terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A minha flor faz 9 mesitos


Mais um mês que passsou e já parece que foi ontem que a minha bebé nasceu. Cada dia mais um progresso, agora nesta ajtura a Luísa quer é estar de pé! Adora estar nessa posição, e quase que nos pede para assim estar! Gatinhar é que está um pouco longe,bem eu tento pô-la de barriga para baixo, mas dá para ver que ela ainda tem pouca força nos bracinhos. No quartinho dela pus um parque para ela estar com os brinquedos e entreter-se,enquanto eu faço as lides domésticas. O cabelinho já dá para notar que começa a crescer, está um pouco mais escuro. Ainda tem os dois dentinhos, mas continua a salivar e pode o anel de dentição na boca. Em relação ao sono dorme dois periodos por tarde, a seguir ao almoço e ás vezes a seguir ao lanche, mais ou menos uma hora em cada. Á noite dorme tranquilamente, por vezes é demorado o tempo que leva a adormecer, mas nem sempre isso acontece. No dia 25 vamos ao pediatra para a consulta dos 9 meses. Estou curiosa em saber o peso e a altura pois dá para notar que está mais comprida e mais pesada. Em relação às refeições nós comprámos uma cadeira, ela já passa por tolerar melhor a sopa e continua a adorar a fruta.
Na consulta iremos possivelmente introduzir novas alimentos assim como a fruta e passar para o leite número 3.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Dormir com os pais

São cada vez mais os adeptos do co-sleeping, o sono em família. Conheça os benefícios, apontados pelo Dr. Sears.

Quem tem filhos sabe que a educação não é uma conjunto de regras adquiridas, compiladas em manual, que basta seguir para ter como resultado crianças seguras, felizes e bem educadas.
Quem tem filhos sabe que o caminho da educação faz-se andando, ou seja, adaptando as convicções de adultos sem filhos às crianças que nos calharam em sorte. Teorias há muitas e para quase todas à quem defenda o contrário.
Uma das mais polémicas é que respeita ao sono. Ensinaram-nos a acreditar que os bebés devem dormir no seu berço e mais crescidos na sua cama. Que dormir com os pais é um péssimo hábito. Que os torna dependentes e mimados. Que devemos ensinar os nossos fihos a dormir a noite inteira, sozinhos nos seus quartos. Aliás, é a pergunta que mais nos fazem quando temos um bebé: «Já dorme a noite inteira?»
É cultural esta tendência para tornar desde cedo as crianças autónomas dos pais. Uma necessidade para quando tem de se trabalhar o dia inteiro longe dos filhos. Noutras culturas, não é assim. A autonomia conquista-se gradualmente, não é imposta, não é «ensinada». Por isso, há quem defenda que o sono seja partilhado, ou seja, que as crianças possam dormir com os pais enquanto isso lhes der segurança e conforto. Em inglês, chamam-lhe co-sleeping, uma prática que parece ter cada vez mais adeptos, segundo estudos realizados nos EUA. Contra a corrente, são poucos os pediatras ou especialistas em desenvolvimento infantil que o defendam. Mas já existem.
Em entrevista à jornalista Maria João Amorim, Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia, defendeu recentemente que esse é um dos conselhos que dá aos pais de bebés irritáveis ou difíceis de acalmar: «O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» O importante, na opinião deste especialista, é que os pais conheçam o seu bebé, as suas características e necessidades individuais, e não sigam indicações generalistas.

Também recentemente, no site do reconhecido pediatra William Sears, foi publicado um artigo que aponta os principais benefícios, a nível de saúde e de desenvolvimento, do co-sleeping. Na sua opinião não há um sítio correcto para o bebé dormir. São os pais que têm de descobrir o que é melhor para o seu bebé. Para que saiba que há diferentes formas de pensar e actuar, deixamos-lhe um resumo dos benefícios apontados:

Os bebés dormem melhor
Os bebés que dormem com os pais adormecem mais facilmnente e dormem melhor. Adormecer nos braços da mãe ou do pai é um prazer e dá ao bebé a noção de que o sono é bom e desejável. Por outro lado, quando está na transição do sono profundo para o sono leve, o que o faz acordar várias vezes durante a noite, a presença dos pais, fá-lo sentir-se seguro para voltar a entrar no sono profundo. Ou então talvez precise de mamar um bocadinho e rapidamente voltar a dormir. Nem a mãe nem o bebé chegam a acordar completamente, ou seja, descansam mais e melhor.

As mães dormem melhor
Mães e bebés entram em sincronia nos seus ritmos de sono. Há mães que relatam como acordam exactamente antes de o seu bebé abrir os olhos. Pelo contrário, mães que dormem em quartos separados relatam como acordam abruptamente com o choro do bebé. A mãe não acorda aos primeiros movimentos do bebé e este tem de acordar completamente e chorar bem alto para que o ouçam. Depois de o bebé voltar a dormir a mãe está completamente acordada e tem muitas vezes dificuldade em voltar a adormecer. Perde muito tempo de sono e de manhã está exausta. Muitas noites assim, com despertares abruptos e repentinos de estados de sono profundo, levam à situação em que muitos pais se encontram de privação do sono e exaustão.

Facilita a amamentação
As mães que amamentam sabem que dormir com os bebés é a forma mais fácil de o fazer. Os bebés voltam a entrar facilmente no sono profundo depois de mamar ¿ nem chegam a acordar - e as mães, não tendo de sair da cama, levantar-se, também ficam menos despertas. Tal como os bebés voltam a entrar facilmente no sono.
Mães que sentem dificuldades na amamentação durante o dia, podem resolvê-los dormindo com os seus bebés. Sears acredita que os bebés sentem as mães mais descontraídas e que produção das hormonas envolvidas na produção do leite é mais eficaz quando a mãe está descontraída ou mesmo adormecida.

Compensa o tempo em que estão separados
Trabalhando o dia inteiro longe dos bebés, dormir com eles de noite é uma forma de voltarem a estar unidos e compensarem o tempo em que não puderam tocar-se durante o dia. A mãe descontrai mais e o bebé também.

Os bebés crescem mais
Depois de trinta anos de observação em consultório de famílias que praticam o co-sleeping, Sears afirma que os bebés crescem mais não apenas em tamanho, mas atingindo todo o seu potencial de crescimento, tanto a nível físico, como emocional e intelectual. Talvez seja o toque, pele com pele, que estimula o desenvolvimento. Ou talvez as mamadas extra... já que estes bebés mamam mais do que os que dormem em quartos separados.

Bebés e pais ficam mais ligados
É outras das observações do pediatra. Na sua base de dados «Crianças que crescem bem, o que fazem os pais» o co-sleeping é muito frequente. A vinculação torna-se mais forte e evidente.

Reduz os riscos de Síndrome da Morte Súbita
A segurança é uma das razões que leva muito pais a deitar o bebé no berço ou noutra cama. Porque há o medo de sufocar o bebé. Mas os mais recentes estudos apontam para o contrário: bebés que dormem com os pais estão menos sujeitos à Síndrome da Morte Súbita. As excepções são: pais fumadores ou que consomem bebidas alcoólicas.
Uma opção para quem quer ter o bebé junto a si de noite, mas com mais espaço é baixar uma das grades da cama do bebé e juntá-la à cama de casal. Assim é fácil tocar no bebé e puxá-lo para si para mamar, mas existe mais espaço e o sono pode ser mais tranquilo.

Para terminar, o especialista alerta para o facto de o co-sleeping não ser uma regra. Tem benefícios mas é apenas uma opção. Aos que têm medo que os bebés fiquem tão habituados que depois nunca mais queiram ir para o quarto deles, diz: «Os bebés vão deixar a cama dos pais naturalmente tal como deixam de mamar. Normalmente isso acontece por volta dos dois anos.
Para saber mais: askdrsears.com


«Sigo o meu instinto»
Natália Fialho é uma das praticantes em Portugal do sono partilhado. Tem três filhos, com cinco, três e 10 meses. Dormirem juntos, na mesma cama, king size, foi uma opção natural. «Uma forma de responder mais porntamente às necessidades deles e de dormirmos todos melhor. Acredito que cada família deve encontrar o seu equilíbrio e a sua forma ideal de descanso. Esta é a nossa.»
Com a chegada do mais novo, Natália e o marido encostaram uma cama de solteiro à cama grande. As crianças têm os seus quartos, mas à noite é na cama dos pais que todos dormem.
«Quando o bebé nasceu fui para outra cama com ele, porque era ainda muito pequenino. Ainda tentámos pôr os mais velhos no seu quarto, mas Catarina (de três) não se deu bem», conta.
«Se os adultos gostam de dormir juntos, por que é que havemos de obrigar as crianças a dormir sozinhas se elas não se sentem ainda seguras para isso e são mais frágeis?» O pediatra das criança não concorda, mas neste como noutros assuntos Natália segue o seu instinto e as teorias da educação intuitiva que lhe dão segurança.

Fonte:IOL Mãe

Quando devem deixar as fraldas?

A idade ideal para deixar as fraldas é entre os dois e os três anos, mais precisamente entre os 27 e os 32 meses. Um estudo realizado nos EUA e publicado no Journal of Pediatric Urology demonstrou que deixar passar esta etapa sem dizer adeus às fraldas aumenta os riscos de incontinência de urgência (ou bexiga hiperactiva) - as crianças terão mais probabilidades de vir a ter perdas involuntárias de urina, tanto de dia como de noite, entre os quatro e os 12 anos.
Por outro lado, tentar retirar as fraldas antes dos dois anos é aumentar as probabilidades de insucesso e, normalmente, o período de adaptação é, nesses casos, mais prolongado. Este é o primeiro estudo científico que demonstra exactamente qual a etapa ideal para deixar as fraldas, apesar de existirem várias teorias sobre o assunto.
Este estudo mostrou também que, para ter sucesso no treino do bacio, mais importante do que as técnicas utilizadas é o timing escolhido. Os investigadores inquiriram os pais de 157 crianças com idades entre os quatro e os 12 anos, que consultaram um urologista por terem problemas de incontinência, sobre os métodos usados e a idade em que os filhos deixaram as fraldas. Os dados foram comparados com os de outro grupo de 58 crianças que não nunca tinham tido qualquer problema de incontinência.

No primeiro grupo a idade média de abandono das fraldas foi 31,7 meses, enquanto no grupo de crianças sem problemas essa média situou-se nos 28,7 meses. O método usado não esteve associado a diferenças significativas na probabilidade de vir a sofrer de incontinência mais tarde.

A criança tem de estar pronta para iniciar o processo, mas o que este estudo demonstra é que isso acontece, na maior parte dos casos por volta dos dois anos e meio e que deixar passar a oportunidade pode dar origem a problemas mais tarde.

O estudo mostra também que as crianças estão a deixar as fraldas cada vez mais tarde, tanto nos EUA como noutros países com países com culturas tão distintas como o Brasil ou a China. Em 1980, nos EUA, a média de idades para largar as fraldas situava-se nos 26 meses. Em 2003, essa média subiu para os 36,8 meses.

Fonte:IOL Mãe

Diz-me para onde olhas

Aos cinco meses os bebés desenvolvem uma importante capacidade: a atenção conjunta. Ou seja, conseguem seguir o olhar do adulto e focar a sua atenção no mesmo objecto.
Foi dado mais um passo na compreensão do desenvolvimento psico-social do bebé. Investigadores britânicos descobriram em que etapa se dá a aquisição de uma importante capacidade ao nível da integração social: designada de «atenção conjunta», trata-se da capacidade de focar a atenção juntamente com outro indivíduo em determinado objecto ou acontecimento. E é logo aos cinco meses de idade que os bebés passam a ser capazes de o fazer, iniciando assim uma nova fase no processo de socialização e aprendizagem.
Esta é uma competência vital envolvida em diversos processos sociais, como a colaboração e o ensino e aprendizagem da linguagem. Especialistas defendem mesmo que esta é uma das características que mais diferencia o ser humano dos primatas. Seguir o olhar dos outros e perceber do que estão a falar é uma competência complexa, mas que os bebés desenvolvem, segundo este novo estudo, desde os cinco meses de idade.
Um dos principais sintomas do autismo é precisamente a falta desta aquisição que condiciona todo o desenvolvimento e interação com os outros.
Os investigadores, da Universidade de Londres, descobriram que quando os bebés se envolvem num processo de «atenção conjunta» com um adulto são activadas zonas do córtex pré-frontal esquerdo, zona do cérebro com um papel importante em funções sociais complexas.

O estudo foi publicado na revista Biology Letters.

Fonte:IOL Mãe