose e, determinar a quantidade de flúor presente na água da criança. Este flúor sistémico deve ser recomendado pelo médico, dos 6 meses aos 12 anos, para garantir a boa formação dos dentes. O uso externo a partir desta fase, já é amplamente recomendado. Precavenha-se e, informe-se com um odontopediatra.

Fonte: ABCDOBEBE

Dentinhos a darem das suas...

Esta semana a Luísa está "sofrer" os sintomas que vêm mais dentinhos a caminho! Está com diarreia, e ñ consegue comer bolachinhas,que ela tanto adora, por causa das gengivas. Tenho que lhe dar refeições ligeiras, pois corro o risco de ela vomitar aquilo que lhe estou a dar. Neste momento estou a dar-lhe as 5 gotas diárias do Biogaia, para ver se as cólicas e a diarreia vão passando. Ela também tem muita sede, isto é bom para evitar que ela desidrate. De ínicio teve um pouco de febre mas já a controlei, dando-lhe uns ben-u-rons para bebés, em supositórios.E também c+olicazinhas,pois acordava muito de noite e agitava muito as pernas. Coisa que ela fazia quando tinha semanas e estava com as terriveis cólicas.
Sei que nesta altura estes sintomas são normais, mas quem é "novo" nestas andanças sempre se preocupa,talvez um pouco demais. Devo confessar que fiquei perdida em saber o que fazer, mas depois de reflectir um pouco e arrefecer um pouco a cabeça,lá pensei que se nós nas mesmas circunstâncias fazemos determinados "procedimentos", porque ñ aplicá-los nela? Refeições ligeiras, fazer chás, comer iogurtes e beber muita água. Temos contactos de enfermeiras lá dos Lusíadas que nos aconselham determinadas coisas e estar atento à quantidade de cócós que ela faz, como também à temperatura. Coitadinha por vezes noto que ela se apercebe que eu estou preocupada. Outro sintoma que ela tem é que dorme um pouco mais do que é normal.

Mudando de assunto, fiquei muito contente ao ver determinado dia que ela já consegue bater palminhas,eu ajudo-a e ela imita, um pouco desejeitada, mas dá para perceber o que ela faz.
Também já diz monossilabos de "ma", como também já responde ao chamamento do seu nome. é engraçado que lhe digo onde está o patinho,um boneco que ela gosta muito, onde está o papá e onde está a rua ela olha para as direcções onde os respectivos estão.

Outro passo que ela está a ter é começar a equilibrar-se sózinha,mas quando quer dar um passinho, tem que se agarra a qualquer coisa. E já começou a gatinhar. Adora ver os anúncios da televisão e aqueles então que têm música fica muito atenta. E então a determinadas músicas que eu gosto, fico logo toda contente.

Estivemos uns dias fora desta cidades para visitar os avós quer maternos quer paternos. Notei que ela ficou mais gordinha, a mudança de ares fez-lhe muito bem-

Para terminar,que já vai longo, noto que por vezes quando estou chateada com alguma coisa ou algo me está a aborrecer, quando vejo o sorriso dela parece que tudo passa. É mágico. Transcendental...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

11 meses.

Mais um mês e mais etapas conseguidas.Que feliz que eu estou...E a minha linda Luísa também está!
Na passada semana fomos para terras do sul, visitar a familia e especialmente o vôvô!
Foi muito bom!
Só foi pena a Luísa ter sido "atacada" por um "bando" de mosquitos...Coitadinha ficou cheia de picadelas...
Só o tempo ñ ajudou.

Em relação à Luisa,fez-lhe muito bem sair daqui,ver o mar...

E na passada semana dia 15 fiz mais um anito...



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Novidades!

A minha linda Luísa começou a gatinhar ontem,um pouco desajeitada,mas lá conseguiu! Vaiatrás de mim seja onde ouve a minha voz. Mais uma etapa que a minha bébe alcançou. Outra é que adora estar de pé. Já consegue levantar-se sózinha. Agarra a uma cadeira,mesa e já está, de pé!
E para finalizar estão a nascer mais dois dentinhos no maxilar de cima,o do lado direito está mais adiantado que o do lado esquerdo!
Estou muito feliz a um dia dela fazer mais um mesito.
Está tão crescida e desenvolvida,pesadita e mais rijita.
O tempo passa tão depressa mas é tão engraçada assistir a todas estas etapas, e ver que ela está muito feliz!E eu tão,aliás nós os papás estamos muito orgulhosos.

terça-feira, 23 de março de 2010

10 mesitos - parabéns minha rica filha


O tempo passa tão depressa e já estamos quase a fazer um anito.Mas agora a minha princesa já tem 10 mesinhos.
Em termos de evolução continuamos a fazer com que a Luísa se levante sózinha, uma vez fê-lo, mas se calhar esquceu-se,pois continua a pedir ajuda. Adora é estar de pé. Já comecei a dar uns "passeiozinhos" pela casa, eu com ela a segurar-lhe as mãozinhas. Adora. Ela vai dando uns passinhos, é engraçado de se ver. Começou há dias a "dizer" uns dá-dás, e nós a incentivámo-la. Acho que vai começando a perceber a palavra "não", eu dando uma certa entoação diferente e um pouco séria, para ela ir começando a perceber. Passa objectos duma mão para a outra. E quando está na cadeira de refeição a maior parte das vezes manda tudo ao chão, deve achar graça, e nós a ir buscar o que ela manda "fora".
De resto a alimentação está bem, já lhe dei a beber sumo de laranja, o que ela adora, o ovo é que ñ é muito do seu agrado.
Agora como os dias vão ficando mais solarengos, vamos sair mais, e passeios maiores, pois ultimamente era só chuva,frio e vento.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A consulta do nove mesinhos!

Ora temos novidades.
Passemos primeiro para as medidas:
Altura: 71 cm
Peso: 8135 kg
P.cefálico: 45 cm

A consulta decorreu normalmente, a pediatra aconselhou-nos a introduzir o peixinho,que pode ser qualquer um,desde que tiradas as espinhas e escamas,e misturar na sopa, em relação às carnes pode-se introduzir a de vaca. No que diz respeito às frutas posso dar-lhe um suminho de laranja de vez em quando,dar-lhe uns gominhos para a mão para ela comer e dar sempre fruta da época, não existe muita variedade mas introduzimos a laranja. Nos vegetais podemos dar-lhe o espinafre. Nas sopas será uma de carne e uma de peixe, sendo que a de peixe será ao jantar e a de carne ao almoço. Isto também não quer dizer que passará ser sempre assim, de vez em quando posso fazer uma sopa de vegetais. E ela pode comer um ovo, primeiro na sopa e depois experimentar "sózinho". Isto também pode-e passar com a carne passando a prato principal.
Até agora já experimentei o ovo na sopa e ela comeu. Atenção comecei com a clara e depois passará a ovo inteiro.

Na opinião da pediatra a Luísa está iminente conseguir levantar-se sózinha, aconselhou-nos a deixá-la no chão, neste caso no parque e ela própria tentar levantar-se sózinha, quer também estando deitada poder-se levantar.
E acho que está próximo começar a gatinhar pois hoje já se pôs na posição de gatinhar mas ainda não dá os passos certos, ou seja em vez de vir para à frente vai para trás. Antes começava a chorar, hoje isso já não aconteceu. Tento sempre, desde que ela esteja no parque, deixar os brinquedos um pouco afastados para ela os alcançar e acho que está a "fazer efeito".

Vai havendo progressos.

A próxima consulta será daqui a três meses, quando a Luísa fizer um ano. E como o tempo passa depressa!

Mas está ser tão bom ver a minha rica filha a crescer...
Estou a adorar...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A minha flor faz 9 mesitos


Mais um mês que passsou e já parece que foi ontem que a minha bebé nasceu. Cada dia mais um progresso, agora nesta ajtura a Luísa quer é estar de pé! Adora estar nessa posição, e quase que nos pede para assim estar! Gatinhar é que está um pouco longe,bem eu tento pô-la de barriga para baixo, mas dá para ver que ela ainda tem pouca força nos bracinhos. No quartinho dela pus um parque para ela estar com os brinquedos e entreter-se,enquanto eu faço as lides domésticas. O cabelinho já dá para notar que começa a crescer, está um pouco mais escuro. Ainda tem os dois dentinhos, mas continua a salivar e pode o anel de dentição na boca. Em relação ao sono dorme dois periodos por tarde, a seguir ao almoço e ás vezes a seguir ao lanche, mais ou menos uma hora em cada. Á noite dorme tranquilamente, por vezes é demorado o tempo que leva a adormecer, mas nem sempre isso acontece. No dia 25 vamos ao pediatra para a consulta dos 9 meses. Estou curiosa em saber o peso e a altura pois dá para notar que está mais comprida e mais pesada. Em relação às refeições nós comprámos uma cadeira, ela já passa por tolerar melhor a sopa e continua a adorar a fruta.
Na consulta iremos possivelmente introduzir novas alimentos assim como a fruta e passar para o leite número 3.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Dormir com os pais

São cada vez mais os adeptos do co-sleeping, o sono em família. Conheça os benefícios, apontados pelo Dr. Sears.

Quem tem filhos sabe que a educação não é uma conjunto de regras adquiridas, compiladas em manual, que basta seguir para ter como resultado crianças seguras, felizes e bem educadas.
Quem tem filhos sabe que o caminho da educação faz-se andando, ou seja, adaptando as convicções de adultos sem filhos às crianças que nos calharam em sorte. Teorias há muitas e para quase todas à quem defenda o contrário.
Uma das mais polémicas é que respeita ao sono. Ensinaram-nos a acreditar que os bebés devem dormir no seu berço e mais crescidos na sua cama. Que dormir com os pais é um péssimo hábito. Que os torna dependentes e mimados. Que devemos ensinar os nossos fihos a dormir a noite inteira, sozinhos nos seus quartos. Aliás, é a pergunta que mais nos fazem quando temos um bebé: «Já dorme a noite inteira?»
É cultural esta tendência para tornar desde cedo as crianças autónomas dos pais. Uma necessidade para quando tem de se trabalhar o dia inteiro longe dos filhos. Noutras culturas, não é assim. A autonomia conquista-se gradualmente, não é imposta, não é «ensinada». Por isso, há quem defenda que o sono seja partilhado, ou seja, que as crianças possam dormir com os pais enquanto isso lhes der segurança e conforto. Em inglês, chamam-lhe co-sleeping, uma prática que parece ter cada vez mais adeptos, segundo estudos realizados nos EUA. Contra a corrente, são poucos os pediatras ou especialistas em desenvolvimento infantil que o defendam. Mas já existem.
Em entrevista à jornalista Maria João Amorim, Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia, defendeu recentemente que esse é um dos conselhos que dá aos pais de bebés irritáveis ou difíceis de acalmar: «O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» O importante, na opinião deste especialista, é que os pais conheçam o seu bebé, as suas características e necessidades individuais, e não sigam indicações generalistas.

Também recentemente, no site do reconhecido pediatra William Sears, foi publicado um artigo que aponta os principais benefícios, a nível de saúde e de desenvolvimento, do co-sleeping. Na sua opinião não há um sítio correcto para o bebé dormir. São os pais que têm de descobrir o que é melhor para o seu bebé. Para que saiba que há diferentes formas de pensar e actuar, deixamos-lhe um resumo dos benefícios apontados:

Os bebés dormem melhor
Os bebés que dormem com os pais adormecem mais facilmnente e dormem melhor. Adormecer nos braços da mãe ou do pai é um prazer e dá ao bebé a noção de que o sono é bom e desejável. Por outro lado, quando está na transição do sono profundo para o sono leve, o que o faz acordar várias vezes durante a noite, a presença dos pais, fá-lo sentir-se seguro para voltar a entrar no sono profundo. Ou então talvez precise de mamar um bocadinho e rapidamente voltar a dormir. Nem a mãe nem o bebé chegam a acordar completamente, ou seja, descansam mais e melhor.

As mães dormem melhor
Mães e bebés entram em sincronia nos seus ritmos de sono. Há mães que relatam como acordam exactamente antes de o seu bebé abrir os olhos. Pelo contrário, mães que dormem em quartos separados relatam como acordam abruptamente com o choro do bebé. A mãe não acorda aos primeiros movimentos do bebé e este tem de acordar completamente e chorar bem alto para que o ouçam. Depois de o bebé voltar a dormir a mãe está completamente acordada e tem muitas vezes dificuldade em voltar a adormecer. Perde muito tempo de sono e de manhã está exausta. Muitas noites assim, com despertares abruptos e repentinos de estados de sono profundo, levam à situação em que muitos pais se encontram de privação do sono e exaustão.

Facilita a amamentação
As mães que amamentam sabem que dormir com os bebés é a forma mais fácil de o fazer. Os bebés voltam a entrar facilmente no sono profundo depois de mamar ¿ nem chegam a acordar - e as mães, não tendo de sair da cama, levantar-se, também ficam menos despertas. Tal como os bebés voltam a entrar facilmente no sono.
Mães que sentem dificuldades na amamentação durante o dia, podem resolvê-los dormindo com os seus bebés. Sears acredita que os bebés sentem as mães mais descontraídas e que produção das hormonas envolvidas na produção do leite é mais eficaz quando a mãe está descontraída ou mesmo adormecida.

Compensa o tempo em que estão separados
Trabalhando o dia inteiro longe dos bebés, dormir com eles de noite é uma forma de voltarem a estar unidos e compensarem o tempo em que não puderam tocar-se durante o dia. A mãe descontrai mais e o bebé também.

Os bebés crescem mais
Depois de trinta anos de observação em consultório de famílias que praticam o co-sleeping, Sears afirma que os bebés crescem mais não apenas em tamanho, mas atingindo todo o seu potencial de crescimento, tanto a nível físico, como emocional e intelectual. Talvez seja o toque, pele com pele, que estimula o desenvolvimento. Ou talvez as mamadas extra... já que estes bebés mamam mais do que os que dormem em quartos separados.

Bebés e pais ficam mais ligados
É outras das observações do pediatra. Na sua base de dados «Crianças que crescem bem, o que fazem os pais» o co-sleeping é muito frequente. A vinculação torna-se mais forte e evidente.

Reduz os riscos de Síndrome da Morte Súbita
A segurança é uma das razões que leva muito pais a deitar o bebé no berço ou noutra cama. Porque há o medo de sufocar o bebé. Mas os mais recentes estudos apontam para o contrário: bebés que dormem com os pais estão menos sujeitos à Síndrome da Morte Súbita. As excepções são: pais fumadores ou que consomem bebidas alcoólicas.
Uma opção para quem quer ter o bebé junto a si de noite, mas com mais espaço é baixar uma das grades da cama do bebé e juntá-la à cama de casal. Assim é fácil tocar no bebé e puxá-lo para si para mamar, mas existe mais espaço e o sono pode ser mais tranquilo.

Para terminar, o especialista alerta para o facto de o co-sleeping não ser uma regra. Tem benefícios mas é apenas uma opção. Aos que têm medo que os bebés fiquem tão habituados que depois nunca mais queiram ir para o quarto deles, diz: «Os bebés vão deixar a cama dos pais naturalmente tal como deixam de mamar. Normalmente isso acontece por volta dos dois anos.
Para saber mais: askdrsears.com


«Sigo o meu instinto»
Natália Fialho é uma das praticantes em Portugal do sono partilhado. Tem três filhos, com cinco, três e 10 meses. Dormirem juntos, na mesma cama, king size, foi uma opção natural. «Uma forma de responder mais porntamente às necessidades deles e de dormirmos todos melhor. Acredito que cada família deve encontrar o seu equilíbrio e a sua forma ideal de descanso. Esta é a nossa.»
Com a chegada do mais novo, Natália e o marido encostaram uma cama de solteiro à cama grande. As crianças têm os seus quartos, mas à noite é na cama dos pais que todos dormem.
«Quando o bebé nasceu fui para outra cama com ele, porque era ainda muito pequenino. Ainda tentámos pôr os mais velhos no seu quarto, mas Catarina (de três) não se deu bem», conta.
«Se os adultos gostam de dormir juntos, por que é que havemos de obrigar as crianças a dormir sozinhas se elas não se sentem ainda seguras para isso e são mais frágeis?» O pediatra das criança não concorda, mas neste como noutros assuntos Natália segue o seu instinto e as teorias da educação intuitiva que lhe dão segurança.

Fonte:IOL Mãe