terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Brincar ajuda a raciocinar

Os jogos e os brinquedos são fundamentais para a promoção do desenvolvimento infantil, em particular, do estímulo do cérebro.
Cores, formatos e sons diferentes! Assim começa esta longa incursão pelo universo dos brinquedos, onde as imagens, os encaixes, os puzzles e os quebra-cabeças, entre muitos outros jogos, tornam-se um verdadeiro desafio à medida que as crianças vão crescendo.
Antes de mais, importa dar a conhecer que “a motricidade, a percepção, a memória, a criatividade, o raciocínio e o vocabulário, as noções espacio-temporais e a socialização, entre outros”, são trabalhadas quando as crianças estão a brincar, segundo palavras de Ana Serra Fernandes, psicóloga do desenvolvimento e da educação da criança, pois tudo “depende da especificidade do jogo e do brinquedo”. Por essa razão, “devem ser versáteis e facilmente modificáveis e devem privilegiar-se os brinquedos que têm mais funções e que não são de ‘uso imediato ou pré-definido’”, sublinha Mónica Pinto, pediatra do desenvolvimento.
Há, porém, outros aspectos essenciais a ter em conta: a disponibilidade dos pais para brincar com os filhos, bem como a importância de fomentar a partilha, uma vantagem que pode encontrar em muitos jogos e brinquedos. Tudo porque, quando os jogos de consola entram na vida dos pequenos, a socialização fica esquecida…

Partilhe as brincadeiras

Apesar das luzes, cores e sons conquistarem o bebé ou o jogo de encaixes e os puzzles serem vistos como um enorme desafio para os mais pequenos, é indispensável que os pais queiram participar nas brincadeiras dos filhos. Além de incentivá-los a conhecer melhor e descobrir mais potencialidades do objecto que têm na mão, este acto abre caminho para a partilha, independentemente da idade dos pequenos. Por vezes, nem é preciso recorrer a um brinquedo… Mónica Pinto declara: “Devem brincar com eles, ensinando-os como uma caixa velha, um papel e um lápis ou uma manta, ou uma cadeira, se podem transformar numa aventura, num castelo ou num navio pirata.” Até porque, “é importante que se promova a imaginação e criatividade e que se partilhe, dando o exemplo”, justifica a pediatra do desenvolvimento.
Ana Serra Fernandes salienta a motivação e a felicidade manifestada pelos mais novos como os principais ingredientes na partilha das brincadeiras com os pais. Por isso, os adultos “devem também escolher e promover jogos sociais e que desenvolvam o raciocínio, dentro da própria família ou com os amigos dos filhos, isto é, dedicar alguns momentos – ao fim da tarde ou ao fim-de-semana – para o efeito, convidando-os para sua casa!”, continua a psicóloga do desenvolvimento.

Quando pára a socialização

De consolas portáteis nas mãos e com os dedos a movimentarem-se de forma veloz, parece que o valor da socialização e da partilha ficaram para trás, sobretudo quando se tornam viciantes. Como se não bastasse, é patente “o gasto de demasiado tempo nestes jogos em detrimento das actividades importantes do dia a dia, como o estudo”, sublinha Ana Serra Fernandes. Por outro lado, esta atitude incita o sedentarismo, “o que não favorece o bem-estar físico”, frisa a psicóloga do desenvolvimento. Mónica Pinto fala ainda da agressividade destes jogos, tendendo, assim, “a aumentar o limiar de excitação da criança, o que faz com que se torne mais difícil manter a atenção num estímulo menos apelativo”, esclarece a pediatra do desenvolvimento.
Quando não são, contudo, utilizados de forma excessiva, há que salientar os aspectos positivos dos jogos de consola, “como o desenvolvimento do tempo de reacção, da atenção, da coordenação óculo-manual e da destreza mental”, informa Ana Serra Fernandes. Até porque “há jogos didácticos muito úteis”, acrescenta Mónica Pinto, que chama, uma vez mais, a atenção para “evitar muito o uso de jogos violentos, repetitivos e ‘vazios’ do ponto de vista da criatividade, bem como o tempo que as crianças passam com as consolas”.

Jogos e brinquedos por idades

Antes de adquiri-los para o seu filho ou para oferecer ao seu neto, sobrinho ou filho de um amigo, tenha sempre em atenção se tem a marcação CE, que garante a segurança do brinquedo, assim como a idade para a qual é recomendado. Deste modo, já sabe quais são os que estimulam o raciocínio do pequeno e quais os recomendados, com a ajuda da pediatra de desenvolvimento Mónica Pinto.
0-12 meses
Jogos com cores, texturas e sons variados, que se possam levar à boca e activar facilmente.
12-18 meses
Encaixes, livros simples, jogos de construção, panelas e tachos, e tudo o que é “de casa”, cubos de madeira, canetas e papel.
18-36 meses
Jogos e encaixes mais elaborados, com algum uso funcional e simbólico, puzzels, jogos de construção com peças duplas, papel e caneta, plasticizas…
3-5 anos
Livros com imagens e palavras simples, alguns DVDs mais curtos, papel e caneta, jogos de construção, puzzles, carrinhos e bonecos.
5-8 anos
Jogos de construção e puzzles mais elaborados, jogos de mesa, jogos que apelem à criatividade e não “prontos a consumir”
Depois dos 8 anos
“Depende já muito dos gostos da criança, mas os jogos que sejam estimulantes em termos de criatividade e muitos livros” são os conselhos da especialista.

Com a colaboração de Mónica Pinto
pediatra do desenvolvimento
e Ana Serra Fernandes
psicóloga do desenvolvimento e da educação da criança

Fonte:Fábrica de bébes

As temíveis cólicas

O bebé chora sem parar, mexe as pernas com violência, está ruborizado e a barriga dura… Tudo indica que está com dores intestinais comuns nos primeiros três meses de vida. Saiba o que fazer.
Muito comuns nos primeiros meses, este distúrbio é causado pela pressão de gases exercida na parede do intestino e intensifica-se pela quantidade de ar engolido pelo lactente, devido ao facto de não parar de chorar.
Apesar de serem momentos vividos de muita tensão causada pelo sofrimento do seu filho, o ideal é manter a calma, a fim de aliviar o pequeno deste terrível incómodo. Até porque as cólicas não interferem com o desenvolvimento saudável do bebé, pois se continua a comer bem e a aumentar de peso, significa que está bem de saúde. No entanto, proceda da seguinte maneira:
– Massaje-lhe a zona do abdómen no sentido dos ponteiros do relógio;
– Deite-o de barriga para baixo nos seus joelhos e faça movimentos suaves com as mãos nas costas do bebé;
– Flicta calmamente as pernas do seu filho até encostar os joelhos à barriga;
– Introduz a cânula de um microclister – previamente cortada e sem o produto – no ânus do pequeno, para ajudá-lo a libertar os gases.
Enquanto coloca em prática estas medidas, cante e fale com serenidade ao seu bebé, de modo a transmitir-lhe tranquilidade.

Durante e após as refeições

Uma vez que uma das causas das cólicas está associada à entrada de ar no estômago do lactente durante a refeição, quer enquanto mama quer quando é alimentado por meio de biberão, é importante tomar algumas precauções.
Antes de mais, sente-se numa posição confortável para dar de mamar ao seu filho e introduza um pouco da aréola na boca do bebé – e não apenas o mamilo; e certifique-se que o pequeno mantém os lábios para fora e o queixo junto à mama.
Por outro lado, se está a dar-lhe biberão, antes de mais, tenha em conta que o tamanho e o buraco da tetania são os indicados para a idade do sei filho; e dê-lhe o leite com o biberão inclinado, ou seja, na posição vertical, ao mesmo tempo, que se certifica que o alimento sai lentamente.
No fim de cada refeição, coloque o bebé na posição vertical, de forma a que o queixo do seu filho esteja apoiado no seu ombro, onde convém ter uma fralda, não vá o pequeno bolsar… Depois, é só dar-lhe palmadinhas suaves nas costas do até o menino arrotar. Com o intuito de evitar outro episódio de cólicas, não o deite logo na caminha, optando por colocá-lo no marsúpio ou na cadeira de baloiço, onde vai acabar por adormecer tranquilo.

Causas associadas

A verdade é que existem várias teorias em relação à origem das cólicas, as quais estão associadas a factores que desencadeiam este distúrbio intestinal. Aqueles, por sua vez, podem ocorrer de forma associada. A saber:
– Imaturidade do sistema digestivo do bebé, o que faz acelerar o funcionamento do mesmo e, como consequência, causa as cólicas;
– Adaptação algo morosa ao mundo exterior;
– Quantidade de ar que entra no estômago, o qual pode não ser expelido totalmente após a mama ou o biberão, o que dá origem aos gazes, que aumentam, por sua vez, devido ao choro compulsivo por causa das dores;
– Intolerância às proteínas do leite de vaca e seus derivados que fazem parte da composição do leite de substituição.
Além disso, a recém-mamã deve também ter cuidado com a dieta, no sentido de evitar o aparecimento de cólicas no bebé ou, pelo menos, atenuar a dor originada por este distúrbio. Para o efeito, o melhor é retirar da ementa diária alguns alimentos, dos quais destacamos: o chocolate, os citrinos, as couves, as leguminosas, os pimentos e as bebidas gaseificadas.

Fonte:Fábrica de bébes

Conjuntivite: Como tratar?

O seu filho apresenta secreções amarelo-esverdeadas no cantos dos olhos? O mais provável é estar com uma infecção ocular, pelo que o melhor é consultar o pediatra.

Muito comum no primeiro ano, a conjuntivite pode ser definida como “uma simples inflamação da conjuntiva ocular, tal como nos indica o próprio nome”, declara a pediatra Maria João Rodrigo.
Os agentes responsáveis pelo aparecimento deste problema são: vírus, bactéria e parasitas. No entanto, pode também ser de causa “traumática, alérgica ou, por exemplo, por apenas má drenagem das lágrimas – obstrução do canal lacrimal –, que é habitual nos bebés” explica a especialista. Como consequência, surge a “vermelhidão (eritema) da conjuntiva, um pequeno edema e produção de secreções amarelo-esverdeadas”, continua. Além disso, é natural que o seu filho sinta prurido, razão pela qual a tenda a esfregar os olhos.

Proceder de imediato
Perante este quadro, é fundamental que inicie “a limpeza periódica (de três a quatro horas)”, aconselha Maria João Rodrigo, a qual deve ser feita com soro fisiológico ou o desinfectante ocular recomendado pelo pediatra do seu filho, motivo pelo qual tem de consultar o especialista. Um colírico ou pomada com AB fazem parte da prescrição médica, mas apenas “se houver razões para suspeitar de doença infecciosa bacteriana”, informa a nossa entrevistada. O tratamento deve, por sua vez, ser efectuado de acordo com a indicação médica, sem que seja suspenso por perceber que o seu filho está melhor.
Enquanto aguarda pela consulta, faça a limpeza ocular com soro fisiológico. Para o efeito, use uma compressa esterilizada para cada olho e nunca a mesma para ambos, caso contrário o problema acentua-se.
Importa ainda salientar que, sendo uma doença contagiosa, é indispensável que afaste o bebé dos outros meninos, sobretudo se houver casos de conjuntivite na mesma sala da creche frequentada pelo pequeno.
Maria João Rodrigo sublinha ainda: “É sempre de evitar as medicações excessivas e sobretudo os AB sem razão.” Porque se, no recém-nascido, “a causa for a obstrução do canal lacrimal, não há razão para a prescrição dos AB”, elucida, pois os agentes responsáveis da doença, “nos primeiros meses de vida, são específicos e podem não ser os mesmos das crianças mais velhos, daí a importância do conselho do pediatra, mais desperto para essas pequenas diferenças”, frisa.

Distinguir a causa é difícil
As diferenças entre a conjuntivite viral e a bacteriana não são visíveis, uma vez que “os sintomas podem ser semelhantes”, afirma Maria João Rodrigo. No entanto, quando “uma criança surge com ramelas amarelas espessas, as quais reaparecem ao longo do dia no contexto de constipação e de doença do infantário, pode ser bacteriana”, esclarece. Por outro lado, se o eritema agrava de forma progressiva, “sem melhoria com a medicação tópica e passa para toda a família, é a favor de ser um vírus (adenovírus, por exemplo)”, ao que “a existência de varicela também pode ser causa de conjuntivite viral”, explana a pediatra. Em caso de dúvida “deve ser feita colheita das secreções e análise bacteriológica”, diz a nossa entrevistada.
Quanto ao tratamento, este é superior à duração de uma conjuntivite – dois, três dias –, pois “depende do agente causal e do ‘cumprimento’ terapêutico”, declara. Contudo, quando se trata de “uma conjuntivite demorada”, Maria João Rodrigo recomenda que o seu filho seja observado pelo oftalmologista, para que seja feito “o diagnóstico de outras causas e eventuais complicações da infecção”.

Com a colaboração de Maria João Rodrigo,
pediatra

Fonte: Fábrica de bébes

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O CUIDADO COM A PELE AINDA É IMPORTANTE

Apesar do bebé começar a usar fraldas apenas para as sestas, para as viagens e para a noite, a maneira como cuida da pele dele quando lhe põe a fralda não deverá mudar. Por alguma razão em especial, a pele dos bebés torna-se ainda mais sensível depois de estar parcialmente seca e limpa. No que diz respeito à área da fralda, pele saudável é sinónimo de pele seca. A pele húmida na área da fralda torna-se frágil e vulnerável a irritações rapidamente. Para minimizar ao máximo a humidade produzida pelas fraldas, mude-as frequentemente e use fraldas super-absorventes, especialmente à noite. Se usar fraldas de pano, é sensato ter um pouco mais de cuidado a verificá-las e a mudá-las. Lembre-se que as alterações na alimentação, as doenças e os antibióticos podem levar a alterações nas características das fezes do seu filho que podem irritar as sua nádegas. Trate destas irritações imediata e eficazmente, desta forma o seu filho não considerará a ida à casa de banho em termos negativos.

Sugestão Rápida: É mais difícil para as crianças controlarem a bexiga durante a noite. Se evitar o consumo de líquidos depois das 6 da tarde e o ajudar a urinar antes de ir para a cama ajudará a diminuir a possibilidade de ficar com a cama molhada. Com o tempo, o seu filho aprenderá a acordar à noite quando tiver de ir à casa de banho. Até lá, mantenha o colchão coberto com um plástico grosso e não com sacos da lavandaria.

Irritação ou erupção na área da fralda: uma incómodo desagradável

Os bebés que usam fraldas (e que bebé não usa?), pode ter erupções ou irritações na área da fralda. Se bem que não sejam preocupantes, podem causar bastante incómodo ao bebé. Portanto, são muito importantes os esforços, a prevenção e o tratamento eficaz.


Sinais reveladores

Pode reconhecer facilmente esta afecção comum, pois o rabinho do bebé está vermelho e inflamado, com protuberâncias e inchaço à volta da área da fralda. Se a erupção ou a irritação também apresentarem protuberâncias rosadas à volta da parte de uma mancha vermelha na área da fralda ou à volta da boca do bebé, é possível que se tenha convertido numa infecção causada por fungos ou leveduras (cândida), que deverá tratar-se com medicamentos antimicóticos de uso tópico.
Como o bebé não fala, não pode dizer o que se passa exactamente, mas expressa o mal-estar através do choro e de momentos de irritação, principalmente na hora de mudar a fralda e, possivelmente, através da falta de apetite.

Quando não se trata de erupções ou de irritações na área da fralda
Aquilo que pensa que é erupção ou irritação na área da fralda também pode ser outra doença ligeira da pele que se verifica nas crianças. Por este motivo, é importante que reconheça a diferença entre a erupção na área da fralda e outras afecções comuns, para que assim as possa tratar de forma eficaz. As doenças que normalmente se confundem são as seguintes: impetigo, dermatite seborreica e irritação causada pelo calor.

Impetigo
O impetigo é uma infecção da pele que é contagiosa de produzida por bactérias, que aparece na área da fralda, na cara e nas mãos sob a forma de pequenas borbulhas e chagas de cor mel que picam e empolam. Devido ao facto de esta doença ser contagiosa, todos os membros da família devem lavar com frequência as mãos com sabonete antibacteriano para evitar que se propague. Se observar este tipo de irritação, contacte o pediatra que, provavelmente, receitará a antibiótico de uso oral ou em creme.

Dermatite seborreica A dermatite seborreica é uma doença comum da pele que afecta os bebés durante o primeiro ano de vida. Encontrará manchas vermelhas ásperas e avultadas, cobertas de escamas grossas de cor branca ou amarela nos genitais, nas virilhas e no baixo ventre do bebé. Quando aparecem manchas semelhantes no couro cabeludo, denomina-se crosta láctea. Pode experimentar aplicar uma pomada anti-seborreica nas áreas afectadas e mantenha o bebé sempre limpo e seco.

Erupção ou irritação devido ao calor
O calor e a humidade podem provocar uma erupção ou irritação deste tipo quando a transpiração se acumula na pele e não se consegue evaporar. Se bem que seja menos comum a partir dos três meses de idade, esta afecção é semelhante ao aparecimento de acne com protuberâncias rosadas muito pequenas. Podem surgir nas pregas da pele na área da fralda, em especial, nas áreas onde a cobertura da fralda está em contacto com a pele. A humidade na pele e a humidade ambiental são as suas causas principais, para além do calor. Certifique-se de que o seu filho não está demasiado agasalhado e que a pele se mantenha seca. Se piorar, contacte o pediatra.

O que provoca a erupção ou a irritação na área da fralda? Na maioria dos casos, este tipo de lesões é consequência do excesso de humidade na área da fralda que favorece a acção de penetração de agentes irritantes. As principais causas são as alterações do ph da pele. Além disso, quando as fezes e a urina permanecem juntas, eleva-se o ph e activam-se as enzimas (proteínas) presentes nas fezes que aumentam a irritação. Por último, quando a pele está irritada e hidratada demais, é susceptível de padecer de uma infecção secundárias provocada por bactérias ou fungos. Estas são algumas das causas mais comuns:

Não limpar convenientemente a área da fraldaUma vez que a erupção ou a irritação na área da fralda é provocada por alterações do pH da pele que ocorre quando a urina e as fezes se misturam, deverá limpar suavemente e muito bem qualquer sujidade que se encontre na pele delicada do bebé. Tente usar uma toalhita suave para bebés e água quente. Para as peles sensíveis é melhor utilizar apenas água, enquanto que outros rabinhos podem necessitar de um sabonete suave. Evite fraldas duras e esfregar com toalhitas ásperas. Isso só piora a irritação e faz com que o bebé se sinta pior. Evite usar toalhitas para bebés que contenham álcool, uma vez que provocam ardor e mais irritação.

Não mudar as fraldas com frequência suficienteEfectuaram-se estudos que demonstraram que os bebés que são mudadas pelo menos oito vezes ao dia são menos propensos a ter erupção ou irritação na área da fralda. É importante mudar as fraldas com frequência por duas razões: 1) a humidade prolongada torna a pele frágil e mais susceptível a irritações; e 2) quanto mais tempo permanecem juntas a urina e o as fezes, mais tempo as enzimas das fezes têm para danificar a pele do bebé. As fraldas super-absorventes podem ser úteis, pois absorvem a urina, não deixando que fique em contacto com a pele do bebé nem que se misture com as fezes.

Infecções causadas por fungos ou leveduras (cândida)Uma vez que a pele do bebé permaneceu húmida por muito tempo, torna-se propensa à infecção por um certo tipo de fungos (cândida), que constitui o tipo de irritação mais persistente. Um tratamento à base de antibióticos pode causar diarreia, a qual pode desencadear uma infecção deste tipo. Poderá reconhecer este tipo de lesão através das protuberâncias brancas com pus que se encontra à volta de uma mancha vermelha na área fralda. O bebé pode também ter manchas brancas na boca e se estiver a amamentar, os seus seios podem ficar irritados. Se esta afecção persistir, contacte o pediatra o mais rapidamente possível para dar início a um tratamento antimicótico.

Prevenção e tratamento Como evitar o aparecimento da erupção ou da irritação na área da fralda:
Certifique-se de que muda as fraldas ao bebé o mais rapidamente possível logo que fiquem molhadas ou sujas.
Limpe cuidadosamente a zona genital do bebé após cada evacuação e deixe secar a área, tendo o cuidado de não esfregar a pele demasiado ou com muita força.
Aplique uma camada fina de pomada protectora ou de vaselina no rabinho do bebé.
Ao colocar uma nova fralda, não a aperte demasiado, de forma a que possa circular um pouco de ar.
Tente utilizar fraldas super-absorventes ou que contenham petrolato na camada superior que está em contacto com a pele do bebé.
Se o bebé estiver a tomar antibióticos, ou tiver diarreia, tenha especial atenção com a área da fralda e mude-lhe a fralda regularmente.
Areje a pele do bebé, permitindo que passe algum tempo sem fralda todos os dias (no entanto, é melhor ter sempre à mão uma fralda ou um pano em caso de acidente!).
Se a erupção ou a irritação não desaparecerem depois de alguns dias, ou se aparecerem bolhas ou protuberâncias com pus no interior, contacte o pediatra.


* Artigo realizado pelo Dr. Anthony J. Mancini

Fonte:Dodot.com

A habituação à sanita passo a passo

A habituação à sanita é um processo bastante simple composto por várias etapas que o seu filho poderá dominar em poucos dias ou em poucos meses. É provável que se esperar até ele estar pronto para começar, o processo seja muito mais gratificante para ambos. Lembre-se que este é um projecto dele, não seu. Do princípio ao fim, a habituação à sanita inclui: explicar ao seu filho o que espera dele, que o seu filho lhe diga que tem vontade de ir ao quarto de banho, de se despir, de urinar ou de fazer cocó, limpar-se, vestir-se, sair do bacio e lavar as mãos. Cada etapa levará o seu tempo; portanto, lembre-se de elogiar o êxito do seu filho no fim de cada passo. O momento de passar à etapa seguinte dependerá do ritmo e do domínio que o seu filho tiver alcançado na etapa anterior. Se bem que o objectivo a longo prazo seja o importante, os êxitos mais pequenos também o são. Lembre-se que, ao princípio, o êxito assenta no facto de o seu filho compreender a utilização da sanita, não no facto de dominar todo o processo. Para lhe mostrar o que espera dele siga estes passos:

1. Compre um bacioMuitas crianças sentem-se mais seguras num bacio do que numa sanita. Isto deve-se a que quando se sentam no bacio os pés assentam firmemente no chão o que as faz sentirem-se seguras, pois não têm medo de cair nem para fora nem para dentro. Se o seu filho tiver medo do bacio, não o obrigue a utilizá-lo. Desista de o tentar habituar à sanita durante um ou dois meses. Dê-lhe tempo para se acostumar à ideia de usar o bacio e para se sentir à vontade com ele.

2. Permita que o seu filho se familiarize com o pote.
Antes de começar a usar o pote, deixe que o seu filho o observe, lhe toque e se sinta à vontade com ele. Diga-lhe que é o 'seu' bacio.

3. Coloque o bacio num sítio conveniente para o seu filho.
Não é necessário que o bacio esteja apenas na casa-de-banho. Coloque-o no quarto de brincar, perto da cama, no pátio ou onde quer que o seu filho brinque para que possa utilizá-lo quando tiver vontade.

4. Para começar, deixe o seu filho sentar-se no bacio uma vez por dia, totalmente vestido, para que se habitue.
Além disso, deixe-o sair do bacio a qualquer altura e nunca o obrigue a ficar lá sentado durante muito tempo.

5. Depois de o seu filho se sentir à vontade sentado no bacio, vestido, deixe-o sentar-se nele sem roupa.
Esta é a etapa seguinte, a lógica é ajudá-lo-á a habituar-se à ideia de se despir antes de ir à casa-de-banho.

6. Se o seu filho tiver feito cocó na fralda, faça com que ele a veja a deitá-lo para o bacio para que fique a saber para onde é que o cocó deve ir.
Explique ao seu filho que este é o local para a urina e para as fezes; o seu filho deve perceber a importância de colocar cada coisa no seu lugar.

7. Tenha paciência e seja positiva.
Tal como com todas as habilidades recém adquiridas, com o tempo o seu filho dominará a habituação à sanita.

Outras sugestões úteis: Vista ao seu filho calças largas e fáceis de despir. Ensine-o a vestir-se e a despir-se quando tiver que se sentar no bacio. Depois de ele se sentir à vontade sentado no bacio, vestido, tente com ele despido. Encoraje a imitação. Com o seu filho perto de si, sente-se na sanita e faça com que ele se sente também no bacio. Permita que o seu filho urine sentado. Inicialmente, tanto os rapazes como as raparigas devem aprender a utilizar o bacio deste modo. Se os rapazes aprenderem a urinar de pé é provável que depois não queiram sentar-se para fazer cocó. Esteja atenta aos sinais do seu filho. As caretas, os gemidos, as posições ou outros comportamentos não habituais poderão querer dizer que o seu filho precisa de fazer cocó. Quando o vir a fazer isto, pergunte-lhe se tem vontade de fazer. Pergunte-lhe se quer que o ajude a tirar as calças. Lembre-lhe se necessita de ir ao quarto de banho. Não se esqueça de o felicitar quando ele lhe disser que precisa de ir ao bacio, independentemente de ter sido necessário você lembrar-lho ou não. Deixe o seu filho puxar o autoclismo, mas só se ele quiser. Algumas crianças não gostam ou têm medo do som do autoclismo; portanto, certifique-se de que este medo não existe. Além disso, tente tranquilizar o seu filho se ele ficar chateado por ver o cocó desaparecer pela sanita abaixo. Trate da pele do seu filho. Para mantê-lo seco e limpo mude-o regularmente. Não o deixe com a roupa suja como método de habituação à sanita. Quando o seu filho estiver a utilizar com sucesso o bacio várias vezes ao dia, comece a pensar em usar roupa interior. Comece por vestir-lha apenas durante parte do dia. E pelo facto de as fraldas poderem ser muito tranquilizantes, não o obrigue já a passar sem elas. Sintonize-se com as outras pessoas que cuidam do seu filho. Certifique-se de que coordena os seus planos de habituação à sanita com quem fica com o seu filho durante o dia (amas, avós, pessoal do infantário, etc.). É importante que saibam como é que quer que o seu filho seja habituado à sanita para que ele receba a mesma mensagem durante o dia, quando você não está presente, e à noite e aos fins-de-semana, quando você está com ele. Prepare-se para enfrentar alguns 'acidentes'. Durante este processo de aprendizagem, é normal que de vez em quando o seu filho se recuse a urinar ou a fazer cocó. Se o seu filho se recusar continuamente a fazer cocó, é possível que as fezes fiquem duras, o que torna doloroso ir à casa-de-banho. Para manter as fezes moles, pode consultar o pediatra e pedir-lhe que lhe sugira algumas mudanças na dieta (dar-lhe mais água, alimentos ricos em fibras, etc.). Quando as fezes estiverem mais moles, tranquilize o seu filho e diga-lhe que quando quiser fazer cocó não lhe vai doer.



* Artigo realizado pelos Dres.T. Berry Brazelton e Ann C. Stadtler

Fonte:Dodot.com